O problema ainda não surgiu aqui. Mas, pela possibilidade da presença de grande número de turistas nos próximos eventos internacionais, como a Copa do Mundo, pode chegar ao Brasil.


Trata-se da gonorreia resistente ao tratamento. A bactéria Neisseria gonorrhoeae, causadora da doença, vem apresentando progressiva resistência aos antibióticos.


Por isso, essa DST (doença sexualmente transmissível) está se transformando no principal desafio atual para a saúde pública, segundo Manjula Lusti-Narasimhan, da OMS (Organização Mundial da Saúde). Ele afirma que, sem novos agentes antimicrobianos, brevemente poderá não haver tratamento efetivo para as pessoas infectadas pela bactéria.


O desenvolvimento da resistência do agente infeccioso ao tratamento começou com a sulfanilamida na década de 1940, alcançou em 1980 as penicilinas e tetraciclinas e em 2007 as fluoroquinolonas. A opção atualmente recomendada é a terceira geração de cefalosporinas.


Nos Estados Unidos, a estimativa é de 600 mil casos de gonorreia a cada ano. No mundo, segundo a OMS, são 88 milhões de portadores dentro dos 448 milhões novos casos anuais de DSTs.


Em nosso meio, não se encontram dados sobre sua incidência. Um estudo do Centro de Saúde da Faculdade de Saúde Pública da USP observou que as relações heterossexuais não remuneradas e não conjugais constituem o principal modo de infecção.


Fonte: Folha de S. Paulo


Depois de um grande protesto no centro da capital, os trabalhadores da saúde realizaram assembleia geral que marcou o início da greve por tempo indeterminado no Estado.  Os trabalhadores aprovaram a continuidade da greve e marcaram nova assembleia para quarta-feira (20/06) às 10 horas na ALMG. Um dia antes, o governo anuncia que fará alguma proposta sobre às reivindicações. A nova assembleia pretende discutir a posição do governo e os rumos do movimento.


A adesão à greve é grande e demonstra a insatisfação dos trabalhadores com a situação da saúde. Após a assembleia, o comando de greve reuniu para traçar as estratégias da greve e definir posicionamento frente às fortes ameaças das chefias que praticam assédio moral para desmobilizar o movimento.


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Além da carta à população assinada por diversas entidades sociais e sindicais, lideranças de várias representações estiveram presentes na assembleia. A presidenta da CUT-MG, Beatriz Cerqueira, disse estar junto na caminhada da saúde e falou sobre as praticas antissindicais do governo Anastasia. “O governo vai dizer que não negocia com trabalhadores em greve. Não se iludam, porque sem a greve não existe proposta” afirmou Beatriz.


 

 

A presidenta da CUT-MG disse ainda que a Central já encaminhou denúncia à Organização Internacional do Trabalho (OIT) e à Organização das Nações Unidas (ONU) sobre as práticas antissindicais do governo estadual. 


O deputado Rogério Correia também esteve na assembleia, parabenizou os trabalhadores e deu apoio ao movimento. “Todo mundo em Minas sabe do quadro de decadência estrutural da saúde e dos salários baixos dos trabalhadores. Sou testemunha do esforço que fizeram para negociar com o governo desde o ano passado. Quem vai nos hospitais e unidades de saúde sabe a pressão que vocês trabalham.”


O deputado disse ainda que a bancada de oposição irá obstruir a pauta para ajudar a pressionar o governo. “O Anastasia é o responsável pela greve e sabia que iria acontecer” completou.

O SINFARMIG é uma das entidades que apóia a greve dos trabalhadores, entendendo que o atual sucateamento dos serviçoes de saúde e das condições de trabalho são resultados do pouco investimento na saúde do Estado. Muito se divulga sobre as melhorias, mas quem está na linha de frente dos serviços sofre com o descaso do governo.


Mais informações: www.sindsaudemg.org.br


Fonte e fotos: Sind-Saúde/MG

Marcela Unes
Coordenadora do curso de Farmácia da Faculdade Newton Paiva


Hoje em dia é comum o uso de dois, três ou até mesmo mais medicamentos ao mesmo tempo por um mesmo paciente. Vários fatores contribuem para isso, como o envelhecimento da população, aliado aos conhecimentos mais avançados acerca do tratamento e prevenção de doenças e o tratamento concomitante com múltiplos profissionais, todos prescrevendo medicamentos próprios de sua especialidade.

Assim, é frequente um paciente idoso apresentar de duas a seis receitas médicas e ainda utilizar dois ou mais medicamentos por a automedicação.


É digno de nota o número cada vez maior de medicamentos no mercado, o que aumenta a quantidade de associações possíveis e diminuia capacidade dos profissionais de dominar completamente todo o conhecimento referente ao efeito dessas infinitas combinações. No Brasil, o número de medicamentos disponíveis no mercado aumentou em 500% nos últimos anos, apresentando cerca de 17 mil nomes genéricos/comerciais.


