Depois de um grande protesto no centro da capital, os trabalhadores da saúde realizaram assembleia geral que marcou o início da greve por tempo indeterminado no Estado.  Os trabalhadores aprovaram a continuidade da greve e marcaram nova assembleia para quarta-feira (20/06) às 10 horas na ALMG. Um dia antes, o governo anuncia que fará alguma proposta sobre às reivindicações. A nova assembleia pretende discutir a posição do governo e os rumos do movimento.


A adesão à greve é grande e demonstra a insatisfação dos trabalhadores com a situação da saúde. Após a assembleia, o comando de greve reuniu para traçar as estratégias da greve e definir posicionamento frente às fortes ameaças das chefias que praticam assédio moral para desmobilizar o movimento.


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Além da carta à população assinada por diversas entidades sociais e sindicais, lideranças de várias representações estiveram presentes na assembleia. A presidenta da CUT-MG, Beatriz Cerqueira, disse estar junto na caminhada da saúde e falou sobre as praticas antissindicais do governo Anastasia. “O governo vai dizer que não negocia com trabalhadores em greve. Não se iludam, porque sem a greve não existe proposta” afirmou Beatriz.


 

 

A presidenta da CUT-MG disse ainda que a Central já encaminhou denúncia à Organização Internacional do Trabalho (OIT) e à Organização das Nações Unidas (ONU) sobre as práticas antissindicais do governo estadual. 


O deputado Rogério Correia também esteve na assembleia, parabenizou os trabalhadores e deu apoio ao movimento. “Todo mundo em Minas sabe do quadro de decadência estrutural da saúde e dos salários baixos dos trabalhadores. Sou testemunha do esforço que fizeram para negociar com o governo desde o ano passado. Quem vai nos hospitais e unidades de saúde sabe a pressão que vocês trabalham.”


O deputado disse ainda que a bancada de oposição irá obstruir a pauta para ajudar a pressionar o governo. “O Anastasia é o responsável pela greve e sabia que iria acontecer” completou.

O SINFARMIG é uma das entidades que apóia a greve dos trabalhadores, entendendo que o atual sucateamento dos serviçoes de saúde e das condições de trabalho são resultados do pouco investimento na saúde do Estado. Muito se divulga sobre as melhorias, mas quem está na linha de frente dos serviços sofre com o descaso do governo.


Mais informações: www.sindsaudemg.org.br


Fonte e fotos: Sind-Saúde/MG

Marcela Unes
Coordenadora do curso de Farmácia da Faculdade Newton Paiva


Hoje em dia é comum o uso de dois, três ou até mesmo mais medicamentos ao mesmo tempo por um mesmo paciente. Vários fatores contribuem para isso, como o envelhecimento da população, aliado aos conhecimentos mais avançados acerca do tratamento e prevenção de doenças e o tratamento concomitante com múltiplos profissionais, todos prescrevendo medicamentos próprios de sua especialidade.

Assim, é frequente um paciente idoso apresentar de duas a seis receitas médicas e ainda utilizar dois ou mais medicamentos por a automedicação.


É digno de nota o número cada vez maior de medicamentos no mercado, o que aumenta a quantidade de associações possíveis e diminuia capacidade dos profissionais de dominar completamente todo o conhecimento referente ao efeito dessas infinitas combinações. No Brasil, o número de medicamentos disponíveis no mercado aumentou em 500% nos últimos anos, apresentando cerca de 17 mil nomes genéricos/comerciais.


O cigarro,o álcool, as plantas medicinais e até mesmo os alimentos podem interagir com os medicamentos usados. Mas qual o problema em usar vários medicamentos ao mesmo tempo?

Às vezes nenhum. Pelo contrário, algumas vezes isso se faz necessário para o controle adequado das doenças apresentadas pelos pacientes. Outras vezes, as consequências desse uso podem ser negativas, levando ao aparecimento de efeitos indesejáveis ou mesmo a falha terapêutica, que ocorre quando o medicamento não controla a doença para o qual ele é indicado.

Equanto maior o número de medicamentos usados, maior a chance de o paciente apresentar
uma consequência negativa de uma interação entre medicamentos. As vezes é possível evitar esse problema separando o horário da tomada dos medicamentos, mas essa recomendação não pode ser generalizada, pois nem sempre ela vai resolver o problema.

Há interações que podem ser resolvidas apenas pela redução da dose ou pela retirada de um deles, e, nesses casos, o prescritor deve fazer as alterações necessárias nos medicamentos, sem comprometer o tratamento.


