A Anvisa autorizou um novo radiofármaco no mercado de medicamentos no Brasil. O novo produto é o Bioglico (Fludesoxiglicose-18F) registrado pela empresa Delfin Fármacos e Derivados Ltda.

Este medicamento é utilizado em exames de tomografia por emissão de pósitrons, utilizados para diagnósticos na área de câncer, cardiologia e neurologia.

O Fludesoxiglicose-18F é um radiofármaco, um medicamento que possui pelo menos um átomo radioativo, que traz o isótopo radioativo do Flúos-18. O novo registro aumenta a oferta de medicamentos para diagnósticos por tomografia.

Os radiofármacos prontos para o uso são relativamente recentes. O primeiro registro da Anvisa para um produto deste tipo foi dado em 2015, também para um medicamento com Fludesoxiglicose (18F). O uso do medicamento é  exclusivo do sistema hospitalar.

Indicações específicas aprovadas para o medicamento

Oncologia: Para avaliação do metabolismo anormal de glicose a fim de auxiliar na avaliação de malignidade em pacientes com anormalidades conhecidas ou suspeitas encontradas por meio de outras modalidades de testes, ou em pacientes com diagnóstico preexistente de câncer.

Cardiologia: Para identificação do miocárdio ventricular esquerdo com metabolismo residual de glicose e perda reversível da função sistólica em pacientes com doença arterial coronariana e disfunção ventricular esquerda, quando utilizado em conjunto com imagem de perfusão miocárdica.

Neurologia: Para identificação de regiões com metabolismo anormal de glicose associado com focos de convulsões epiléticas.

 

Fonte:  Anvisa

Publicado em 13/09/17

 

 

 


Campanha salarial 2017 - Farmacêuticos de Transportadoras


 
Pela primeira vez, o Sindicato dos Farmacêuticos de Minas – Gerais se reuniu com o Sindicato das Empresas de Transportes de Carga do Estado de Minas Gerais – Setcemg para tratar da Campanha Salarial dos farmacêuticos que atuam em transportadoras. A reunião aconteceu na manhã desta quarta-feira, 06/09 na sede do Sindicato Patronal.
O Sinfarmig abriu o diálogo explicando a importância da construção de uma Convenção Coletiva de Trabalho -(CCT para o segmento que possui mais de 200 empresas com atuação de farmacêuticos, segundo dados do Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais – CRF/MG. Representantes do Setcemg sinalizaram com total disposição para negociar a nova CCT e se mostraram bastante surpresos, pois tinham informações de que apenas uma  transportadora no Estado possuía farmacêuticos em seu quadro de funcionários.
Eles garantiram que os farmacêuticos de transportadoras terão a própria Convenção em breve. Entretanto, argumentaram que como o segmento ainda não foi mapeado será necessário realizar um levantamento das informações sobre a atuação dos profissionais, como por exemplo, locais onde trabalham e quais atividades desempenham para limitar quais delas estão sob jurisprudência do Setcemg.
A entidade patronal solicitou, ainda, um prazo de 60 dias para agendar uma nova reunião com o Sinfarmig visando apresentar os dados para dar continuidade ao processo de negociação. O Setcemg explicou ainda que por causa destes prazos a CCT só poderá ser fechada na próxima data-base, maio de 2018.
O quantitativo de farmacêuticos de transportadoras vem crescendo depois que a legislação passou a exigir a obrigatoriedade da presença dele como responsável técnico habilitado nos quadros das empresas. Tanto naquelas que realizam o transporte terrestre, ferroviário, aéreo e fluvial de medicamentos e insumos farmacêuticos.

No final da reunião, o   presidente da Federação dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários do Estado de Minas Gerais – Fetrtominas, Antonio da Costa Miranda, que também aguardava um compromisso no Setcemg se mostrou muito receptivo ao diálogo sobre a legitimidade da representação dos farmacêuticos que atuam em transportadoras e apoiou a iniciativa do Sinfarmig em iniciar o processo de construção da CCT própria do segmento.


