Para lembrar os 30 anos de luta por uma sociedade sem manicômios será realizado entre os dias 08 e 09/12 o Encontro de Bauru, na Universidade do Sagrado Coração. O evento pretende promover uma reflexão profunda sobre a Rede de Atenção Psicossocial, seus serviços e suas relações em todo o Brasil. O Encontro marca os 30 anos da Carta de Bauru e pretende defender a cidadania e os direitos dos pacientes da Saúde Mental para serem acolhidos em regime aberto, comunitário e ambulatorial. A programação inclui análise de conjuntura atual, rodas de conversa sobre a luta antimanicomial, atividades culturais, Feira de Economia Solidária e um grande ato público. A plenária será o espaço para organizar o acúmulo das discussões e construir uma agenda de lutas. 

O farmacêutico e psicólogo Sebastião Fortunato, membro do Sindicato dos Psicólogos de Minas Gerais - PSINGMG e do Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais – Sinfarmig irá participar das atividades. Ele explica que a luta precisa avançar, no sentido de ampliar os dispositivos de cuidado. Na opinião dele, há de se buscar novas soluções para atendimento desta população, principalmente as pessoas com maior vulnerabilidade social e vítimas de abandono. Também participarão do encontro usuários dos serviços e familiares, trabalhadores da saúde, gestores, entidades sindicais e conselhos de classes, membros dos fóruns de saúde mental e comissões de reforma psiquiátrica, conselheiros da saúde, acadêmicos e movimentos sociais de todo Brasil, permeada pelo controle social e participação social.

Há 30 anos, um encontro entre trabalhadores da Saúde Mental, em Bauru, forneceu diretrizes para as políticas públicas do setor, em todo o País. Com isso, a cidade se tornou a precursora da implementação de uma rede de atendimento psiquiátrico voltado à socialização dos pacientes. 

Em décadas passadas, pacientes do Brasil inteiro eram abandonados em hospitais de Bauru, devido à proximidade da ferrovia. Muita coisa mudou de lá para cá. Já existem atividades substitutivas à internação propriamente dita, como os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e as residências terapêuticas. Entretanto, estas políticas públicas voltaram a ser ameaçadas pelo atual governo. O Encontro terá uma programação pautada na resistência e na busca por novos caminhos para a saúde mental.

 

Programação:

 

08/12 (sexta-feira) – Eixo do Encontro: Democracia e luta antimanicomial.

Manhã – Abertura do Encontro de Bauru (USC).

Tarde – Rodas de conversa: Caravana de Direitos Humanos (Defensoria Pública).

Noite – Ato público na cidade (Praça Rui Barbosa).

 

09/12 (sábado) – Manhã – Rodas de conversa (USC).

Tarde – Plenária final.

Noite – Programação cultural: Parque Vitória Régia.

 

Em ambos os dias haverá a Feira de Economia Solidária, Prêmios Arthur Bispo do Rosário e Carta de Bauru.

 

RODAS DE CONVERSA

 

Todas as rodas de conversa têm como proposta discutir balanço, desafios e estratégias de luta e resistência na perspectiva de construção de propostas para a Plenária Final do Encontro de Bauru.

 

Os temas das rodas de conversa são:

 

TEMA 1: Cuidado em liberdade: a RAPS que queremos

- Reafirmando a defesa radical do cuidado em liberdade, o Encontro vai dialogar sobre diferentes serviços da RAPS e o que queremos para eles.

 

TEMA 2: Por uma reforma psiquiátrica antimanicomial: desafios e impasses para os movimentos sociais

- Analisar a conjuntura e a situação atual da reforma psiquiátrica antimanicomial e dos movimentos sociais no país e nos estados e buscar caminhos para construir uma agenda ampliada.

 

TEMA 3: Trabalho em saúde e enfrentamento da precarização

- Discutiremos sobre a situação atual dos processos de trabalho, considerando as terceirizações e as parcerias com entidades da sociedade civil, entre outros elementos.

