Mais de R$ 8 milhões para pesquisas na área de saúde em Minas

Programa de Pesquisa para o SUS acaba de ser lançado


Investimento na qualificação estratégica da inovação e excelência na área de saúde. Essa é a proposta do edital PROGRAMA DE PESQUISA PARA O SUS (PPSUS) 2012 que acaba de ser lançado, chegando este ano à sua oitava edição.

O programa é fruto de uma parceria firmada entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais – FAPEMIG, o Ministério da Saúde (MS), e a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais – SES/MG. Serão destinados mais de R$8 milhões para o desenvolvimento das propostas aprovadas.


Nesta edição os projetos deverão ter foco no aprimoramento das ações de atenção à saúde, inovação e qualidade da gestão, divididos em cinco linhas temáticas: Regionalização, Redes e Planejamento, Assistência, Recursos Humanos, Monitoramento e Avaliação, Financiamento. O edital é voltado para Entidades Científicas, Tecnológicas e de Inovação – ECTIs, localizadas no Estado de Minas Gerais e cadastradas na FAPEMIG.


O presidente da FAPEMIG, Mario Neto Borges, destaca a importância do diálogo direto com pesquisadores e instituições da área de saúde. “Considerando que os recursos do Programa são para financiar pesquisa em áreas prioritárias de atendimento à saúde no Estado, a iniciativa se reveste de importância crucial com vistas à alocação de recursos na busca de soluções de problemas de saúde pública específicos de Minas Gerais. Faz parte da política de Governo que as entidades se articulem”, diz.


As propostas devem ser encaminhadas pelo aplicativo AgilFAP, no endereço www.fapemig.br/agilfap, e ao DECIT/SCTIE/MS, por meio do formulário de propostas online, disponível na página do Ministério da Saúde, no endereço www.saude.gov.br/sisct. O recebimento dos projetos acontecerá até o dia 8 de outubro de 2012.


O edital pode ser conferido aqui. Outras informações pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..


Mais informações: http://goo.gl/sSqse
 

Fonte: Fapemig

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, no Diário Oficial da União (DOU), desta sexta-feira (3/8), a consulta pública n° 49/2012 referente aos critérios para peticionamento de Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE) e de Autorização Especial (AE) de farmácias e drogarias.


O prazo de 30 dias para o envio das sugestões ao texto da proposta passa a valer na próxima sexta-feira (10/8), encerrando, portanto, no dia 8 de setembro deste ano.


O objetivo da Agência é estabelecer os critérios relativos à concessão, renovação, cancelamento a pedido, alteração e retificação de publicação de AFE e AE.


As sugestões devem ser enviadas eletronicamente por meio de formulário específico, disponível no link http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=9085 ou por escrito para o seguinte endereço: Agência Nacional de Vigilância Sanitária/UNAFE, SIA trecho 5, Área Especial 57, Brasília-DF, CEP 71.205-050.

Mais informações: http://goo.gl/A8qhp

Fonte: Anvisa

Vigilância Sanitária pretende fechar o cerco às farmácias e fazer valer exigência de prescrição para essas drogas. Meta é sensibilizar drogarias e reforçar as penalidades da venda sem receituário, sem criar uma nova lei


O hábito de ir à farmácia e comprar remédios de tarja vermelha (como anticoncepcionais, anti-inflamatórios e drogas para hipertensão) sem apresentar a receita médica pode acabar.


A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) pretende fechar o cerco às farmácias para fazer valer, na prática, a inscrição "vendido sob prescrição médica" impressa nas tarjas vermelhas. O alerta sinaliza a existência de contraindicações e risco de efeitos colaterais graves.


"Estamos preparando um esforço para informar as ações que as vigilâncias sanitárias devem fazer. Dizer 'a venda de medicamentos de tarja vermelha sem receita é uma infração sanitária de tal ordem e a penalidade é tal'. Essa é uma cultura que tem de acabar", afirmou o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, à Folha.


Segundo uma lei de 1977, a venda de medicamentos tarjados sem a prescrição sujeita o estabelecimento a advertências, multas, interdição e cancelamento de licença.


Mas, como a receita não fica retida na farmácia, é raro que a prescrição seja cobrada. A exigência de retenção de receita existe para drogas controladas (tarja preta) e, desde 2010, para antibióticos.


REGULAMENTAÇÃO


Barbano afirma acreditar que é possível resolver a equação sem nova lei, apenas pela sensibilização das vigilâncias e farmácias.


"Vamos dar um tempo para o segmento se sensibilizar. Se não funcionar, a Anvisa pode tomar medidas do ponto de vista regulatório."


Para Gustavo Gusso, professor de clínica geral da USP, é boa a ideia de exigir receita para remédios como o anticoncepcional, mas ele ressalva que no país há dificuldades de acesso a médicos que precisam ser superadas.


"Onde não existe médico, ou vai ter um médico para assinar receitas uma vez por mês ou vai acontecer outra coisa. Entre o ideal e o real existem muitas opções", diz.


Sérgio Mena Barreto, presidente-executivo da Abrafarma (associação que reúne farmácias e drogarias), tem opinião semelhante. "É simples o governo dizer: 'É um problema na farmácia'. Não é, é um problema da sociedade brasileira toda. É um problema de acesso." Para ele, a saída envolve a modernização do sistema de receituário.


Mas, segundo Antonio Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, aumentar as idas ao médico para obter a receita se justifica pelo desestímulo à automedicação.


Uma forma de limitar as consultas ao necessário, acredita, seria fazer receitas com datas de validade mais alongadas, de até seis meses.


RASTREABILIDADE


A Anvisa também trabalha na revisão e atualização da lista das drogas isentas de prescrição e na revisão da portaria que regula a venda dos remédios controlados.


Segundo Barbano, a ideia é modernizar a venda das drogas controladas e amarrar o novo sistema de venda de cada categoria de remédio à implementação do rastreio dos remédios. Isso permitiria acompanhar os medicamentos da fábrica ao paciente.


Fonte: Folha de S. Paulo

O Senado aprovou nesta terça-feira, por unanimidade, projeto que extingue o pagamento de 10% sobre o montante do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) para o empregador nos casos de demissões sem justa causa.


A mudança não tem relação com a multa de 40% paga pelos patrões aos empregados nas demissões sem justa causa, como previsto pela legislação brasileira. No caso dos 10%, os recursos são destinados ao fundo, e não ao trabalhador.


O pagamento foi criado em 2001 para corrigir o saldo do FGTS. O projeto aprovado hoje acaba com a cobrança com o argumento de que as contas já foram sanadas --por isso não deve ser mantida.


Relator do projeto, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) disse que desde 2010 as contas do fundo estão equilibradas, motivo que justifica a extinção da multa.


"Era uma cobrança extra, provisória, tomada por decisão judicial para fazer um reequilíbrio das contas do FGTS. Desde então, esses valores excedem o fundo."


O projeto prevê que o fim do pagamento passe a vigorar no dia 1º de junho de 2013, quando Jucá calcula que o texto já terá concluído sua tramitação no Congresso.


Com a aprovação no Senado, o projeto segue para votação na Câmara.


Jucá disse que, em 2001, o pagamento "extra" ao FGTS foi criado cumprindo decisões judiciais que obrigaram o fundo a ressarcir empregados atingidos por antigos planos econômicos.


"As contribuições tiveram o expresso propósito de resolver o descompasso causado entre a correção dos saldos das contas individuais do FGTS determinada pelo Poder Judiciário em razão de planos econômicos específicos e o patrimônio do Fundo", afirmou o senador.


Fonte: Folha de S. Paulo

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