Cerca de 2000 profissionais e estudantes do mundo inteiro participam de hoje até o dia 10/11 do “Vida em equilíbrio: saúde, beleza e bem-estar”, o XII Congresso Mundial de Farmacêuticos de Língua Portuguesa, em Gramado, no Rio Grande do Sul. O evento é promovido pela Associação Brasileira de Países de Língua Portuguesa (AFPLP), pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF) e a Fundação Brasileira de Ciências Farmacêuticas, com o apoio de várias entidades, o evento terá como tema “Vida em equilíbrio: saúde, beleza e bem-estar”. 

O Congresso é realizado paralelamente a outros quatro eventos – V Simpósio de Plantas Medicinais e Fitoterápicos no Sistema Público de Saúde, Congresso Brasileiro de Fitoterapia, I Congresso Brasileiro de Farmácia Estética e I Simpósio Farmacêutico de Nutracêuticos e reunirá farmacêuticos e estudantes de todos os estados brasileiros  e de outros países como  Portugal, Angola, Moçambique, Guiné Bissau e Cabo Verde.

As discussões estarão voltadas para a área clínica, que tem registrado grandes avanços no mundo inteiro. Cada vez mais os farmacêuticos estão assumindo funções que os colocam mais focados no cuidado ao paciente, não se restringindo mais ao medicamento. Haverá uma mesa redonda com um panorama das doenças crônicas no mundo debatendo o papel do farmacêutico que atua no acompanhamento e manejo de pacientes crônicos.

Esse eixo temático também contará com duas mesas redondas para demonstrar as experiências da atuação em farmácia clínica que tiveram êxito em nível nacional e internacional. Na mesa nacional, serão apresentados casos de sucesso de farmácias ou hospitais que implantaram serviços de acompanhamento em vários municípios brasileiros. Na mesa internacional, profissionais de Língua Inglesa apresentarão experiências de desenvolvimento e de atuação do farmacêutico em área clínica em seus países de origem. Assim como, sobre a prescrição farmacêutica, como funciona a área da farmácia e a atuação profissional nos sistemas de saúde daqueles países.

Na área da Saúde Estética, a intenção é divulgar conhecimentos e criar um entre farmacêuticos que já atuam ou pretendem trabalhar nessa área com novas técnicas, equipamentos e produtos. Durante o Congresso, deverá ser criada a Sociedade Brasileira de Estética e Cosmética.

 

Fonte: CFF

Publicada em 08/11/16

 

 

 

 

O programa de Pós Graduação de Ciências Farmacêuticas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) realizou entre os dias 17 e 19 de novembro a segunda edição do simpósio "Desafios para transformar a investigação científica em relevância social" – Simcifar. 

O evento consiste em uma das principais atividades da Faculdade de Farmácia da UFMG e objetiva cooperar com a formação dos alunos  além de apresentar os avanços da pesquisa científica e suas contribuições para a sociedade. 

O Simcifar permite a integração de estudantes de graduação, pós-graduação, docentes e profissionais que atuam nas áreas de Ciências Farmacêuticas, Química, Biologia, Medicina entre outras. A programação do Simpósio oferece palestras, minicursos, oficinas, apresentação de pôsteres e a presença de renomados pesquisadores das diversas áreas. Mais informações no https://www.facebook.com/simcifar/

 

Fonte: Faculdade de Farmácia UFMG

Publicada em 07/11/16

 

 

 

 Nos dias 4 e 5 de novembro, a Federação Nacional dos Farmacêuticos - Fenafar realizou um Curso de Formação Sindical para a diretoria do Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais - Sinfarmig. A iniciativa, considerada um dos pontos definidos como estruturantes, foi aprovada durante o Planejamento Estratégico da Gestão da Fenafar, realizado em março de 2016. Durante a gestão até agosto de 2018 serão realizadas várias formações em parceira com o Centro de Estudos Sindicais e do Trabalhador – CES, em todos os sindicatos da base da Fenafar.

 

Em Belo Horizonte, o curso foi realizado no auditório do Sinfarmig, e contou com a presença de diretores da nova gestão (2016/2018), além dos funcionários da entidade. Entre os assuntos abordados A Origem do Sindicato e a História do Movimento Sindical Brasileiro, que foi apresentado pelo historiador Renato Bastos.  A professora Celina Arias falou sobre as  Negociações Coletivas com a colaboração da diretora de Organização da Fenafar, Debora Melecchi. As “Concepções Sindicais’’ foram destacadas pelo Professor Adelmo Rodrigues.

Para a diretora da Fenafar e do Sinfarmig, Júnia Lelis, o curso cumpriu o objetivo de qualificar e orientar os participantes sobre a importância do enfrentamento as adversidades do mundo sindical. Para ela, a capacitação dos diretores sobre as estratégias para superar os desafios das negociações trabalhistas é fundamental, sobretudo, num momento conjuntural adverso. “Entendemos que a formação para uma atuação mais eficaz no movimento sindical em nível estadual e nacional deve ser permanente e sempre contextualizada” defende Júnia Lelis.

