A medicalização da vida vem se tornando cada vez mais comum na sociedade. Comportamentos angustiantes e desafiadores até então considerados naturais vem servindo de motivação para a criação de novas patologias e a produção de novos medicamentos. Estes e outros desdobramentos serão debatidos por farmacêuticos e psicólogos nesta quarta-feira, 18/10, às 18h, na sede do Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais – Sinfarmig.
O tema vem sendo debatido há alguns anos pelos farmacêuticos a partir da observação de alguns profissionais de que qualquer atitude considerada fora do padrão, qualquer reação mais resistente, qualquer dificuldade de concentração ou de interação social no ambiente escolar ganhou mais facilidade para ser medicada. Mas o que está fora do estabelecido deve ser conduzido como diagnóstico patológico? Por causa da intensificação desses processos no Brasil, especialistas iniciaram uma série de questionamentos que deverão servir como base para o diálogo nesta reunião.
As reflexões serão conduzidas pelo diretor do Sinfarmig, Rilke Novato, que é mestre em Saúde Pública pela UFMG e por representantes das entidades da Psicologia em Minas. Para ele é necessário um movimento de união de forças e a ampliação do debate para que esse processo seja elaborado. “É importante que os profissionais que trabalham nos setores da saúde se juntem para fomentar suas percepções diferentes e criar estes espaços de discussões e de críticas em relação a este cenário global”, concluiu.
Fonte: Assessoria de Comunicação Sinfarmig
Publicado em 17/10/17