BH recebe fórum da Abenfar com desafio de discutir o currículo farmacêutico

 


Em comemoração aos 100 anos da Escola de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), foi realizado entre os dias 07 e 09 de outubro o IV Fórum Nacional de Educação Farmacêutica, promovido pela Associação Brasileira de Ensino Farmacêutico (Abenfar).Com o tema “Educar para transformar”, o evento reuniu docentes em Farmácia, profissionais e estudantes de todas as regiões do país para discutir e apontar avanços nos currículos dos cursos de farmácia.

O SINFARMIG foi um dos apoiadores do evento, sendo representado por seus diretores Rilke Novato Públio e Luciana Silami Carvalho, que destacaram a importância de discutir a atual forma de ensino farmacêutica e as consequências futuras dessa educação.

Entre os convidados palestrantes estavam o ex-reitor da UFMG, Profº Tomaz Aroldo da Mota  Santos e a que apontaram a urgência de investir em educação e pesquisa, na busca por excelência na formação. “As instituições de ensino devem ter competência farmacêutica, servir ao mundo e à sociedade. Ir para o lado da cooperação e não da competição para ser a melhor universidade de farmácia do país”, destacou.


Profª Maria Helena (UFJF) e Profº Tomaz Aroldo (ex-reitor da UFMG)

E também a Profª Maria Helena Braga, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), que elogiou o compromisso dos participantes, em especial dos estudantes e dos coordenadores dos cursos de farmácia de instituições públicas e privadas. “Quem está aqui hoje, certamente acredita que é preciso adequar os cursos de farmácia e a conscientização é o primeiro passo para a mudança”, afirma.

A profª lamentou a ausência de um representante da Secretaria de Ensino Superio do Ministério da Educação, convidado para o evento, o que acrescentaria mais ainda para a atividade e para a discussão acerca dos rumos do ensino superior no Brasil.

Profissional generalista ou especialista


Alvo de acirrado debate, a formação de “profissional generalista” deu o tom das apresentações, com prós e contras na visão dos palestrantes.Para o docente da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), Profº Paulo Roberto Boff, as diretrizes curriculares de farmácia e o âmbito da atuação profissional apresentam falhas que influenciam na vivência dos farmacêuicos.Boff fez um apanhado de toda a legislação farmacêutica e destacou mais de 50 atividades profissionais reconhecidas pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF) e que muitas vezes é desconhecida dos farmacêuticos. “Tomada de decisão, comunicação, gestão, são cobranças constantes aos profissionais. O mercado de trabalho mudou e os profissionais precisam adaptar-se às novas exigências mercadológicas e atuar nas novas áreas propostas”, enfatizou.




Não menos crítica e preocupada com o atual currículo das escolas de farmácia, a docente da Universidade de Santa Catarina (UFSC), Profª Silvana Nair Leite afirmou que os profissionais de saúde devem ser formados para atuarem no sistema de saúde e indagou sobre “Qual Farmacêutico o Brasil precisa?”.

De acordo com a professora, o Brasil conta com mais de 400 cursos de Farmácia, na Europa são menos de 300 escolas. Por aqui, a educação é vista como mercadoria, assim como a saúde, não como necessidade básica da população.A a docente apresentou dados de empregabilidade em Santa Catarina, que não divergem muito do restante do país, sendo que 83% dos Farmacêuticos atuam em farmácias e drogarias (iniciativa privada). Na conclusão de Silvana, há uma fragmentação da profissão, além da saúde ter uma concepção de mera mercadoria e para que esse quadro seja alterado é preciso rever o modelo de educação e analisar o projeto político-pedagógico dos cursos de farmácia. “O farmacêutico precisa ter compreensão integral da saúde e o profissional generalista não consegue atuar em todas as áreas do âmbito profissional e no mais necessitamos de farmacêuticos voltados para a construção de uma sociedade solidária”, concluiu.




Profº Leonardo Soares (UFPI), estudantes de farmácia e Farmº Rilke Novato (SIFARMIG)

Trabalhos


Além das palestras, o evento contou com apresentação de trabalhos e de formação de grupo de trabalhos com diversos temas.Entre os participantes também estavam, além da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), representado pelo Profº Lauro Mello Vieira, representantes da Universidade Federal de Viçosa (UFV), de Juiz de Fora (UFJF), do Rio de Janeiro (UFRJ), de São Paulo (USP), de Pernambuco (UFPE), do Piauí (UFPI), do Maranhão (UFMA), do Rio Grande do Sul (UFRGS), Executiva Nacional dos Estudantes de Farmácia (Enefar), Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), Fórum Nacional de Educação das Profissões na Área de Saúde (FENEPAS), entre outros.

Desconto nos cursos de pós-graduação


Com o objetivo de expandir suas parcerias e atender os Farmacêuticos no interior do Estado, o SINFARMIG firmou convênio com o Instituto Passo 1 Cursos e Treinamentos, oferecendo descontos nos cursos de pós-graduação em Uberlândia e Região.O desconto é de 10% nas parcelas dos cursos, extensivo aos dependentes. Entre os cursos de especialização oferecidos pelo Instituto estão:

Administração Hospitalar;
Atenção Farmacêutica;
Auditoria em Sistemas de Saúde;
Saúde Pública e da Família;


Mais informações:

INSTITUTO PASSO 1 CURSOS E TREINAMENTOS

Av. João Pinheiro, 488 - Centro - Cep: 38400-124 - Uberlândia/MG
(34) 3219-8593 | 0800 940 1211

www.passo1.com.br | Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

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Participação do cineasta e diretor Sílvio Tendler

 



No próximo dia 10, às 21h, no Cine Belas Artes, será exibido o documentário "O veneno está na mesa”, com a presença do diretor Sílvio Tendler.O filme aborda o uso abusivo de agrotóxicos nos alimentos no Brasil e o impacto na saúde da população.O Brasil é o país que mais consome agrotóxico em todo o mundo, sendo 5,2 litros a cada ano por habitante. As consequências, como mostra o documentário, são desastrosas.

O evento é gratuito, sendo necessário chegar com antecedência.

Serviço

"O veneno está na mesa”
Data: 10/10 (segunda-feira), 21h
Local: Cinema Belas Artes (Rua Gonçalves Dias, 1581 - Lourdes)
Tel.: (31) 3337-5566

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O SINFARMIG solicita aos Farmacêuticos de Minas Gerais que façam contato com o setor de Contabilidade e/ou Recursos Humanos da empresa onde trabalham e verifiquem se a Contribuição Sindical (Imposto Sindical) está sendo recolhido.

A Contribuição Sindical está prevista em lei (Consolidação das Leis do Trabalho, artigos 578 a 590), ou seja, seu recolhimento é obrigatório para o Sindicato que representa os profissionais.O SINFARMIG já enviou para as empresas o boleto de cobrança, no valor de R$ 82,17, referente à um dia de trabalho do profissional, com base no piso salarial de 40h.Nosso alerta é que muitas empresas têm recolhido o Imposto Sindical dos Farmacêuticos e repassado de forma ilegal para outros Sindicatos.É fundamental que o Farmacêutico entre em contato com o setor responsável por este recolhimento para que não seja criada uma situação ilegal pela empresa e de inadimplência para os profissionais.

Na dúvida, entre em contato: (31) 3212-1157 | Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

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