Um documento recentemente lançado pela Comissão Lancet sobre Governança Global para a Saúde, criada pela revista científica The Lancet, promete chamar atenção da comunidade internacional para os chamados determinantes políticos globais da saúde. Intitulado As origens políticas da iniquidade em saúde: perspectivas de mudança, o relatório, que foi elaborado com a participação da Fiocruz, analisa as disparidades e dinâmicas de poder existentes em políticas que afetam a saúde, como crises econômicas, medidas de propriedade intelectual, segurança alimentar, conflitos violentos, imigração ilegal e atividades empresariais transnacionais.

“Com este Informe, estamos prestando um excelente serviço às reflexões sobre as origens políticas das inequidades em saúde e propondo mecanismos que podem ajudar na transformação das tamanhas injustiças vigentes”, destaca o co-autor do documento e coordenador geral do Centro de Relações Internacionais em Saúde (Cris/Fiocruz), Paulo Buss.

A Comissão argumenta que os determinantes políticos globais que afetam negativamente a saúde de alguns grupos, quando comparados a outros, são injustos. Para solucionar parte dos danos por eles causados, os autores propõem a melhoria da governança global. “É urgente que saibamos como melhor proteger e promover a saúde pública no campo da governança global, que inclui a distribuição de recursos econômicos, intelectuais, normativos e políticos. Para avaliar seu impacto sobre a saúde, é necessária a realização de uma análise de poder”, afirma trecho do documento.

O relatório indica cinco disfunções do sistema de governança global que colaboram para que os efeitos adversos dos determinantes políticos globais da saúde permaneçam: o déficit democrático, os fracos mecanismos de responsabilização dos atores por suas ações, a imobilidade institucional, o espaço político inadequado para a saúde e a inexistência de instituições internacionais para a formulação de políticas. No documento, os autores sugerem a criação de uma plataforma de governança para a saúde, que funcione como fórum de discussão de políticas, e propõem a adoção de medidas para o controle dos determinantes políticos da saúde, entre elas, o uso de “sanções mais firmes contra um amplo espectro de violações cometidas por agentes não estatais através do sistema jurídico internacional”.




O documento propõe ainda a elaboração de um Painel de Monitoramento Científico Independente que analise os efeitos das políticas sobre a saúde, além da adoção de medidas que facilitem o controle dos determinantes políticos da saúde por meio do uso de instrumentos de direitos humanos, como a indicação de Relatores Especiais e a criação de penalidades mais firmes contra violações cometidas por agentes não estatais. “Esses relatores ajudariam a acionar espaços de produção de sanções. Ainda não há leis e espaço para essas pessoas serem julgadas”, alerta Buss. Segundo ele, o documento será difundido para o apoio e crítica de países, associações médicas e outros setores da sociedade. “Esperamos que o relatório seja encaminhado para o debate das Nações Unidas e discutido ano que vem juntamente com a definição dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, afirma.


 
Fonte: Agência Fiocruz de Notícias

Desde ontem, 25/02, a Anvisa passou a receber os dados de notificação  de eventos adversos relacionados à assistência à saúde conforme previsto  na RDC n°. 36/2013, que estabeleceu a obrigatoriedade de implantação do Núcleo de Segurança do Paciente (NSP), e a RDC n°. 53/2013, que definiu o prazo para o início da notificação mensal.

 

A notificação pode ser feita no sistema Notivisa, no módulo Eventos Adversos Relacionados à Assistência à Saude. 

 

“O novo módulo destina-se à notificação de incidentes e eventos relacionados à assistência à saúde como quedas, úlceras por pressão, problemas na cirurgia, problemas relacionados ao diagnóstico laboratorial e de imagem e falhas na identificação do paciente, entre outros”, explica o Diretor-presidente da Agência, Dirceu Barbano.

Fonte: Anvisa

Estão abertas até 10 de abril as inscrições para a Chamada Pública nº 05/2014, fruto de uma parceria da Anvisa com o CNPq, que tem por objetivo desenvolver pesquisas em vigilância sanitária.


A Chamada estabelece que as pesquisas devem suprir lacunas do conhecimento sobre as seguintes temáticas: políticas, organização e gestão do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária e objetos de intervenção nas áreas de medicamentos, alimentos, serviços de interesse à saúde, laboratórios de Saúde Pública, sangue, tecidos, células, órgãos e nanotecnologia em produtos de interesse à saúde.



Acesse o link da Chamada Pública.

 

Fonte: Anvisa/CNPq

Entre as reivindicações, estão reajuste salarial de 12% e ampliação da licença-maternidade para 180 dias. Campanha envolve 50 mil empregados, nas bases da CUT e da Força Sindical

São Paulo – Com data-base em 1º de abril, os farmacêuticos da base da CUT no estado de São Paulo aprovaram a pauta de reivindicações, que será entregue nesta quinta-feira (27), às 9h, aos representantes das empresas. Eles reivindicam reajuste de 12% (entre reposição de perdas e aumento real), piso de R$ 1.810 (a atual convenção coletiva fixou em R$ 1.182,50 o valor para empresas com mais de 100 funcionários), pagamento de R$ 3.620 a título de participação nos lucros ou resultados (PLR) e vale-alimentação de R$ 325, além de cesta de medicamentos gratuita para todos os trabalhadores e ampliação da licença-maternidade para 180 dias.

A negociação envolve trabalhadores da capital, Campinas, São José dos Campos, Osasco, Vinhedo, Jundiaí e ABC, representados pela Federação dos Trabalhadores do Ramo Químico da CUT (Fetquim), que representa cerca de 35 mil empregados no setor.

“Demos o pontapé inicial. Analisando o cenário político e econômico do setor, temos uma boa perspectiva para avançar em diversos itens”, disse o coordenador geral do Sindicato dos Químicos e Plásticos de São Paulo, Osvaldo Bezerra, o Pipoka.

Força
Já os farmacêuticos representados pela Força Sindical no estado, aproximadamente 15 mil, entregaram a pauta hoje, por meio da Federação dos Trabalhadores nas Industrias Químicas e Farmacêuticas do Estado (Fequimfar). Com a mesma data-base, eles reivindicam 5% de aumento real, piso de, no mínimo, R$ 1.400 – atualmente, o valor chega a R$ 1.049,73 para empresas com até 100 empregados e R$ 1.182,50 para as demais – vale-alimentação de R$ 200 e o equivalente a dois pisos para pagamento da PLR, além da ampliação da licença-maternidade para 180 dias.

“Essa (licença-maternidade) será uma das principais reivindicações. Acreditamos que há maturidade suficiente do setor empresarial para avançar nesta pauta”, avalia o presidente da Fequimfar, Sergio Luiz Leite, o Serginho

Fonte: Rede Brasil Atual

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