Anvisa lança, nesta sexta-feira (20/1), a segunda edição do Boletim do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC). O documento traz uma série de dados relativos ao comércio de medicamentos controlados no Brasil e demonstra que os ansiolíticos Clonazepam, Bromazepan e Alprazolam foram as substâncias controladas mais consumidas pela população brasileira no período de 2007 a 2010.


Usados no tratamento dos distúrbios da ansiedade, esses medicamentos ocuparam, durante todo o período analisado, as três primeiras posições de venda.  Só em 2010, foram vendidas cerca de 10 milhões de caixas do medicamento Clonazepam – o primeiro da lista.


O segundo mais comercializado foi o psicotrópico Bromazepan, com 4,4 milhões de unidades vendidas, seguido pelo medicamento Alprazolam, que registrou 4,3 milhões de unidades.


Além das informações de consumo, o Boletim também apresenta estimativas de gastos das famílias brasileiras com as substâncias de maior consumo. No caso do Clonazepam, por exemplo, o investimento dos brasileiros, se considerado o preço máximo ao consumidor e a menor faixa de imposto (12%) aplicável, pode ter chegado a R$ 92,4 milhões.

 

 


Outro dado que pode ser destacado no Boletim é o grande volume de alguns tipos de receituário de controle especial prescritos por médicos veterinários e odontólogos, valores percentuais superiores à quantidade prescrita por médicos. Em 2010, dos quatro tipos de receituários existentes, os médicos veterinários utilizaram a notificação de receita especial de cor branca em 16 % das suas prescrições.

Já os odontólogos a utilizaram em 15,4% dos casos, e os médicos, em 8% do total de suas prescrições. As Notificações de Receitas Especiais de cor branca são utilizadas para prescrição de medicamentos da classe dos retinóicos, indicados, principalmente, para problemas dermatológicos.


O Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC) tem a finalidade de subsidiar ações de vigilância sanitária nos diferentes níveis decisórios e contribuir com o uso saudável de medicamentos no país. Os dados apresentados no Boletim são obtidos por meio da escrituração eletrônica dos medicamentos sujeitos a controle especial, realizada por farmácias e drogarias de todo o Brasil.


Atualmente, estão cadastrados no SNGPC 41.032 estabelecimentos farmacêuticos, o que corresponde a 58,2% do total de farmácias e drogarias cadastradas na Anvisa em 2010. Esse é o número de estabelecimentos que comercializam medicamentos de controle especial no Brasil, distribuídos em 3.826 municípios.


Acesse aqui, o boletim "PANORAMA DOS DADOS DO SISTEMA NACIONAL DE GERENCIAMENTO DE PRODUTOS CONTROLADOS: UM SISTEMA PARA O MONITORAMENTO DE MEDICAMENTOS NO BRASIL"

 


O Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais parabeniza todos os Farmacêuticos pelo seu dia.


O Farmacêutico exerce junto à sociedade papel de grande importância ao disponibilizar seus conhecimentos em prol da saúde do cidadão.

Atuando na manipulação e dispensação de medicamentos, realizando exames laboratoriais, trabalhando nas indústrias de medicamentos, alimentos ou de cosméticos, desenvolvendo pesquisas científicas, exercendo a docência, a farmácia hospitalar, a farmácia homeopática, atuando em saúde pública...

Enfim, em qualquer das suas atividades, o Farmacêutico contribui cotidianamente para tornar a vida do brasileiro mais saudável, mais digna.

 

PARABÉNS FARMACÊUTICO!

Editais com salários baixíssimos para a profissão 


Prezados amigos Farmacêuticos e Farmacêuticas,
 
Diariamente, o Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais – SINFARMIG recebe e-mails e telefonemas de profissionais denunciando os valores salariais divulgados nos editais de concursos públicos para provimento de vagas nas administrações municipais de todo o Estado. Na maioria dos certames, os provimentos são bem abaixo do piso salarial de nossa categoria. 
 
Infelizmente, o profissional farmacêutico ainda não tem um piso salarial nacional estabelecido em lei, como outros profissionais já tem, a exemplo dos advogados, motoristas de coletivos, médicos, entre outros.
 
O piso salarial que temos estabelecido em Minas Gerais, vale somente para os profissionais farmacêuticos que atuam em distribuidoras, farmácias e drogarias da rede privada, que estão sob a abrangência da Federação do comércio de Minas Gerais (Fecomércio/MG).
 
No serviço público, nos três níveis de governo, federal, estadual e municipal, vigoram os conhecidos planos de cargos, carreiras e vencimentos (PCCV), regidos por legislação especifica.

Dessa forma, existem  grande diferenças salariais entre os profissionais de saúde, que via de regra, são balizados pelo porte ou necessidade do município em contratar aquele profissional.
 
De qualquer modo, como farmacêuticos ficamos indignados com os salários que aparecem nos concursos, nós também pensamos assim e já nos manifestamos, inclusive, em conjunto a outras entidades sindicais que passam pelo mesmo problema como os psicólogos, nutricionistas, enfermeiros, fisioterapeutas, entre outros.
 
Em alguns casos, oficiamos o prefeito e o secretário de saúde quanto ao absurdo da defasagem salarial, fazemos referência ao piso de farmácias e drogarias e dependendo do município e da "boa vontade política" do gestor é possível incrementar um pouco mais a remuneração do farmacêutico.
 

Diretoria do SINFARMIG

“Em defesa da saúde e da profissão farmacêutica”

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