 

Além dos diretores e funcionários do Sinfarmig estiveram presentes diretores  convidados  representando o Sindicato dos trabalhadores da saúde- SIND-SAÚDE dos Municípios de Betim, Igarapé, São Joaquim de Bicas e Ibirité, e da Federação dos Diabéticos de BH e região, além de farmacêuticos que atuam no ramo de farmácias e drogarias.

 

Na avaliação final, os participantes aprovaram a abordagem feita no curso que procurou mesclar a realidade da conjuntura nacional e o histórico das lutas sindicais. Para o diretor do Sinfarmig e da Fenafar, Rilke Novato, o conteúdo é importante porque nos remete à profundas e sérias preocupações quanto ao destino das entidades sindicais e das conquistas trabalhistas alcançadas ao longo das décadas. “Mais do que nunca precisamos nos manter mobilizados para resistirmos e impedirmos retrocessos já em andamento que podem ser adotados pelo governo golpista com o apoio de um poder judiciário reacionário”, alerta.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação Sinfarmig

Publicado em 07/11/16

 

 

 

Na próxima quarta-feira, dia 9/11, a previsão é de que Supremo Tribunal Federal (STF) julgue ação que decidirá se é permitido ou não a terceirização nas atividades-fim. Caso a decisão seja positiva para a terceirização, irão por terra todos os esforços feitos ao longo dos anos para tentar regulamentar essa forma de contratação de trabalhadores no Brasil. A decisão, na opinião de  especialistas, vai desestruturar por completo o mercado de trabalho, abrindo caminho para que toda e qualquer empresa terceirize todos os seus funcionários. “Se o STF seguir a tendência de seus últimos julgamentos, nós vamos perder”, prevê o advogado trabalhista José Eymard Loguercio, assessor da Central Única dos Trabalhadores (CUT). “Caso isso aconteça, não será necessário mais projeto de lei, de debate, nem sequer do Legislativo”, completa.

 

A prática tem demonstrado que os terceirizados ganham menos, trabalham mais e são os que mais sofrem acidentes de trabalho.  Segundo pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), os salários dos terceirizados são, em média, 25% mais baixos que os dos contratados diretos e a carga semanal é maior, em média, com mais três horas. No quesito segurança, os dados também são ruins. Em 2013, por exemplo, das 99 mortes registradas durante o expediente na construção civil, 79 eram terceirizados. Isso ocorre, basicamente, porque a empresa contratante não assume responsabilidade sobre os terceirizados, o que fica a cargo da empresa terceirizada. Como forma de conter gastos os salários, a carga horária, a saúde e a segurança dos trabalhadores são colocadas em segundo plano. Sem falar que quase sempre quando uma empresa terceirizada fecha as portas, a contratante não assume suas dívidas trabalhistas.

 

VOCÊ EMBARCARIA NESSA?

 

Até o momento, a terceirização na atividade-fim não é permitida. Atividade-fim é aquela ligada diretamente ao produto final ou serviço principal de uma determinada empresa ou organização. Numa companhia aérea seria, por exemplo, o piloto, o co-piloto e o chefe da manutenção. Num hospital, o cirurgião e o anestesista. Se terceirizados, serão mal remunerados, poderão ter estafa por excesso de trabalho e outras doenças. Se for liberada pela instância máxima do Judiciário brasileiro, a decisão, nas palavras de Eymard, poderá fazer “perder o sentido uma regulamentação mais ampla do mercado”. Em outras palavras, será o início do desmonte total dos direitos trabalhistas tal como são conhecidos hoje.

 

FIM DA CLT

 

Para o ministro do Tribunal Superior do Trabalho, Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, se a decisão for concretizada significará o fim da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). “Primeiro porque ataca diretamente os artigos 2 e 3 da lei, que definem quem é empregador e quem é empregado. Isso também vai pulverizar a estrutura sindical, pois todos serão transformados em terceirizados. Com isso, as conquistas das categorias, celebradas em contratos coletivos, perderão seu valor”, diz.

 

A Central realizará uma mobilização diante do STF, no dia 9/11. Talvez  o tema não seja decidido em uma única sessão, informa Eymard. Mesmo assim, diz ele, o processo pode ser muito rápido. A ação que será julgada pelo STF foi movida pela empresa Cenibra, exploradora e produtora de celulose de Minas Gerais. A Cenibra já havia perdido uma ação no Tribunal Superior do Trabalho, mas não se contentou e recorreu ao Supremo. A vitória da Cenibra abriria precedente irrecorrível. “Nada mais poderá ser feito. Nem em instâncias internacionais”, alerta Luiz Philippe.

 

Fonte: Debate Progressista

Publicado em 07/11/16

 

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