 

TEMA 4: Contra a maré: velhos e novos problemas da institucionalização

- Vamos buscar reconhecer, refletir e debater sobre os modos de institucionalização que ainda se mantém, como os manicômios, e sobre as novas formas de institucionalização, como as comunidades terapêuticas, nos diferentes estados, propondo formas de resistência.

 

TEMA 5: Justiça e garantia de direitos

- A partir da discussão sobre o que é justiça e do cenário de violação de direitos, a proposta é problematizarmos situações diversas, incluindo a da pessoa com experiência de sofrimento psíquico em conflito com a lei. 

 

TEMA 6: Loucos como sujeitos de direitos

- Considerando a histórica bandeira da luta antimanicomial pelo reconhecimento do louco como sujeito de direitos, dialogar sobre importantes direitos como o direito à vida 

 

TEMA 7: Comunicação e cultura

- Vamos refletir e dialogar sobre o imaginário social e sobre as coberturas das mídias, a grande mídia e as alternativas, em relação à temas da saúde mental, e também construir estratégias para divulgação de experiências de usuários e familiares nos serviços substitutivos.

 

TEMA 8: Infância e juventude

- Dentre os temas que iremos discutir, estão questões da estigmatização, da medicalização, das internações em instituições manicomiais. Além disso, vamos conversar sobre como fomentar protagonismo, como defender o ECA e como pensar em ações intersetoriais.

 

TEMA 9: Álcool e outras drogas

- Vamos debater sobre temas importantes as consequências de uma guerra às drogas para a sociedade, a violência das internações compulsórias e outras ações públicas. Também iremos dialogar sobre o antiproibicionismo, as estratégias de cuidado de baixa exigência, a redução de danos, dentre outros.

 

TEMA 10: Políticas públicas em tempos de desmonte dos direitos sociais

- Em tempos de retrocesso e de desmonte das políticas públicas e direitos sociais, vamos buscar fazer uma análise sobre os impactos atuais.

 

TEMA 11: O direito à diferença: a luta contra as opressões

- Vamos conversar sobre as situações de violação de direitos e violências cotidianas vividas por mulheres, população LGBT, negros, povos indígenas, e tantos outros. E vamos debater sobre como podemos trabalhar para construir uma sociedade em que as diferenças possam conviver.

 

TEMA 12: O direito a cidade: Luta Antimanicomial e intersetorialidade

- Queremos defender e buscar garantir o direito a habitação, a mobilidade, a cultura e a tantos outros direitos. Construir uma reforma psiquiátrica antimanicomial passa pelo diálogo com a rede intersetorial.

 

TEMA 13: Geração de trabalho e renda e Economia Solidária

- Vamos reafirmar o direito ao trabalho e discutir o fortalecimento das iniciativas de geração de trabalho e renda na perspectiva da Economia Solidária para os usuários e familiares dos serviços substitutivos.

 

TEMA 14: Medicalização da sociedade

- A patologização da vida e a prescrição e uso indiscriminado de medicações é um problema atual. Vamos debater sobre isso e construir reflexões e formas de resistência frente a isso. 

     

Fonte: Assessoria de Comunicação Sinfarmig

Publicado em 30/11/17

 

 

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa determinou a proibição do medicamento Hormotrop nas concentrações de 4UI e 12UI por apresentar características divergentes das que foram registradas. Com isso, fica proibida a distribuição, o comércio e o uso do medicamento. Os lotes CA 30655 Hormotrop 4UI, acompanhado do diluente de lote 001026443, Hormotrop 12UI eCC60278, pó liófilo injetável, e Hormotrop 12UI com diluente lote 13010899 na composição. Também foi determinada a apreensão e inutilização do produto em todo o Brasil.

