O Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais – Sinfarmig recebeu resposta positiva a solicitação feita por meio de ofício a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM). Após analisar o documento da entidade sindical a instituição de ensino superior acatou o pedido no memorando e alterou o Edital de abertura do Concurso Público Nº 02/2017 em relação ao ingresso para o cargo de farmacêutico.

 

O ofício foi enviado no mês passado com o objetivo de esclarecer a Universidade que a partir de 2002, com a Resolução nº 02 do CNE/CES, que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Farmácia, adotou-se a terminologia Farmacêutica Generalista ou apenas a de Farmacêutico para todas as atividades realizadas pelo Farmacêutico independentemente da área de atuação. Incluindo entre elas as atividades em análises clínicas (laboratórios) que até então eram exercidas pelo Farmacêutico Bioquímico. A nomenclatura Farmacêutico Generalista ou Farmacêutico desde a alteração do MEC vem sendo adotada para registro no Conselho Regional de Farmácia e que consta no diploma expedido pelo órgão oficial.

 

     A entidade sindical alertou a UFVJM para o risco de em que caso de manutenção da nomenclatura Farmacêutico Bioquímico no edital, o profissional farmacêutico que colou grau após a mudança instituída pelo MEC, cujo diploma e registro no CRF consta a atual terminologia Farmacêutico Generalista ou Farmacêutico, ficaria impedido de participar do concurso mesmo estando apto legal e tecnicamente. Sempre na luta em defesa da categoria, o Sinfarmig comemorou a correção no edital que ampliará a oportunidade de participação no processo seletivo da Universidade. 

 

Fonte: Assessoria de Comunicação Sinfarmig

 

Publicado em 23/02/17 

 

 

 

 

O Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais (Sinfarmig) informa a categoria que  em função do período de carnaval, a sede da entidade localizada na Rua dos Tamoios, 462/12º andar, Centro, Belo Horizonte, não funcionará para atendimento externo nos dias nos dias 27 e 28/02 e 01/03 . O Sinfarmig voltará a atender normalmente na quinta-feira, dia 02/03. Acompanhe as informações do seu interesse pelo www.sinfarmig.org.br

Fonte: Assessoria de Comunicação Sinfarmig

Publicada em 22/02/17

 

 

 

 

Indicadores da doença, que atinge 70 mil pessoas por ano no Brasil, foram retirados sem justificativa da listagem de atendimentos monitorados pelo Sistema Único de Saúde (SUS)

 

Enquanto o Brasil concentra sua atenção para os casos de dengue, zika, chikungunya e febre amarela, uma enfermidade antiga é negligenciada pelo Ministério da Saúde. Os indicadores da tuberculose, que atinge 70 mil pessoas por ano no país, foram retirados da listagem de atendimentos monitorados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) sem justificativas.

É por meio do acompanhamento desses dados que o SUS planeja suas ações. E, no Brasil, a tuberculose é tratada apenas na rede pública de saúde.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil ocupa a 20º posição na classificação de incidência da doença e a 19º posição quanto à infecção da doença concomitante ao HIV. Além disso, o país registra casos multirresistentes de tuberculose que não respondem aos tratamentos conhecidos.

O quadro da enfermidade no país e o não monitoramento dos indicadores configuram um risco para a população. "A retirada da tuberculose como indicador de metas a serem pactuadas com municípios e estados, proporcionará queda dos recursos financeiros e humanos voltados para as atividades de controle de tuberculose, e por conseguinte ocorrerá uma piora expressiva dos indicadores epidemiológicos da tuberculose", diz a nota da Rede Brasileira de Pesquisa em Tuberculose.

A determinação sobre a retirada dos indicadores surgiu na reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), composta por representantes do Ministério da Saúde, dos estados e municípios, que definiu os indicadores do SUS para o período de 2017 até 2021. O resultado foi publicado no Diário Oficial da União no último dia 12 de dezembro. A resolução nº 8, de 24 de novembro de 2016 apresenta 23 indicadores referentes a diversas enfermidades como diabetes, sífilis e hanseníase. Mas a tuberculose parece mesmo ter sido esquecida.

