Os direitos trabalhistas, o recém aprovado projeto da terceirização e as distorções na interpretação da jornada 12X36 foram alguns dos assuntos abordados pela diretora do Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais – Sinfarmig, Júnia Lélis, e que mobilizaram os participantes durante o Simpósio de Farmácia Clínica Hospitalar de Minas Gerais.

O evento realizado no Centro Universitário Newton Paiva dia 25/03 atraiu  mais de uma centena de estudantes e profissionais de Farmácia Hospitalar  sob organização da Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar – SBRFH. 

Júnia Lélis apresentou a Campanha Salarial de Farmácia Hospitalar (Convenção Coletiva e Acordo Coletivo de Trabalho), as negociações para a jornada 12x36 e também os impactos do projeto de terceirização aprovado pela Câmara dos deputados que poderá envolver mudanças nas contratações de farmacêuticos. 

O assunto despertou tanto o interesse do público que muitas perguntas foram direcionadas à diretora do Sinfarmig ao final da explanação e teve aprovação do público que aplaudiu as ações da entidade sindical. Júnia Lélis concluiu a sua participação convidando todos os presentes para conhecer o trabalho e participar mais de perto das atividades do Sinfarmig. 

 

Fonte: Assessoria de Comunicação Sinfarmig

Publicada em 27/03/17

 

 

As interessadas poderão se inscrever até o próximo dia 04/04 na 1ª Conferência Municipal de Saúde da Mulher e Conferência Livre de Saúde da Mulher e Humanização do Parto. O evento será realizado no dia 08/04, das 8 às 18h, no Auditório da Secretaria Municipal de Saúde. Avenida Afonso Pena, 2336 - Pilotis - Funcionários. 

 

O eixo central a ser debatido é "políticas de saúde da mulher: desafios para integralidade com equidade". O objetivo é discutir propostas para a Política Nacional de Atenção Integral a Saúde da Mulher, considerando aspectos sociais, políticos e econômicos que perpassam a promoção à saúde da mulher. 

 

Em Belo Horizonte a etapa municipal coincide com a preparação para os espaços da "14ª Conferência Municipal de Saúde: SUS nenhum direito a menos". Sendo assim será realizada também a Conferência Livre de Saúde da Mulher e Humanização do Parto, que apresentará propostas para o Plano Municipal de Saúde da capital mineira, que será objeto de debates da Conferência Municipal de Saúde que será realizada em junho de 2017. 

 

 

Outras informações e inscrições podem ser feitas pelo  site do Conselho Municipal de Saúde: www.pbh.gov.br/cms 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: CMS-BH 

Publicado em 27/03/17

 

 

 

 

Amanheceu mais triste o dia 23 de março de 2017. 

O dia seguinte de uma noite igualmente triste. Momento de mais uma perda para os trabalhadores brasileiros. Dia em que a Câmara dos Deputados aprovou em mais uma rápida manobra política o Projeto de Lei (PL) 4302, que libera a terceirização nas empresas de forma ilimitada.

  

23 de março foi um dia atípico para o Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais (Sinfarmig) com ligações constantes desde as primeiras horas do expediente. Assim como milhões de trabalhadores, os farmacêuticos também queriam saber os impactos da aprovação do PL da terceirização na vida profissional deles.

 

Aos farmacêuticos respondi o que se pode explicar num momento como este. A terceirização significa a total precarização das relações de trabalho, o fim de conquistas históricas, de toda uma classe trabalhadora, consagradas pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) desde 1943. A transformação de empregos formais e regulamentados, em “bicos” temporários, duradouros e parciais, com salários e direitos rebaixados. É preciso dizer em alto e bom som, que se trata de um projeto que desrespeita princípios basilares da proteção do direito do trabalhador. Projeto que vem deixando até mesmo organismos internacionais pasmos com tamanho retrocesso num país com a dimensão do nosso.

