O projeto de lei 4305/98, que permite a terceirização de todas as atividades da empresa poderá ser votado ainda nesta terça-feira, 21/03, pela Câmara dos Deputados. Os riscos da terceirização para a saúde dos trabalhadores e a urgência em votar o projeto é que motivaram a publicação da nota abaixo escrita pelo presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS) e da Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), Ronald Ferreira dos Santos. 

O texto resgata que o CNS já havia se posicionado com relação ao tema afirmando que a terceirização "reforça a precarização das relações trabalhistas e tende a aumentar o número de acidentes de trabalho e doenças relativas ao seu exercício, especialmente os transtornos mentais, que oficialmente ultrapassam 700 mil casos por ano, com 2,7 mil mortes". O documento afirma, ainda, que "a terceirização existente nas ações de saúde vem se mostrando danosa para a qualidade do atendimento aos usuários do SUS".

Confira a nota:

Terceirização faz mal à saúde

 

Nesta segunda-feira (20), o povo brasileiro se depara com a notícia de que o Congresso Nacional poderá votar em caráter de urgência, essa semana, o Projeto que trata sobre a terceirização. A matéria em questão dispõe sobre a terceirização dos serviços prestados por empresas no ramo das atividades urbanas e rurais. Hoje, na condição de presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), é importante afirmar a rejeição à proposta por descumprir os preceitos fundamentais previstos no artigo 7º da Constituição Federal de 1988 e na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

O Pleno do CNS, por meio da Recomendação nº 006 de 2015, já havia se posicionado sobre o Projeto da terceirização que reforça a precarização das relações trabalhistas e tende a aumentar o número de acidentes de trabalho e doenças relativas ao seu exercício, especialmente os transtornos mentais, que oficialmente ultrapassam 700 mil casos por ano, com 2,7 mil mortes.

O Projeto de Lei representa um retrocesso à organização dos serviços de saúde, prejudicando as trabalhadoras e os trabalhadores e fragilizando a gestão do SUS. A terceirização existente nas ações de saúde vem se mostrando danosa para a qualidade do atendimento aos usuários do SUS.

Durante a 15ª Conferência Nacional de Saúde, instância de grande representação da sociedade civil e de deliberação sobre a política de saúde, que ocorreu em dezembro de 2015, houve um conjunto de propostas aprovadas que demonstrou o desejo da sociedade em rejeitar esse Projeto de Lei. A proposta mais votada da diretriz sobre a valorização do trabalho e da educação em saúde trata sobre a necessidade de lutar para que o poder público assuma a responsabilidade com a extinção da terceirização e com a desprecarização do serviço público nas três esferas de governo.

É com essa premissa que lutamos para valorizar o trabalhador. Temos o dever enfrentar a desvalorização do trabalho e tomarmos nossas frentes de mobilização para que essa proposta seja rejeitada. Nenhum direito a menos!

 

Ronald Ferreira dos Santos

Presidente do Conselho Nacional de Saúde

 

Fonte: CNS

Publicada em 21/03/17

 

 

 

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa aprovou a inclusão de 28 itens nas listas de substâncias entorpecentes, psicotrópicas, precursoras e outras sob controle especial. Dentre os itens aprovados a Agência incluiu 12 substâncias controladas, 13 adendos quanto à regulação dessas substâncias e três novos sinônimos dos controlados.

As listas completas e atualizadas das substâncias foram publicadas na resolução RDC 143/17 no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira 20/3.

Estas substâncias controladas ou sujeitas a controle especial possuem ação no sistema nervoso central e podem causar dependência física ou psíquica. Motivo pelo qual necessitam de um acompanhamento mais rígido do que as comuns. Também se enquadram na classificação de medicamentos controlados, segundo a Portaria SVS/MS n. 344/1998:

• Substâncias anabolizantes,

• Substâncias abortivas ou que causam má-formação fetal,

• Substâncias que podem originar psicotrópicos,

• Insumos utilizados na fabricação de entorpecentes e psicotrópicos,

• Plantas utilizadas na fabricação de entorpecentes, bem como os entorpecentes,

• Substâncias químicas de uso das forças armadas 

• Substâncias de uso proibido no Brasil.

 

 

Fonte: Anvisa

Publicada em 20/03/17

 

 

 

 

 

“Um evento inédito e de importante iniciativa, porque oferece oportunidade aos farmacêuticos eleitos em cargos públicos de dialogarem sobre temas relevantes de modo que possam promover avanços na Assistência Farmacêutica de seus municípios”. Esta foi a avaliação do diretor do Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais - Sinfarmig, Rilke Novato, durante a realização do I Fórum de Farmacêuticos na Política promovido pelo Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais (CRF/MG). Para ele, o evento foi fundamental porque pode efetivamente contribuir para a atuação dos profissionais enquanto gestores públicos.  

Em sua primeira edição, o Fórum reuniu farmacêuticos eleitos em vários municípios do Estado. Além do diretor do Sinfarmig, Rilke Novato, a diretora Júnia Lélis também participou como palestrante abordando os projetos de lei de interesse dos farmacêuticos em tramitação no Congresso Nacional. A programação teve início com a palestra “A importância da política para a transformação social” e, em seguida, foram discutidos temas como a importância do farmacêutico no SUS e a participação destes profissionais nos Conselhos de Saúde.

Segundo o CRF/MG, o objetivo do 1º Fórum de Farmacêuticos na Política foi aproximar os farmacêuticos eleitos da instituição visando desenvolver projetos que beneficiem os municípios representados pelos novos políticos.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação do Sinfarmig

Publicado em 17/03/17

 

 

A judicialização da saúde e o processo e regulamentação da aplicação de vacinas em farmácias e drogarias foram os principais temas abordados nesta quinta-feira, 16 de março, durante a reunião do Fórum Estadual Permanente de Luta pela Valorização da Profissão Farmacêutica.

 

Além do Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais – Sinfarmig, participaram representantes da Sociedade Brasileira de Farmacêuticos em Oncologia (Sobrafo), do Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais (CRF/MG), da Associação Mineira de Farmacêuticos (AMF) e da Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar (SBRAFH-MG).

As reuniões do Fórum ocorrem mensalmente sempre às quinta-feiras. 

Fonte: Assessoria de Comunicação Sinfarmig

Publicada em 16/03/17

 

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