O cigarro,o álcool, as plantas medicinais e até mesmo os alimentos podem interagir com os medicamentos usados. Mas qual o problema em usar vários medicamentos ao mesmo tempo?

Às vezes nenhum. Pelo contrário, algumas vezes isso se faz necessário para o controle adequado das doenças apresentadas pelos pacientes. Outras vezes, as consequências desse uso podem ser negativas, levando ao aparecimento de efeitos indesejáveis ou mesmo a falha terapêutica, que ocorre quando o medicamento não controla a doença para o qual ele é indicado.

Equanto maior o número de medicamentos usados, maior a chance de o paciente apresentar
uma consequência negativa de uma interação entre medicamentos. As vezes é possível evitar esse problema separando o horário da tomada dos medicamentos, mas essa recomendação não pode ser generalizada, pois nem sempre ela vai resolver o problema.

Há interações que podem ser resolvidas apenas pela redução da dose ou pela retirada de um deles, e, nesses casos, o prescritor deve fazer as alterações necessárias nos medicamentos, sem comprometer o tratamento.


Assim, é necessário que os profissionais de saúde e pacientes trabalhem em conjunto para diminuir o impacto negativo desse novo tipo de problema. O farmacêutico,como especialista em medicamentos, consegue focar o seu olhar nesse aspecto em especial.

Dessa maneira, pode contribuir ajudando os médicos e os pacientes a considerarem a interação medicamentosa como uma possível causa, para as falhas terapêuticas e para o surgimento de efeitos indesejados.


Melhor ainda, ele pode ajudar a prevenir esse tipo de situação, identificando a interação antes da sua manifestação clínica. Os pacientes também devem ser ativos nesse processo e podem contribuir para evitar interações sempre informando aos profissionais os medicamentos de quefaz uso, tanto aqueles prescritos quanto os não prescritos, incluindo as plantas.

Levar a prescrição às consultas é uma boa forma de não omitir nenhum medicamento. Ainda, devem sempre perguntar ao médico que prescreveu e ao farmacêutico que dispensou o medicamento qual a forma correta de usar cada medicamento
e se existe a possibilidade de interações medicamentosas.


Fonte: Estado de Minas



Preencha o formulário que será enviado aos deputados sobre o PL 5359/2009, que define o piso salarial nacional dos Farmacêuticos.


Excelentíssimo(a) Sr(a) Deputado(a)


A defesa por uma remuneração justa e adequada às funções profissionais, para qual o trabalho exige, vem sendo há anos uma bandeira e luta dos farmacêuticos brasileiros, e de demais profissões que não obtiveram êxito desta vitória na década de 60.  Mas no último período o PL 5359/2009 do Dep. Mauro Nazif, (PSB/RO) propõe aos farmacêuticos este avanço entendendo que a fixação do piso salarial, por lei, torna-se crucial para o bom desempenho do profissional e condizente com suas responsabilidades éticas.  


Em 24 de maio de 2012, o deputado Dr. Paulo César, relator da matéria, apresentou na Comissão de Seguridade Social e Família seu parecer no sentido de reforçar a importância de ser fixado piso salarial para a categoria farmacêutica, sendo o mesmo reajustado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e solicitação da não inclusão dos dispositivos do decreto 20377 de 1931.


O projeto será apreciado de forma conclusiva pelas Comissões de Seguridade Social e Família; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


Sabe-se que vivemos em um ambiente com transformações constantes e o trabalhador necessita usufruir do seu direito de ter um trabalho adequadamente remunerado, exercido em condições de liberdade, eqüidade, e segurança, sem quaisquer formas de discriminação, e capaz de garantir uma vida digna a todas as pessoas que vivem de seu trabalho. E isto não somente para valorizar os profissionais, como também para contribuir com a melhoria de seu desempenho, sobretudo no que se relaciona com o atendimento à população.


Vale ressaltar que o farmacêutico ao enquadrar-se como profissional de saúde passa a ser uma categoria diferenciada, uma vez que foca-se na assistência farmacêutica, pelo cuidado ao paciente e pela orientação ao uso racional de medicamentos. Destacando-se de que a assistência farmacêutica é parte integrante e indissociável das políticas públicas de saúde e direito do cidadão, conforme previsto na Lei Orgânica da Saúde (Lei 8.080/90).


Frente a estas constatações, a Federação Nacional dos Farmacêuticos (FENAFAR), juntamente com os seus sindicatos filiados e a categoria farmacêutica brasileira, assumem esta luta e conclamam aos parlamentares para juntos conquistarmos uma justa reparação salarial, assim como o reconhecimento da categoria para o bem estar da população brasileira. Contamos com o compromisso de todos junto a Saúde Pública.


Salários dignos aos trabalhadores: Como investimento a melhoria da assistência à população!


Clique
aqui e acesse o formulário.


Fonte: Fenafar

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