"A tuberculose é uma doença antiga, mas continua se disseminando. A retirada dos indicadores tem impacto negativo, é um retrocesso em estratégia de saúde pública. São esses dados que os municípios, estados e governo federal tabulam que garantem o recurso para o combate à doença", afirma Carlos Basília, Coordenador do Observatório Tuberculose Brasil, que emitiu nota de repúdio à retirada dos indicadores.

Outras entidades se manifestaram contra a decisão da CIT. Foi o caso da Comissão de Tuberculose da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, que qualifica o ato como retrocesso, e da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e AIDS, que salienta em ofício enviado ao Ministério da Saúde que a coinfecção do HIV com tuberculose é a patologia que mais mata pessoas com HIV/AIDS.

"Quando você tira os indicadores, o governo federal não cobra. Se eles não cobram, não estão interessados no controle. Significa um passo atrás", afirma Ana Alice Bevilaqua, coordenadora do Programa Estadual de Tuberculose do Rio de Janeiro.

O estado do Rio concentra 68 casos de tuberculose por 100 mil habitantes, e a cidade, 89,7 casos/100 mil (a incidência considerada dentro da normalidade pela OMS é de 5/100 mil). Por isso, de acordo com Bevilaqua, o estado do Rio de Janeiro cobrará seus próprios indicadores aos municípios.

Mesmo com todas as manifestações contrárias à retirada dos indicadores, a única resposta oficial foi um email da ouvidoria do SUS enviado ao coordenador do Observatório de Tuberculose com uma mensagem automática de que o pedido feito seria analisado. "Mesmo depois de quatro notas publicadas pela sociedade civil, médicos e pesquisadores, não obtivemos nenhuma resposta do Ministério da Saúde. O que recebemos é um silêncio preocupante", afirmou Basília.

Durante uma semana, The Intercept Brasil entrou em contato com o Ministério da Saúde para pedir esclarecimentos sobre a ausência dos indicadores. Por telefone, foi  informado que, diante da complexidade do assunto, a pasta não poderia responder aos questionamentos feitos pela reportagem de forma rápida.

Vacina e diagnóstico

Além da retirada dos indicadores, o Brasil enfrenta outros problemas relacionados a tuberculose. A doença pode ser prevenida com a vacina BCG, aplicada em bebês, porém a sua produção, que era feita pela Fundação Ataulpho de Paiva foi suspensa pela Anvisa em dezembro de 2016. A instituição não estaria seguindo as boas práticas de fabricação.

Outra preocupação é o desabastecimento do teste de tuberculose no Brasil. Desde 2014, o laboratório dinamarquês que fabrica o kit para o exame anunciou a redução da produção, levando à diminuição gradativa do produto na rede pública de saúde. Existe a discussão no Ministério da Saúde para a compra de kits de outros fornecedores ou da fabricação nacional dos produtos. Com o agravamento do desabastecimento, o Tribunal de Contas da União passou a fiscalizar a situação em janeiro deste ano.

O Ministério da Saúde também não respondeu aos questionamentos da reportagem sobre esses assuntos. "A gente tem problema em todas as áreas de insumos de tuberculose. Falta vontade política para uma produção nacional", diz o coordenador do Observatório de Tuberculose.

 

Fonte: The Intercept

Publicada em 22/02/17

 

 

 

 

Rico em canabidiol, remédio será destinado a portadores de doenças que causam epilepsia severa e atingem principalmente crianças. Em um prazo de cinco a dez anos, pacientes que sofrem com a chamada epilepsia refratária (resistente a tratamentos tradicionais) poderão ter acesso a um fitomedicamento à base de maconha por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Essa é a previsão do Instituto de Tecnologia em Fármacos da Fiocruz (Farmanguinhos), laboratório farmacêutico vinculado ao Ministério da Saúde, para o desenvolvimento e registro de um remédio brasileiro com alta concentração de canabidiol (CBD), uma das substâncias presentes na cannabis.

