O Conselho Nacional de Saúde, por meio da portaria nº 1.016 de 2016, convocou a 2ª Conferência Nacional de Saúde das Mulheres, prevista para acontecer em agosto de 2017. O tema central será “Saúde das mulheres: Desafios para a integralidade com equidade” e tem como objetivo propor diretrizes para a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Mulheres.

O eixo principal da Conferência será a Implementação da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Mulheres, contemplando a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Mulheres e as políticas de equidade: da população Negra (racismo, desigualdades étnico-raciais e racismo institucional), da População LGBT (discriminação por orientação sexual e identidade de gênero/preconceito e estigma social), da População em situação de Rua (reconhecimento dessas pessoas como cidadãos de direitos), da População do Campo, da Floresta e das Águas (redução de riscos decorrentes dos processos de trabalho e das tecnologias agrícolas).

As etapas da 2ª Conferência Nacional de Saúde das Mulheres estão previstas para acontecer este mês, sendo a etapa nacional prevista para os dias 01 a 04 de agosto. Em 1986 foi realizada a primeira Conferência Nacional de Saúde e Direitos da Mulher e só agora, após 30 anos, as discussões são retomadas para pensar a política nacional de saúde da mulher. A expectativa do CNS é que esta Conferência seja a efetivação do Controle Social no SUS para elas.Confira o documento lançado pelo Conselho Nacional de Saúde preparatório para a Conferência. http://conselho.saude.gov.br

 

Fonte: CNS

Publicado em 08/03/2017

 

 

 

No Dia Internacional da Mulher, 8 de março, o Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais – Sinfarmig falará sobre “Sindicalismo na saúde e o papel da mulher neste espaço de luta” num evento organizado por profissionais ligados ao Conselho Regional de Nutricionistas da Minas Gerais - CRN9. 

A programação do evento está prevista para acontecer entre 19h e 21h, na sede do Sinfarmig com público limitado. A diretora do Sinfarmig, Júnia Lélis, que representará a entidade neste evento, destaca a importância da data para a pauta das mulheres que devem denunciar toda e qualquer desigualdade de gênero, assim como assédios, episódios de violência e de machismo. 

Para ela, a greve internacional é um marco histórico já que ocorre paralelamente este ano em mais de 40 países. Júnia acredita que embora haja uma sensação de apatia social, é bom que haja resistência e oportunidade para denunciar a crise política, econômica e ética o Brasil está vivenciando.

Segundo Júnia Lélis, é a flexibilização dos direitos pode comprometer as negociações coletivas, colocar fim à carteira assinada, ao FGTS, às férias e ao 13º. As mulheres serão as mais afetadas porque trabalham mais e recebem menos (recebem de 25 a 50% menos que o homem). Basta dizer que a maioria aposenta por idade porque trabalha sem registro em tripla jornada, sendo o emprego formal apenas parte da jornada.

 A diretora lembra que o Sindicato atua como um foco de resistência a tudo isso na luta dos trabalhadores por igualdade social, condições dignas de trabalho, jornadas decentes, remuneração condizente com a responsabilidade do profissional e na defesa do SUS.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação Sinfarmig

Publicado em 08/03/17

 

 

 

 

 

A diretoria do Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais -  Sinfarmig participa na próxima quinta-feira, 09/03, a partir das 13h30 da programação organizada para receber os calouros do curso de Farmácia da UFMG. O evento preparado pelo colegiado de Graduação e Diretoria da Faculdade de Farmácia visa esclarecer aos novos alunos a importância de conhecer a estrutura da Universidade e também das nuances da vida profissional.

A diretora do Sinfarmig, Júnia Lélis, irá abordar os desafios do mercado de trabalho neste novo cenário nacional. Ela falará da importância da atuação sindical na trajetória de conquistas dos farmacêuticos assim como da necessidade dos estudantes interagirem com a categoria em busca do fortalecimento da mobilização e enfrentamento diante do crescente conflito de interesses que vem se estabelecendo entre trabalhadores e empregadores.

Para ela é no processo de formação que os futuros farmacêuticos podem conhecer melhor os meandros da profissão e estar cientes do mercado de trabalho que os espera. “Acredito que é fundamental o estudante que entra na faculdade conhecer os direitos que possuem, entender como funciona e quais são as perspectivas para eles nessa trajetória. Inclusive esclarecendo qual é o papel da entidade sindical nesse processo”, destaca.

 

A diretora aposta no protagonismo, na união e na consciência dos jovens estudantes no processo de busca por mais conquistas para o segmento profissional. 

