O mais incrível de ler o documento "Uma Ponte para o Futuro", do PMDB, é perceber a escolha das palavras em relação aos interlocutores para os quais se dirigem. É um documento escrito por homens brancos para homens brancos em um contexto onde haverá uma esplanada sem nenhuma mulher ocupando a posição de ministra.

As palavras mercado e setor privado são repetidas 23 vezes, sendo um programa de governo direcionado para esses agentes.

Quando "trabalhadores" são mencionados, são mencionados para anunciar o desmantelamento de direitos trabalhistas como meio de superação da crise.

Quando falam em "jovens", os citam unicamente para justificar mudanças no regime da previdência.

A palavra "mulher" é usada uma única vez, também para justificar as alterações na previdência.

As palavras "criança" e "idoso" não são usadas nenhuma vez. Minorias políticas então, um abraço para elas.

"Ajuste" e "reforma" aparecem juntas mais de 30 vezes, enquanto "conquistas" aparece 2 vezes e "avanço", nenhuma.

A palavra "direitos" aparece 3 vezes, enquanto a palavra "dívida" é usada 26 vezes (e nunca para reconhecer a necessidade de sua auditoria).

Essa é nossa "ponte" para o futuro. Provavelmente será financiada a taxas absurdas e construída pelas velhas empreiteiras. E já há boatos de que essa ponte terá pedágio na entrada e na saída.  Confira no link abaixo...

 

http://pmdb.org.br/wp-content/uploads/2015/10/RELEASE-TEMER_A4-28.10.15-Online.pdf

 

Fonte: Analíse feita por Daniel Nepomuceno Nardi

  

 

Campanha Salarial 2016 – Farmácias, drogarias e distribuidoras

 

Terminou sem acordo nesta quarta, 11 de maio, mais uma rodada de negociações entre os profissionais que atuam em farmácias, drogarias e distribuidoras e o Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos de Minas Gerais- Sincofarma/MG. Alegando mais uma vez o clima político-econômico do país, a entidade patronal se recusou a negociar a maioria das 42 cláusulas da pauta de reivindicações.

 

Só depois de mais um intenso debate, os empresários concordaram em conceder o reajuste salarial de (11,07%) referente à reposição das perdas inflacionários do período de 1º de março de 2015 até 28 de fevereiro de 2016. Com esse índice o piso salarial ficará em R$3.746,99 para uma jornada de 40 horas semanais e o pagamento será retroativo à data-base da categoria, 1º de março.

 

Antes disso, o Sinfarmig havia insistido no “ganho real” para os farmacêuticos, que seria o pagamento de 11,07% a partir de março, mais 1,43% a partir de setembro totalizando 12,5% de reajuste salarial. Entretanto, a entidade patronal recusou terminantemente, deixando claro que a sua contraproposta seria a última. Os farmacêuticos retomaram a cláusula que trata da conta-salário e após discutir sem consenso os patrões sugeriram tratar o tema fora da negociação coletiva.

  

O Sindicato realizará uma Assembleia no 17 de maio, às 19h, com a participação de todos os farmacêuticos que poderão decidir se aceitam ou não o reajuste proposto. “Estamos vivendo um clima historicamente inédito e pesado na mesa de negociações em que os empresários estão irredutíveis. Só depois de muita insistência eles oferecem a reposição da inflação retroativa a nossa data-base, mas achamos justo definir os rumos da nossa Campanha Salarial ao lado dos colegas”, explicou Rilke Novato.

 

 Para a diretora do Sinfarmig, Júnia Lélis, a Campanha Salarial esse ano está abaixo das expectativas, contudo é preciso compreender que vivemos um momento atípico no Brasil. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mais da metade das negociações nacionais fechadas no primeiro trimestre tiveram aumento menor que a variação do INPC. Ainda assim os farmacêuticos conseguiram manter o índice de reposição da inflação. “Acreditamos que é fundamental a participação de todos nessa Assembleia. Afinal, o Sindicato é de todo mundo e nessa oportunidade vamos poder dialogar sobre o que está em pauta nas negociações esse ano. Negociamos o reajuste de 11,07%, mas só fecharemos com a entidade patronal se a categoria concordar”, explicou. 