Aprovado em 2016 pela Fiocruz, o projeto surgiu de uma demanda da Associação de Apoio à Pesquisa e Pacientes de Cannabis Medicinal (Apepi) e da Associação Brasileira para a Cannabis (Abracannabis). As entidades apontaram que a importação do extrato de CBD, autorizada desde 2015 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), não garante o acesso ao tratamento. Além da burocracia envolvida no processo, a importação tem um custo proibitivo, que varia de 1 mil reais a 8 mil reais por mês, em média.

“O que nos motivou foi exatamente o caso de mães e pais que estão observando uma melhora no quadro clínico das crianças a partir de medicamentos importados ou extratos artesanais”, diz o diretor-executivo do Farmanguinhos, Hayne Felipe da Silva, à frente do projeto.

De acordo com relatos das famílias, o número de crises e convulsões foi reduzido drasticamente após o tratamento com CBD. “Hoje existe base científica suficiente no mundo demonstrando os efeitos terapêuticos do extrato de cannabis sativa”, continua o pesquisador.

O projeto está ainda em fase de elaboração, na qual é preciso definir, por exemplo, de onde virá a matéria-prima. “Não está nos nossos planos fazer cultivo. Uma alternativa é importar as flores e desenvolver o extrato ou importar o extrato pronto. Estamos estudando. Queremos trabalhar na mesma lógica que trabalhamos com os produtos de base sintética: alguém nos fornece o insumo farmacêutico ativo e nós o transformamos em comprimidos, cápsulas, xaropes, pomadas”, explica Silva.

Concluída essa primeira etapa, o estudo terá de passar pelos testes pré-clínico e clínico (fases 1, 2 e 3), de segurança e eficácia, exigidos para o registro de qualquer medicamento. “Também precisamos buscar financiamento. A princípio, buscaremos junto ao Ministério da Saúde e a fontes de fomento governamentais", afirma Silva. "Como instituição pública autárquica, cabe a nós fazer esse caminho”, diz.

Com o projeto em gestação, diz o pesquisador, ainda não é possível fazer uma estimativa de orçamento. A previsão é que o registro do fitomedicamento junto à Anvisa e a sua consequente distribuição no SUS ocorra em um prazo de cinco a dez anos.

Extrato artesanal

Mesmo com iniciativas de laboratórios farmacêuticos em curso, famílias e pacientes lutam para garantir o direito ao cultivo de cannabis e à produção caseira do extrato, por enquanto permitidos apenas com autorização judicial.

A fim de trazer mais segurança ao tratamento, a professora Virgínia Carvalho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), lançou o projeto de extensão FarmaCanabis, que vai analisar a concentração dos canabinóides como CBD e THC (sigla para tetrahidrocanabinol, que possui efeitos psicoativos) presentes no extrato de maconha artesanais e importados.

Os extratos fabricados nos Estados Unidos, por exemplo, são registrados como suplemento alimentar pelo governo americano e não tiveram que passar pelo rigoroso controle de qualidade aplicado aos medicamentos.

A partir dessa análise, que será oferecida gratuitamente, as famílias poderão desenvolver um tratamento seguro e eficaz junto a médicos e cientistas. Os resultados também serão usados no projeto da Fiocruz, que firmou uma parceria com a UFRJ.

Diante da restrição de verbas da universidade, a Apepi lançou uma campanha de financiamento coletivo por meio do site Catarse. A iniciativa busca arrecadar 60 mil reais para equipar o laboratório.

Tanto os pacientes que sofrem com epilepsia quanto aqueles que fazem uso terapêutico da maconha para tratar sintomas de doenças como câncer e esclerose múltipla poderão ter seus extratos analisados pelo FarmaCanabis.

Fonte: Carta Capital

Publicado em 21/02/2017

 

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