Composição divergente do registro

A empresa Laboratório Químico Farmacêutico Bergamo Ltda, que possui o registro do medicamento HORMOTROP nas concentrações de 4UI e 12 UI (pó liofilizado + diluente), identificou a falsificação dos lotes em questão. Os produtos apresentaram características divergentes daquelas registradas na Anvisa e não são fabricados pela empresa. Trata-se, portanto, de uma falsificação.

Lotes falsificados

Hormotrop 4UI, lote CA 30655, acompanhado do lote de diluente 001026443

Hormotrop 12UI, pó liófilo injetável, contendo em sua composição o diluente lote 13010899

Hormotrop 12UI pó liófilo injetável, lote CC60278

 

Fonte: Anvisa

Publicado em 29/11/17

 

 

 

A etapa nacional da 1ª Conferência Nacional de Vigilância em Saúde, que aconteceria de hoje a 1º de dezembro, em Brasília, teve de ser adiada. O Conselho Nacional de Saúde – CNS informou que a mudança de data foi a solução encontrada para resolver problemas que ocorreram durante a licitação. Empresas participantes do processo entraram com recursos e os prazos legais para a conclusão do processo licitatório inviabilizaram a realização da conferencia na data prevista. Todas as providências possíveis estão sendo tomadas para amenizar os transtornos causados aos participantes que se preparavam para os debates.

A 1ª CNVS reuniria cerca de 2000 na capital federal para discutir e criar uma política nacional de fortalecimento das ações de vigilância em saúde no Sistema Único de Saúde (SUS). A vigilância em saúde inclui a sanitária, epidemiológica, ambiental e de saúde do trabalhador, com atividades de prevenção e promoção da saúde. Com as ações da área, é possível obter informações e intervir para reduzir riscos de doenças e promover a qualidade de vida.

Para o CNS através da democracia participativa e de um debate concreto em torno da proteção, promoção e vigilância em saúde, será possível somar forças políticas e sociais para garantir uma política nacional de vigilância em saúde para todos.

O tema central “Vigilância em Saúde: Direito, Conquistas e Defesa de um SUS Público de Qualidade” foi precedida de etapas preparatórias, realizadas em todos os estados brasileiros que reuniram propostas apresentadas por participantes de municípios e macrorregiões locais.

Também ocorreram conferências livres organizadas pelos mais diversos públicos, como pessoas em situação de rua, acadêmicos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), população do campo, da floresta e das águas, movimento LGBT e povos ciganos com a finalidade de se discutir necessidades específicas sobre vigilância em saúde.

Em 2018, a 1ª CNVS reunirá as propostas aprovadas em todas as fases quando serão apresentadas e defendidas pelos delegados eleitos e convidados (no caso das conferências livres) em cada uma das etapas. A conferência nacional conta com um site específico para informações sobre o tema www.cnvs.org.br

Fonte: CNS

Publicado em 28/11/2017

 

 

 

A Sociedade Brasileira de Farmacêuticos em Oncologia - Sobrafo está realizando uma pesquisa com a finalidade de traçar o perfil do profissional que atua na área no Brasil. Este trabalho é inédito na entidade e pretende mostrar as diferentes realidades existentes no país além de reunir subsídios para futuras ações da sociedade. A contribuição dos farmacêuticos é de extrema importância para que os resultados sejam representativos.

O questionário possui 78 questões que tem previsão de 10 minutos no máximo para conseguir responder. Ao finalizar é importante clicar em “Concluído”. O questionário ainda está disponível, mas mesmo que você receba o link mais de uma vez, é importante que seja respondido somente uma.

As instituições que tiverem mais de um farmacêutico na área de oncologia devem estimular seus profissionais de modo que todos respondam ao questionário.

Para participar da pesquisa, clique no link https://pt.surveymonkey.com/r/diagnosticosobrafo

Confidencialidade: O questionário é anônimo. As informações obtidas serão utilizadas somente para determinar o perfil da profissão na oncologia. Os resultados serão posteriormente publicados e divulgados pela Sobrafo.

 

Fonte: Sobrafo

Publicado em 27/11/17

 

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