Uma droga em estudo para combater o diabete tipo 2 também se mostra promissora no tratamento do Parkinson. Chamada de MSDC-0160, a substância poderá ajudar a diminuir a progressão da doença degenerativa que é um dos distúrbios nervosos mais comuns da terceira idade. Os autores do estudo, publicado na última edição da revista Science Translational Medicine, detectaram a ação dupla em ratos e se preparam agora para os experimentos com humanos. 

A MSDC-0160 foi desenvolvida para tratar pacientes com diabetes em 2012, mas, neste ano, os pesquisadores observaram que seus efeitos poderiam ser usados no combate ao Parkinson. As duas doenças podem ter sintomas muito diferentes. No entanto, estamos descobrindo que compartilham muitos mecanismos subjacentes a nível molecular e respondem de forma semelhante a uma nova classe de sensibilizadores de insulina, como a MSDC-0160, declarou, em comunicado, Jerry Colca, um dos autores do estudo e diretor científico do Metabolic Solutions Development Company (MSDC), nos Estados Unidos. Sabe-se que o Parkinson pode se originar, mesmo que apenas parcialmente, no metabolismo energético do corpo. De acordo com os autores do trabalho, a MSDC-0160 tem o poder de regular a função mitocondrial, ligada à produção de energia, em células cerebrais e restaurar o processo de converter nutrientes básicos em energia. Consequentemente, a capacidade das células de lidar com proteínas prejudiciais é normalizada o que leva a redução da inflamação e de morte das células nervosas. Acreditamos que esse será um momento decisivo para milhões de pessoas que vivem com essa doença. Toda a nossa pesquisa em modelos de Parkinson sugere que essa droga poderia potencialmente retardar a progressão da enfermidade, explicou Patrik Brundin, presidente do instituto de pesquisa The Cure Parkinson Trust Linked Clinical Trials e um dos autores do trabalho. Caso a MSDC-0160 tenha sucesso em testes com humanos, ela terá impacto direto na qualidade de vida dos pacientes reduzindo problemas como quedas e declínios cognitivos. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o Parkinson acomete cerca de 1% da população mundial acima de 65 anos, em torno de 8 milhões de pessoas, e especialistas alertam que a incidência desse mal degenerativo tende a aumentar com o avanço da expectativa de vida em vários países. Esse é um caminho imensamente promissor para a descoberta de drogas. Agora, temos uma nova jornada a seguir em busca de melhores tratamentos que cortem a raiz dessa e de outras doenças insidiosas, detalhou Brundin. Os autores do trabalho pretendem reunir financiamento para a realização dos testes clínicos com o medicamento e acreditam que a nova etapa tenha início no próximo ano.

Fonte: Correio Braziliense 

Publicada em 13/12/16

 

 

 

O Conselho Federal de Farmácia (CFF) em Consulta Pública uma proposta de resolução que dispõe sobre as atribuições do farmacêutico no exercício de auditorias.

 

O texto, elaborado pelo Grupo de Trabalho de Análises Clínicas do CFF, sob coordenação da conselheira federal de Farmácia pelo estado do Rio Grande do Norte, Lenira da Silva Costa, propõe uma atualização da Resolução nº 508.

 

O prazo para as sugestões ao texto poderão ser enviadas até o dia 3 de janeiro de 2017.

 

Para participar acesse o link abaixo, procure o menu Consultas Públicas e deixe sua contribuição http://migre.me/vI8xO

Fonte: CFF

Publicado em 12/12/16 

 

 

 

Em razão de resultados abaixo das especificações no ensaio de dissolução a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) a partir de ações de fiscalização, suspendeu a distribuição, a comercialização, o uso e recolheu os estoques do mercado lotes de produtos irregulares da Novartis Biociências S.A. 

A  Resolução Específica nº : 03284/2016, publicada dia 08/12/2016 se refere ao produto Tegretol (carbamazepina), 200mg comprimidos, lote, fabricação e validade Z0065 (Val. 31/03/2017) e Z0066 (Val. 30/06/2017). 

 

Fonte: Anvisa

Publicado em 12/12/16

 

 

A Federação Nacional dos Farmacêuticos – Fenafar  repudia o modo como ocorreram as ações da Polícia Federal denominada “Operação PH.D”. Sob alegação de  má gestão dos recursos públicos, a Polícia Federal prendeu e conduziu coercitivamente pesquisadores, professores e servidores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) que atuam na área da Saúde Coletiva. A “operação" foi realizada na última sexta-feira, 9/12. 

 

 “A operação – que contou com amplo apoio e divulgação da mídia – ocorre no momento em que o governo instalado no país, com o apoio da maioria no Congresso Nacional, tenta congelar os investimentos públicos em Saúde e Educação por 20 anos, através da aprovação da PEC 55 (PEC da Morte). O objetivo de mais este espetáculo jurídico/policial/midiático é tentar ganhar apoio para a PEC que é amplamente desaprovada pela população brasileira.

Este episódio só torna mais evidente que o golpe desferido pelas forças conservadoras que assaltaram o governo brasileiro instalou um Estado de Exceção no país. A Constituição Federal e as leis foram rasgadas.

Para garantir a aplicação da sua agenda neoliberal, de retirada de direitos e de desmonte de importantes políticas públicas conquistadas ao longo de mais de uma década, o governo precisa silenciar as vozes dissonantes. Adota medidas de cunho marcartista, numa perseguição política contra professores e pesquisadores que participaram de gestões do Ministério da Saúde nos governos Lula e Dilma e tiveram inegável protagonismo em importantes conquistas nas áreas de educação em saúde e na constituição de políticas públicas para o SUS. Por conhecerem a fundo a gestão do SUS no Brasil, vinham denunciando incansavelmente os retrocessos do governo Temer nas áreas da saúde e social.

As ações arbitrárias da Polícia Federal que atingiu esses importantes intelectuais e ativistas de defesa do Sistema Único de Saúde do Brasil é uma mostra de que os golpistas não mediram esforços para atingir seus objetivos e uma ameaça contra todas as organizações que lutam em defesa do SUS e da democracia no nosso país.

A Fenafar defende a mais rigorosa fiscalização da gestão pública, desde que ela ocorra dentro dos procedimentos estabelecidos pela lei. O que ocorreu nesta sexta-feira (9/12) foi abuso de poder por parte da Polícia Federal e do Judiciário, que violou direitos civis, ignorou regras básicas do Direito e do devido processo legal, como o direito à intimação prévia, o amplo direito de defesa, à presunção da inocência e à privacidade.

Mas nós não vamos nos intimidar e não deixaremos de denunciar o golpe, os ataques à democracia e jamais abandonaremos a luta em defesa do SUS no Brasil.

Fenafar, 10 de dezembro de 2016

 

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