Durante a reunião da Mesa Estadual Permanente de Negociação do SUS-MG realizada ontem (19) na sede da Escola de Saúde Pública, em Belo Horizonte, das 09h às 13h, o Sinfarmig se posicionou sobre as alterações de jornada dos farmacêuticos que trabalham na rede da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig).
A inclusão do assunto na pauta da reunião foi solicitada pelo Sinfamig à Mesa após receber vários e-mails e telefonemas dos farmacêuticos pedindo esclarecimentos sobre a situação.
Em cumprimento à Lei 13021, sancionada no ano passado, todas as farmácias públicas e privadas devem manter farmacêutico em tempo integral de funcionamento – a Lei vale, obviamente, também para as farmácias dos hospitais públicos estaduais.
A alteração da jornada dos farmacêuticos, feita de forma unilateral, portanto não negociada com os farmacêuticos, pelo estado, visa atender às exigências da legislação. Como a Fhemig não se dispõe a realizar concurso e nem a contratar servidores em número suficiente para atender à nova demanda ,os farmacêuticos são penalizados com sobrecarga de trabalho.
Para o Sinfarmig, os profissionais farmacêuticos não podem ser punidos com mudança nas jornadas e troca de locais de trabalho de maneira arbitrária, como vem acontecendo, para atender à obrigação dos gestores de cumprirem a lei.
A diretora Júnia Lélis, que representou o Sinfarmig na reunião, chamou a atenção para a irregularidade. Para ela a atitude é desrespeitosa. “Demonstramos à gestão estadual da saúde que a atitude é inaceitável. Mudar jornada e locais de trabalho dos farmacêuticos de uma hora para outra causa transtornos pessoais e familiares. Sem falar que muitos estudam ou possuem mais de um emprego o que pode vir a prejudicá-los também nesse sentido”.
Por orientação da presidência da Mesa Estadual Permanente de Negociação do SUS-MG manifestada na reunião, a Fhemig deverá chamar os farmacêuticos para conversar sobre o assunto para, juntamente com os profissionais, buscar soluções para os impasses gerados pelas mudanças.
O Sinfarmig solicita aos colegas que trabalham em hospitais públicos ou privados e que estejam em situação análoga, que procurem o nosso sindicato para, juntos, fazermos de tudo para revertermos esta situação.
Lutemos sempre por melhores salários e condições de trabalho!