Qualquer atitude considerada fora do padrão, qualquer reação mais resistente, qualquer dificuldade de concentração ou de interação social no ambiente escolar pode ser medicada? Todo e qualquer sentimento que for avaliado fora do estabelecido deve ser conduzido como diagnóstico patológico? Estes e outros questionamentos vêm sendo feitos por especialistas nos últimos anos. E a importância do debate vem crescendo tanto que será tema de uma mesa redonda no 1º Congresso Sensu de Psicologia dos vales, que será realizado nos próximos dias 7 e 8 de abril, em Teófilo Otoni, no Leste de Minas.
Quem estará compondo a mesa redonda é diretor do Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais – Sinfarmig, que é mestre em Saúde Pública pela UFMG, Rilke Novato, e a Doutora Deborah Barbosa. Eles vão estabelecer reflexões sobre o processo de medicalização, que vem se intensificando no Brasil. Os profissionais desejam alertar para os riscos dos diagnósticos que implicam em receitar doses de anfetaminas, estimulantes e outras drogas, que causam sérios efeitos colaterais e, até mesmo, a dependência.
A realização é do Instituto Sensu e da Rede de Ensino Doctum, em comemoração aos 10 anos do curso de Psicologia da Unidade Teófilo Otoni/MG. Profissionais do Vale do Jequitinhonha, Mucuri e Rio Doce e convidados de vários estados estarão no evento para discutir também “A Psicologia e suas Interfaces Multiprofissionais”.
A programação é interdisciplinar abordará ainda Psicologia Clinica; Psicologia e Compromisso social; Psicologia e questões de saúde; Psicologia e os processos de aprendizagem, família e escola; Psicologia Jurídica, entre outras. Mais informações e inscrições no site www.institutosensu.com.br

Fonte: Assessoria de Comunicação Sinfarmig
Publicada em 30/03/17