Fonte: Assessoria de Comunicação Sinfarmig

Publicado em 08/03/17

 

 

 

 

 

As mulheres trabalham em média 7,5 horas a mais que os homens por semana. Em 2015, a jornada total média das mulheres era de 53,6 horas, enquanto a dos homens era de 46,1 horas. Em relação às atividades não remuneradas, mais de 90% das mulheres declararam realizar atividades domésticas – proporção que se manteve quase inalterada ao longo de 20 anos, assim como a dos homens (em torno de 50%).

 

Esses são alguns dos dados destacados no estudo “Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça com base em séries históricas de 1995 a 2015” da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE. A análise foi divulgada nesta segunda-feira (6).

“É importante ressaltar que o fato de exercer atividade remunerada não afeta as responsabilidades assumidas pelas mulheres com as atividades domésticas, apesar de reduzir a quantidade de horas dedicadas a elas. As mulheres ocupadas continuam se responsabilizando pelo trabalho doméstico não remunerado, o que leva à chamada dupla jornada”, destaca Natália Fontoura, especialista em políticas públicas e gestão governamental e uma das autoras do trabalho.

Quanto mais alta a renda das mulheres, menor a proporção das que afirmaram realizar afazeres domésticos – entre aquelas com renda de até um salário mínimo, 94% dedicavam-se aos afazeres domésticos, contra 79,5% entre as mulheres com renda superior a oito salários mínimos. Em situação inversa estão os homens. A parcela dos que declararam realizar trabalho doméstico é maior entre os de mais alta renda: 57% dos que recebiam de 5 a 8 salários mínimos diziam realizar esses afazeres, proporção que cai a 49% entre os que tinham renda mais baixa.

Apesar de, proporcionalmente, o rendimento das mulheres negras ter sido o que mais se valorizou entre 1995 e 2015 (80%), e o dos homens brancos ter sido o que menos cresceu (11%), a escala de remuneração manteve-se inalterada em toda a série histórica: homens brancos têm os melhores rendimentos, seguidos de mulheres brancas, homens negros e mulheres negras. A diferença da taxa de desocupação entre sexos também merece registro: em 2015, a feminina era de 11,6%, enquanto a dos homens atingiu 7,8%. No caso das mulheres negras, ela chegou a 13,3% (e 8,5% para homens negros).

Chefes de família e reconfiguração nos arranjos familiares

Os lares brasileiros, cada vez mais, estão sendo chefiados por mulheres. Em 1995, 23% dos domicílios tinham mulheres como pessoas de referência. Vinte anos depois, esse número chegou a 40%. Cabe ressaltar que as famílias chefiadas por mulheres não são exclusivamente aquelas nas quais não há a presença masculina: em 34% delas, havia a presença de um cônjuge.

Paralelamente ao aumento do número de famílias chefiadas por mulheres, houve uma gradativa reconfiguração dos tipos de arranjos familiares. Se, em 1995, o tipo mais tradicional, formado por um casal com filhos, respondia por cerca de 58% das famílias, em 2015 esse percentual caiu para 42%, tendo aumentado de maneira significativa o número de domicílios com somente uma pessoa e também o percentual de casais sem filhos.

Menos mulheres jovens como trabalhadoras domésticas

A quantidade de trabalhadoras domésticas com até 29 anos de idade caiu mais de 30 pontos percentuais no período analisado: de 51,5% em 1995 para 16% em 2015. No entanto, o emprego doméstico ainda era a ocupação de 18% das mulheres negras e de 10% das mulheres brancas no Brasil em 2015. Já a renda das domésticas saltou 64% nesses 20 anos, atingindo o valor médio de R$ 739,00 em 2015. Porém, mesmo com esse crescimento, ainda estava abaixo do salário mínimo, que, à época, era de R$ 788,00.

O número de trabalhadoras formalizadas também aumentou: se, em 1995, 17,8% tinham carteira, em 2015 a proporção chegou a 30,4%. Mas a análise dos dados da Pnad sinalizou uma tendência de aumento na quantidade de diaristas no país. Elas eram 18,3% da categoria em 1995 e chegaram a 31,7% em 2015.

Apesar de estar em queda, diferença de escolaridade entre raças ainda é alta

Nos últimos anos, mais brasileiros chegaram ao nível superior. Entre 1995 e 2015, a população adulta negra com 12 anos ou mais de estudo passou de 3,3% para 12%. Entretanto, o patamar alcançado em 2015 pelos negros era o mesmo que os brancos tinham em 1995. Já a população branca, quando considerado o mesmo tempo de estudo, praticamente dobrou nesses 20 anos, variando de 12,5% para 25,9%.

Fonte: Vermelho

Publicado em 07/03/2017

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