Fonte: Assessoria de Comunicação Sinfarmig
Publicada em 06/09/17
 

 

 

Em função do feriado de 7 de setembro, o Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais -  Sinfarmig informa que mudará seu o horário de funcionamento. Não haverá expediente na próxima quinta-feira, 07/09, e nem na sexta-feira, 08/09. O atendimento voltará ao normalmente na próxima segunda-feira, dia 11/09. Acompanhe as informações do seu interesse pelo www.sinfarmig.org.br

Fonte: Assessoria de Comunicação Sinfarmig
Publicada em 06/09/17

 

 

 


O Brasil não precisa de reforma trabalhista, mas de crescimento econômico, investimentos e reforma tributária, afirmou a ministra Delaíde Arantes, do Tribunal Superior do Trabalho (TST). A afirmação foi feita durante o Congresso Nacional do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) realizado em João Pessoa (PB) no dia 01/09.
A ministra fez palestra no painel Reforma trabalhista, mediado pela 1ª vice-presidente do IAB, Rita Cortez, e do qual também participaram o ex-presidente Conselho Federal da OAB Cezar Britto e o procurador do Ministério Público do Trabalho (PE) Renato Saraiva. O evento será encerrado neste sábado (2/9) com a palestra, às 19h, do vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli.
Na abertura do painel, Rita Cortez afirmou que "a reforma provocará a destruição dos direitos dos trabalhadores". Na sua palestra, a ministra Delaíde Arantes fez duras críticas à Lei 13.467/2017, que alterou a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) e entrará em vigor no próximo dia 11 de novembro. "Na contramão dos movimentos democráticos, a lei, aprovada às pressas, promoveu mudanças em 96 dispositivos da CLT, para instaurar a desregulamentação da proteção social do trabalhador e a redução dos seus direitos", afirmou.
Tramitação veloz - Para demonstrar a rapidez com que foi sancionada a nova lei, após pouco mais de quatro meses de tramitação do projeto de lei no Congresso Nacional, a ministra afirmou: "Seguindo a tradição brasileira para a promoção de uma alteração legislativa, o projeto de reforma do Código de Processo Civil consumiu cinco anos de debates até entrar em vigor, em 2015, enquanto o destinado à reformulação do Código Civil tramitou por 27 anos, antes de ser sancionado, em 2002".
A ministra apresentou dados estatísticos para reforçar a sua tese de que, com o enfraquecimento dos direitos trabalhistas, se tornará ainda mais grave situação dos assalariados. "Após 388 anos de escravidão e 130 anos de trabalho livre, hoje 71,9% dos mais de 100 milhões de trabalhadores ganham até dois salários mínimos", divulgou. Ainda conforme os números fornecidos por Delaíde Arantes, três milhões de crianças e adolescentes estão inseridas no trabalho infantil e 167 mil adultos, em trabalho análogo à escravidão.
Na sua exposição, o ex-presidente Conselho Federal da OAB Cezar Britto, que esteve à frente da entidade de 2007 a 2010, chamou a reforma de "Consolidação das Lesões Trabalhistas". Segundo ele, "a nova lei piora o sistema e agrava a exploração, seguindo o pensamento neoliberal moderno, que consiste em não conceder direitos, pagar cada vez menos e explorar cada vez mais". De acordo com Cezar Britto, "a intenção dos que impuseram essa reforma trabalhista é retornar aos tempos da Idade Média e abolir os direitos".
O procurador do Ministério Público do Trabalho (PE) Renato Saraiva alcunhou a reforma de "Deforma trabalhista", em razão de, segundo ele, a mudança suprimir diversas garantias dos assalariados. Renato Saraiva apontou os retrocessos que decorrerão dos novos dispositivos da CLT que tratam, por exemplo, do banco de horas e da não incidência dos pagamentos relacionados aos auxílios (transporte, alimentação, saúde) para efeito de cálculo de vários benefícios, como remuneração relativa às férias.
Fonte: Portal Vermelho
Publicado em 05/09/2017

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