Só para se ter uma ideia de como a terceirização é perversa, ela permitirá por exemplo, que uma rede de drogarias dispense todos os farmacêuticos celetistas deixando-os livres para contratar profissionais terceirizados. O problema disso? É que, comprovadamente, o terceirizado trabalha mais por um salário menor. Sem falar no absurdo número de acidentes de trabalho, assim como de doenças profissionais já que com as novas regras eles não terão quase nenhuma proteção.

O farmacêutico terceirizado estará enquadrado na mesma lei de todos os outros profissionais e terá de conviver com a ameaça aos seus direitos: férias, 13º Salário, assim como a jornada de trabalho, as garantias de convenções e os acordos coletivos.

Importante ressaltar aqui, que a terceirização irrestrita é uma mini reforma trabalhista que ataca princípios constitucionais e nos leva de volta a 1940, num retrocesso sem precedentes.

Aproveito para informar que a remuneração média dos terceirizados é cerca de 30% menor. Terceirizados são profissionais que trabalham 7,5% a mais, o que equivale a três horas de diferença. Eles estão sujeitos a um mercado mais rotativo, com média de apenas 2,7 anos de permanência no emprego. Se compararmos com contratados diretamente é possível constatar que estes registram média de 5,8 anos de duração nos postos de trabalho.

Assim que virar lei, o texto permitirá que pessoa física contrate serviços terceirizados. Daí, por meio de constituição de uma “pessoa jurídica” (PJ) conhecido no jargão  como “pejotização”, muitos empregadores  deixarão de contratar diretamente. Os novos terceirizados do Brasil irão engrossar a lista daqueles que terão de arcar com encargos empregatícios. Essa “pejotização” já acontece atualmente em algumas profissões, mas tem sido considerada pela Justiça do Trabalho uma fraude. O que o projeto faz é legalizar, portanto, e ampliar essa “pejotização” para todos os setores da economia.

A esses farmacêuticos, é necessário dizer que estamos de frente a mais um ataque ao trabalhador. A Câmara, se apoiando numa maioria de deputados notoriamente descomprometidos com os brasileiros, se rendem às pressões dos empresários, que cegos pelo lucro, desejam flexibilizar direitos a qualquer custo e precarizar as relações de trabalho. Tudo isso em um clima de urgência pouco visto nessas instâncias de poder. Tanto assim que o projeto de lei irá diretamente à sanção do ilegítimo e apoiador presidente Michel Temer.

Diante de tantas perdas, o Sinfarmig apela para a presença e para a mobilização da categoria nas ruas ou nos locais de trabalho contra a arbitrariedade da terceirização. É preciso ter em vista que estes direitos foram conquistados e eles são parte essencial dos direitos humanos.

É preciso resistir e combater a terceirização ilimitada, a PEC 287 (Reforma da Previdência) e o PL 6787 (Reforma Trabalhista) que rasga a CLT. Tem um movimento da classe trabalhadora de todo o país que está sendo articulado para o mês de abril. Nós, do Sinfarmig  queremos que vocês se juntem a nós desde já e participem conosco do Dia Nacional de Mobilização marcado para 31 de março. Juntos podemos mais!

 

Júnia Dark Vieira Lelis

Diretora da Federação nacional dos Farmacêuticos - Fenafar

Diretora do Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais - Sinfarmig

 

 

Publicado em 24/03/17

 

 

 

 

Uma Audiência Pública da Comissão da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação na próxima segunda-feira, 03/04, das 15h às 19h, no Plenário Anísio Teixeira, Edifício Sede do CNE, em Brasília-DF debaterá as Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de graduação em Farmácia. 

 

O objetivo é apresentar e discutir o documento das Diretrizes. Os interessados  devem confirmar presença por meio do endereço eletrônico Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. As entidades que quiserem realizar manifestação expressa durante a Audiência Pública devem solicitar intervenção pelo endereço eletrônico Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. até dia 31/03. Os inscritos terão prioridade, pela ordem, à manifestação na sessão solene. Os demais serão  admitidos mediante o tempo disponível restante da audiência.

 

Fonte: Blog Marco Aurelio

Publicada em 24/03/17

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