Assim, é necessário que os profissionais de saúde e pacientes trabalhem em conjunto para diminuir o impacto negativo desse novo tipo de problema. O farmacêutico,como especialista em medicamentos, consegue focar o seu olhar nesse aspecto em especial.

Dessa maneira, pode contribuir ajudando os médicos e os pacientes a considerarem a interação medicamentosa como uma possível causa, para as falhas terapêuticas e para o surgimento de efeitos indesejados.


Melhor ainda, ele pode ajudar a prevenir esse tipo de situação, identificando a interação antes da sua manifestação clínica. Os pacientes também devem ser ativos nesse processo e podem contribuir para evitar interações sempre informando aos profissionais os medicamentos de quefaz uso, tanto aqueles prescritos quanto os não prescritos, incluindo as plantas.

Levar a prescrição às consultas é uma boa forma de não omitir nenhum medicamento. Ainda, devem sempre perguntar ao médico que prescreveu e ao farmacêutico que dispensou o medicamento qual a forma correta de usar cada medicamento
e se existe a possibilidade de interações medicamentosas.


Fonte: Estado de Minas



Preencha o formulário que será enviado aos deputados sobre o PL 5359/2009, que define o piso salarial nacional dos Farmacêuticos.


Excelentíssimo(a) Sr(a) Deputado(a)


A defesa por uma remuneração justa e adequada às funções profissionais, para qual o trabalho exige, vem sendo há anos uma bandeira e luta dos farmacêuticos brasileiros, e de demais profissões que não obtiveram êxito desta vitória na década de 60.  Mas no último período o PL 5359/2009 do Dep. Mauro Nazif, (PSB/RO) propõe aos farmacêuticos este avanço entendendo que a fixação do piso salarial, por lei, torna-se crucial para o bom desempenho do profissional e condizente com suas responsabilidades éticas.  


Em 24 de maio de 2012, o deputado Dr. Paulo César, relator da matéria, apresentou na Comissão de Seguridade Social e Família seu parecer no sentido de reforçar a importância de ser fixado piso salarial para a categoria farmacêutica, sendo o mesmo reajustado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e solicitação da não inclusão dos dispositivos do decreto 20377 de 1931.


O projeto será apreciado de forma conclusiva pelas Comissões de Seguridade Social e Família; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


Sabe-se que vivemos em um ambiente com transformações constantes e o trabalhador necessita usufruir do seu direito de ter um trabalho adequadamente remunerado, exercido em condições de liberdade, eqüidade, e segurança, sem quaisquer formas de discriminação, e capaz de garantir uma vida digna a todas as pessoas que vivem de seu trabalho. E isto não somente para valorizar os profissionais, como também para contribuir com a melhoria de seu desempenho, sobretudo no que se relaciona com o atendimento à população.


Vale ressaltar que o farmacêutico ao enquadrar-se como profissional de saúde passa a ser uma categoria diferenciada, uma vez que foca-se na assistência farmacêutica, pelo cuidado ao paciente e pela orientação ao uso racional de medicamentos. Destacando-se de que a assistência farmacêutica é parte integrante e indissociável das políticas públicas de saúde e direito do cidadão, conforme previsto na Lei Orgânica da Saúde (Lei 8.080/90).


Frente a estas constatações, a Federação Nacional dos Farmacêuticos (FENAFAR), juntamente com os seus sindicatos filiados e a categoria farmacêutica brasileira, assumem esta luta e conclamam aos parlamentares para juntos conquistarmos uma justa reparação salarial, assim como o reconhecimento da categoria para o bem estar da população brasileira. Contamos com o compromisso de todos junto a Saúde Pública.


Salários dignos aos trabalhadores: Como investimento a melhoria da assistência à população!


Clique
aqui e acesse o formulário.


Fonte: Fenafar

O Conselho Federal de Medicina (CFM), através de ofício N.º 1670/2012, de 08 de maio de 2012, recebido pelo Senador Cássio Rodrigues Cunha Lima, declara que o PL 268/2002 - ATO MÉDICO - que se encontra em tramitação no Senado, não determina que Acupuntura é ou será uma técnica privativa dos médicos.

O documento diz ainda que o tema Acupuntura será discutido em dois Projetos de Lei que tramitam no Congresso Nacional (Câmara e Senado) e que não é em hipótese alguma tema do PL do ATO MÉDICO.

Clique aqui e acesse íntegra do ofício

Fonte: IGPU - Instituto de Pós-Graduação

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