19/07: EXÉRCITO ABRE INSCRIÇÕES PARA CONCURSO DE OFICIAIS DO SERVIÇO DE SAÚDE COM VAGAS PARA FARMACÊUTICOS
19/07: EXÉRCITO ABRE INSCRIÇÕES PARA CONCURSO DE OFICIAIS DO SERVIÇO DE SAÚDE COM VAGAS PARA FARMACÊUTICOS
A Escola de Saúde do exército está com inscrições abertas até o dia 5 de agosto de 2016 para concurso de admissão e matrícula nos cursos de formação de oficiais do serviço de saúde. São 120 vagas para farmacêuticos, médicos e dentistas.
Para se candidatar os profissionais precisam ter no máximo 36 anos, 1,60m de altura, se do sexo masculino, ou 1,55m se do sexo feminino e comprovar formação superior na área da vaga pretendida. Os participantes serão avaliados por Exame Intelectual (EI); Inspeção de Saúde (IS); Exame de Aptidão Física (EAF); e Revisão Médica e Comprovação dos Requisitos Biográficos.
A Prova Escrita, prevista para o dia 16 de outubro de 2016, pode ser feita em Belo Horizonte (MG), Juiz de Fora (MG), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Campinas (SP), Porto Alegre (RS), Santa Maria (RS), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Salvador (BA), Recife (PE), Belém (PA), Campo Grande (MS), Fortaleza (CE), Brasília (DF e Manaus (AM).
As inscrições podem ser feitas por via postal. Mais informações podem ser obtidas no edital http://migre.me/uooTY
Fonte: Assessoria de Comunicação Sinfarmig
Publicado em 19/07/16
08/07: FENAFAR DIVULGA NOTA CONTRA VOLTA DO PL 350/2014 QUE PREVÊ VOLTA DO ATO MÉDICO
A Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar) se manifesta contra a aprovação do PL nº 350/2014, de autoria da senadora Lúcia Vânia, que visa alterar a Lei 12.842/2013, conhecido como PL do Ato Médico.
Tal proposta é uma afronta à saúde pública brasileira ao se colocar contra a multidisciplinaridade nas ações de saúde, como conquistado na Lei 8080/90 e previsto em outros dispositivos legais, e por ir de encontro as orientações de órgãos internacionais como a Organização Pan-Americana de Saúde e Organização Mundial de Saúde.
Mais uma vez estamos diante de uma tentativa corporativista que se coloca acima dos interesses nacionais. Este projeto trará enormes danos para toda a população brasileira.
O PL 350/2014 visa apenas interesses mercantilistas e corporativistas, objetivando colocar como privativas dos médicos diversas atividades, entre elas o diagnóstico nosológico, a prescrição terapêutica, aplicação de injeções entre outras. Uma proposta semelhante a esta foi vetada em 2013 pela Presidência da República e agora o PL retorna com a intenção de alterar a lei que regulamenta o exercício da Medicina.
O projeto aguarda para ser incluído na ordem do dia do Senado Federal. Assim, a Fenafar convida aos farmacêuticos, todos os trabalhadores de saúde e a população para votarem contra esse retrocesso, clicando no link http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR90745
Os profissionais podem se posicionar contra esse PL 350/2014 na consulta pública que está disponível no site do Senado http://migre.me/uixPM
Da redação
Publicado em 08/07/2016
11/07: CENTRAIS SINDICAIS DIVULGAM NOTA REPUDIANDO PROPOSTA DE AUMENTO DE JORNADA PARA 80 HORAS
Lideranças das centrais sindicais lançaram nesta sexta-feira (8) uma nota contestando a declaração do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, que em uma reunião de empresários com o presidente interino Michel Temer se declarou favorável à ampliação para 80 horas da jornada de trabalho semanal, com 12 horas diárias.
O documento divulgado pelas centrais classifica a fala do empresário como um anacronismo que remete à "classe operária do século 19" e "uma provocação estapafúrdia ao povo brasileiro". Atualmente, a jornada legal no país é de 44 horas e as centrais batalham para chegar a 40 horas - regime recomendado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e indicado por estudos realizados pelo Dieese e pelo Ipea no Brasil.
A seguir, a íntegra do documento:
Propor jornada de 80 horas semanais é uma provocação ao povo brasileiro
Nós sindicalistas repudiamos a sugestão, proferida pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, nesta sexta-feira (8), após uma reunião com o presidente interino Michel Temer e cerca de 100 empresários do Comitê de Líderes da MEI (Mobilização Empresarial pela Inovação), segundo a qual o Brasil deveria ampliar sua carga horária de trabalho em até 80 horas semanais e de 12 horas diárias para classe trabalhadora.
Neste momento em que os trabalhadores buscam diálogo com a classe política, bem como com a classe empresarial, a fim de estabelecer um consenso tripartite, benéfico para todos e sem prejuízo para nenhum dos envolvidos, tal afirmação, que faz lembrar a situação da classe operária do século 19, surge como uma provocação estapafúrdia ao povo brasileiro.
O que os trabalhadores querem e precisam é andar para frente, não retroceder na história. Neste sentido aproveitamos a oportunidade para reafirmar nossa bandeira pela redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salário.
A proposta da jornada de 80 horas semanais vai na contramão de todos os estudos sobre o trabalho no Brasil. Pesquisas do Dieese, por exemplo, apontam que a adoção das 40 horas semanais poderá gerar mais de 2 milhões de novos postos de trabalho. Na mesma linha, estudos do Ipea apontam que uma jornada de 12 horas semanais seria suficiente para produzir a mesma riqueza produzida com uma jornada legal de 44 horas.
A elevação do nível de emprego e dos salários irá beneficiar todo o país e promover o crescimento da economia brasileira, fortalecendo o mercado interno, ampliando o consumo e estimulando os negócios no comércio e na indústria.
A adoção de uma jornada de 80 horas semanais, por outro lado, acarretará em um atraso social, cultural e econômico, submetendo a classe trabalhadora a condições desumanas afetando (1) sua saúde e qualidade de vida; (2) sua possibilidade de escolaridade e conhecimento; (3) e reduzindo seu tempo de vida social e cultural.
Acreditamos que a redução da jornada de trabalho sem redução de salário é um meio indispensável para ampliar a oferta de emprego, na medida em que os ganhos de produtividade - fruto do desenvolvimento tecnológico e de formas mais avançadas de gerenciamento - requerem essa mudança. Qualquer medida contrária só ampliará a precarização e retirará direitos consagrados pela luta histórica da classe trabalhadora.
As centrais alertam a classe trabalhadora e o conjunto do povo brasileiro para que se mantenham alertas, vigilantes e mobilizados para a luta contra o retrocesso neoliberal neste difícil momento da vida nacional, marcada por uma brutal ofensiva dos capitalistas contra o Direito do Trabalho, a democracia e a soberania nacional.
Adilson Araújo, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)
Antônio Neto, Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB)
José Calixto Ramos, Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST)
Paulo Pereira da Silva, Força Sindical
Ricardo Patah, União Geral dos Trabalhadores (UGT)
Vagner Freitas, Central Única dos Trabalhadores (CUT)
Fonte: Portal CTB
Publicado em 11/07/2016