Um importante passo para a consolidação das farmácias como estabelecimentos de saúde foi dado nesta quarta-feira, dia 27 de julho. Foi entregue pelo presidente do Conselho Federal de Farmácia (CFF), Walter da Silva Jorge João, ao presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Jarbas Barbosa, a proposta da Farmácia para a revisão da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 44/2009, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), à luz da Lei nº 13.021/14. Participou da entrega o presidente executivo da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), Sergio Mena Barreto.

Aprovada em reunião plenária extraordinária do CFF no dia 31 de maio, com a participação de todos os conselheiros federais, a proposta é fruto do consenso entre o CFF, as demais entidades farmacêuticas e a Abrafarma, representando o segmento do comércio farmacêutico. Além de representantes dessas entidades, participaram da elaboração do documento, que começou a ser estruturado em fevereiro de 2016, consultores ad hoc, assessores e membros dos grupos de trabalho afins do CFF, bem como farmacêuticos que atuam em farmácias comunitárias.

O presidente do CFF fez uma breve exposição dos motivos que levaram as entidades farmacêuticas a tomar a iniciativa. "Com a aprovação da Lei nº 13.021/14, tornou-se imperativa a necessidade da revisão da RDC/Anvisa nº 44/2009, uma vez que as farmácias foram autorizadas a incorporar uma série de ações e serviços que não realizavam. É preciso adequar a normativa a esta nova realidade”, assinala o presidente do CFF, Walter da Silva Jorge João, destacando a importância de a proposta refletir o senso comum entre representações de todos os segmentos farmacêuticos.

Para a elaboração da proposta, apresentada já em formato de resolução, foi feito um exaustivo trabalho de revisão da legislação e das regulamentações vigentes. Entre as inovações, destacou o presidente da Abrafarma, Mena Barreto, estão a regulamentação medicamentos que necessitam de condições especiais de armazenamento e conservação (MCEA) nas farmácias comunitárias e a incorporação do termo consultório farmacêutico. “Fomos buscar na literatura mundial os subsídios para contemplar toda a gama de serviços e ações abarcados pelo acompanhamento farmacoterapêutico, uma das atribuições do farmacêutico nas farmácias, conforme previsto na nova lei” acrescentou Josélia Frade, assessora da Presidência do CFF.

O presidente da Anvisa agradeceu a contribuição e demonstrou grande abertura às sugestões. Ele informou que repassará o documento ao grupo técnico da agência que está responsável pela elaboração da minuta de revisão da RDC. O diretor-adjunto da Anvisa, Pedro Ivo, e a assessora do Gabinete da Presidência do órgão (Gadip), Doriane Patrícia, que participaram da reunião, elogiaram o documento. “Parabéns ao CFF e à Abrafarma pela proposta substanciosa, tanto pelo formato quanto pelo conteúdo”, comentou Pedro Ivo. O assessor da Presidência do CFF, Tarcísio José Palhano, destacou que Doriane Patrícia foi uma grande incentivadora do trabalho e destacou se sentir gratificado. “Quero registrar o meu sentimento em assistir, neste momento de tanto descrédito nas instituições, a consumação de um ato revestido de objetivo tão sublime. É o que nos faz concluir que os nossos esforços valem a pena.”

Também participaram da audiência com Jarbas Barbosa, o farmacêutico Cassyano Correr e o advogado Francisco Celso Rodrigues, ambos pela Abrafarma, e o assessor jurídico do CFF, Gustavo Beraldo. Ao final da audiência, o presidente do CFF entregou a Jarbas Barbosa a réplica de uma farmácia que guarda o exemplar do livro comemorativo dos 50 anos do CFF.

 

Fonte: Conselho Federal de Farmácia 

Nesta quarta-feira, 27/07, foi realizada a segunda rodada de negociação coletiva entre o Sindicato dos Farmacêuticos de Minas – Sinfarmig e o Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Casas de Saúde de Minas Gerais –Sindhomg.

 

A proposta da entidade patronal foi de reajuste 5% para os farmacêuticos hospitalares com pagamento retroativo à data-base, 1º de junho. Contudo, os índices oficiais que medem a inflação já apontam 9,49% referente ao período de junho de 2015 a maio de 2016.

 

A fixação do piso, no entendimento do Sinfarmig, é a única possibilidade de garantir uma remuneração mínima e digna para todos os profissionais. Entretanto, o Sindhomg negou o pedido dos farmacêuticos mineiros.

 

Diante dessa posição de desconsiderar a maior parte da pauta de reivindicações da categoria, o Sinfarmig convoca os farmacêuticos hospitalares para avaliar a campanha salarial e definir outras estratégias de negociação. Para dar encaminhamento será solicitada uma nova reunião com os representantes dos hospitais o mais breve possível, para tentar chegar a um acordo.

 

  

Fonte: Assessoria de Comunicação Sinfarmig

Publicado em 27/07/16

 
 

Para lembrar o Dia Nacional da Vigilância Sanitária (05/08), será realizado um seminário voltado para profissionais que atuam na área em interface com o Sistema Único de Saúde (SUS). O evento programado pela Secretaria Estadual de Saúde de Minas acontecerá nos dias 2 e 3 de agosto, a partir das 9 horas, no auditório do CREA-MG, com apresentação de trabalhos e experiências. A entrada é gratuita.

 

 

Serviço:


Data: 2 de agosto de 2016 – terça-feira


Horário: 10 horas


Local: Auditório do CREA-MG. Av. Álvares Cabral, 1600 – Santo Agostinho. Belo Horizonte – MG


Informações (31) 3916.0438 

 

e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

Fonte: SES/MG

Publicado em 28/07/16

 A Anvisa aprovou regulamento que trata do enquadramento de medicamentos como isentos de prescrição (MIPs).

 

A Diretoria Colegiada da Anvisa aprovou, nesta terça-feira (19/7), novas regras para o enquadramento dos medicamentos na lista daqueles que podem ser adquiridos pela população sem prescrição médica. O texto considera sete critérios para enquadramento dos medicamentos como isentos de prescrição (MIP):

·         tempo de comercialização;

·         segurança;

·         sintomas identificáveis;

·         tempo de utilização;

·         ser manejável pelo paciente;

·         apresentar baixo potencial de risco e

·         não apresentar dependência.

A proposta de texto passou por Consulta Pública no ano passado. Na época, cidadãos, representantes da sociedade civil e do setor regulado tiveram 60 dias para enviar contribuições para o texto, que previa a revisão da norma atualmente vigente, a RDC 138/2003.

A ausência de atualização da lista de MIPs descrita na RDC impossibilitou que medicamentos que tivessem perfil de segurança e uso compatíveis com a venda sem prescrição fossem incorporados à categoria de venda.

O relator da matéria, diretor Fernando Mendes, ressaltou que a possiblidade de reenquadramento de alguns medicamentos como MIPs deverá promover uma melhor informação da população sobre o produto.

Segundo ele, brasileiros utilizam medicamentos tarjados sem a prescrição médica. “Porém, se o princípio ativo tem perfil de segurança adequado e a venda passa a ser permitida sem prescrição médica, a empresa fabricante passa a ter a oportunidade de falar diretamente com a população, informando a posologia e alertando sobre contraindicações e advertências”, alega.

A norma deverá ser publicada no Diário Oficial da União nos próximos dias e trará prazos de adequação para que as empresas possuidoras do registro de produtos que sejam reenquadrados como livres de prescrição deverão submeter.

 

Fonte: Anvisa

Publicado em 26/07/16



 

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