 

 

Confira edital abaixo:

 

 EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA

SINDICATO DOS FARMACÊUTICOS DO

ESTADO DE MINAS GERAIS

O Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais – SINFARMIG, com base territorial compreendida no Estado de Minas Gerais, convoca, na forma estatutária, todos os trabalhadores associados e interessados que laboram em Farmácias e Laboratórios de Análises Clínicas de Hospitais privados, Clínicas e Casas de Saúde para comparecerem à Assembleia Geral Extraordinária (AGE) a realizar-se às 18:30 horas do dia 17/05/2016, na Sede do Sinfarmig à Rua Tamoios, nº 462, 12º andar, sala 1205, Centro, em Belo Horizonte/MG, sendo que a Assembleia Geral Extraordinária será instalada, em primeira convocação e, na falta de quórum mínimo estabelecido pelo Estatuto Social, trinta minutos depois, em segunda convocação, com qualquer número de presentes: para discussão e deliberação sobre a seguinte ordem do dia:

1)    Discussão e aprovação da pauta de reivindicações a ser encaminhada ao respectivo Sindicato Patronal, visando firmar nova convenção coletiva de trabalho; 2) Autorizar o Sindicato a entabular negociações coletivas e assinar convenção coletiva de trabalho, bem como aditivos a esta, ou ajuizar dissídio coletivo, caso resultem frustradas as respectivas negociações coletivas; 3) discussão e aprovação da taxa assistencial a favor do Sindicato Profissional; 4) Discussão e deliberação sobre a transformação em assembleia permanente; 5) Outras deliberações consequentes.

 

Belo Horizonte, 12 de maio de 2016.

Farmª Júnia Dark Vieira Lelis

 Diretora da Secretaria de Administração e Finanças do Sinfarmig.

 

 

Fonte: Assessoria de Comunicação Sinfarmig

 

 

 

 

 

 

Depois de receber várias correspondências de farmacêuticos do interior reclamando dos baixos salários, o Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais (Sinfarmig) voltou a enviar ofícios a prefeituras do interior informando sobre o piso salarial praticado para os profissionais no mercado mineiro. O alerta dessa vez foi a Prefeitura de Campo Belo, cidade que fica na Região Oeste do Estado.

 

 

 

A iniciativa do Sinfarmig tem como objetivo conscientizar as entidades públicas sobre a necessidade de valorizar e reconhecer o trabalho dos farmacêuticos para o sistema de saúde. Semanalmente, o sindicato recebe inúmeras denúncias de profissionais em relação à baixa remuneração anunciada em editais de concursos públicos. Farmacêuticos empregados em prefeituras também se queixam dos salários muito abaixo dos praticados no mercado.

 

 

 

De acordo com a lei as prefeituras têm autonomia para fixar a remuneração dos seus servidores. Entretanto, diante da indignação dos farmacêuticos com os salários aviltantes, o Sinfarmig vem atuando incansavelmente junto aos gestores públicos municipais na defesa de mais e melhores empregos para a categoria na Assistência Farmacêutica com as suas diversas possibilidades de atuação.

 

 

“O que a gente espera é que esses alertas contribuam para que as Prefeituras mudem a concepção sobre a importância do trabalho do farmacêutico. Quando enviamos ofícios é para informar aos gestores que a categoria farmacêutica possui um Sindicato que monitora as condições de trabalho e os salários em todos os municípios do Estado”, explicou a diretora do Sinfarmig, Júnia Lélis.

undefined
 
Será sepultado nesta terça, 10 de maio, às 16h o corpo do farmacêutico e professor Aluísio Pimenta, de 93 anos. Mineiro, de Peçanha, Leste de Minas, ele também era formado em Odontologia, foi o primeiro reitor da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) e cassado quando reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) durante a ditadura. Aluísio Pimenta também era escritor, articulista e foi Ministro da Cultura em 1985. Uma das frases que o professor repetia era que  “Só a educação fará do Brasil um país fácil de governar, difícil de dominar e impossível de escravizar”.
 
Aluísio Pimenta era referência nacional para os farmacêuticos e teve papel fundamental na criação do Conselho Federal de Farmácia e posteriormente dos conselhos regionais, além de ex-presidente do Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais. O diretor do Sinfarmig, Rilke Novato, lamentou a perda. “Não só Minas, mas o Brasil perde um grande homem, que deixa uma história de luta tanto em defesa da qualidade do ensino universitário quanto da democracia. Tínhamos o professor como grande amigo e um profissional sem igual que sempre participou ativamente das atividades dos farmacêuticos”.
 
 
Fonte: Assessora de Comunicação Sinfarmig

Mais Artigos...