Se o prefeito Marcio Lacerda acredita que vai servir melhor à população de Belo Horizonte transferindo à iniciativa privada, por meio de Parcerias Público-Privada, diversos serviços tradicionalmente executados pela prefeitura, é quase certo que ele vai se decepcionar. A PPP não tem sido um grande sucesso em Minas, Estado pioneiro em sua implantação ...
no Brasil.


A ideia da PPP se fundamenta no chamado Consenso de Washington, um conjunto de medidas que orientaram a política do Fundo Monetário Internacional na década de 1990, até perder força com a crise financeira internacional iniciada nos Estados Unidos em 2008. No fundo, é a velha ideia do Estado mínimo, que se fundamenta na crença de que a iniciativa privada é mais eficiente que o governo para resolver os problemas sociais.


O governo de Minas tem até um portal para divulgar a PPP. Ali se lê que a Lei nº 14.868, assinada pelo governador Aécio Neves em dezembro de 2003, foi o primeiro instrumento dessa natureza no Brasil. Passados mais de oito anos, os números divulgados pelo governo não impressionam pelo que já foi realizado e sim, talvez, pela promessa de investimentos de R$ 10 bilhões até 2015. Seria mais impressionante se informasse onde tanto dinheiro será investido e por quem.


Diante do que se pode ler no portal do governo, o programa da prefeitura da capital se revela bastante ambicioso. Se a prefeitura se propõe a investir no ano que vem R$ 281 milhões em projetos PPP, quanto caberia aos parceiros privados, se é que eles existirão? Haverá certamente empresas interessadas em administrar os cemitérios da Paz e da Saudade, pois cuidar dos mortos sempre foi um bom negócio. Mas quem, além da prefeitura, vai pôr dinheiro na expansão do metrô?


Para quem sofre em filas de ônibus, parece muito pouco o que a própria prefeitura está disposta a investir em 2013: apenas R$ 10 milhões. Com esse dinheiro, em São Paulo, seriam construídos 25 metros de metrô. Mas raramente o prefeito fala em metrô, um meio de transporte eficiente, mas caro.


Marcio Lacerda parece mais interessado em resolver o problema do lixo, tanto que destina R$ 37 milhões à “aterragem de resíduos sólidos” em seu programa de parcerias. Esse é um projeto que merece atenção especial do governo de Minas, que acha que pode, por meio das PPPs, dar destinação correta, pelo menos, a 60% do lixo gerado na Região Metropolitana. Se a meta for atingida, é um bom começo para essas parcerias.


Fonte: Hoje em Dia

As doenças tropicais estão entre as principais responsáveis pela discrepante diferença entre a expectativa de vida nos países desenvolvidos e a registrada no terceiro mundo. Enquanto no Hemisfério Norte as pessoas vivem, em média, 78 anos, nos trópicos essa expectativa não passa de 51 anos.


As chamadas doenças negligenciadas - aquelas que, como o próprio nome indica, recebem pouca atenção por parte de governos e laboratórios - são a segunda causa de mortes em todo o planeta, mas seu impacto é mais devastador na África, América Latina e em outras regiões menos desenvolvidas.


"O Brasil é o segundo país com maior número de casos de hanseníase. Como poderemos virar um país de primeira classe se uma doença tropical ainda causa tantas mortes?”, questionou o professor da Faculdade de Medicina da UFMG Manuel Otávio da Costa Rocha. Ele participou, na manhã de hoje, da mesa-redonda Contribuição da CT&I para o desenvolvimento urbano, sustentabilidade e inclusão, que integra a programação do encontro preparatório para o Fórum Mundial de Ciência, que termina hoje na UFMG.


O evento recebe pesquisadores, médicos e outros interessados nos avanços tecnológicos na área de saúde nos países, entre eles o professor da Fundação Oswaldo Cruz Rodrigo Oliveira, que fez uma explanação sobre as as infecções tropicais. “São doenças que têm relação direta com o ambiente de precariedade em que essas pessoas vivem.

O contexto socioeconômico dos moradores de países subdesenvolvidos e o clima tropical, quente e úmido dessas regiões fazem com que doenças como esquistossomose, dengue, chagas, febre amarela, malária, leishmaniose e hanseníase apareçam em grande escala nesses locais”, explicou.


Tratamento

Para os pesquisadores que participaram da mesa, o tratamento das doenças tropicais exige forte investimento em pesquisas na área de medicamentos. “Há desinteresse da indústria farmacêutica em desenvolver remédios para doenças tropicais. A doença de chagas, por exemplo, tem medicamentos pouco eficientes e altamente tóxicos para o organismo humano.

Como ela ocorre mais em países subdesenvolvidos, os grandes laboratórios dos Estados Unidos e Europa não se interessam em pesquisar novos remédios para a doença, uma vez que eles costumam ser vendidos a preços baixos ou distribuídos gratuitamente pelos governos dos países pobres”, explicou Manuel Otávio.


Além de recursos financeiros, Rodrigo Oliveira sugere investimentos na formação de pesquisadores interessados em estudar as doenças tropicais. "Os grupos de pesquisa devem estar mais integrados e a divulgação das descobertas por veículos de comunicação de massa e sites das universidades também ajudam bastante”, defendeu Rodrigo Oliveira.


A dificuldade de acesso das populações ao atendimento e a falta de médicos também são problemas que precisam ser resolvidos. “A vacina, por si só, não resolve o problema. O acesso à saúde e à informação, o saneamento básico, tudo isso tem a ver com políticas públicas voltadas para o tratamento das doenças negligenciadas. Os desafios são grandes e precisamos muito da ação direta de políticas dos governos desses países”, concluiu Rodrigo Oliveira.


Fonte: UFMG



Farmº Rilke Novato Públio (D)



O diretor do SINFARMIG e vice-presidente da Federação Nacional dos Farmacêuticos, Farmº Rilke Novato Públio, foi um dos palestrantes no VIII Encontro Farmacêutico de Ribeirão Preto (VIII Enfarp), que nessa edição trouxe o tema "Tendências de mercado: do clássico ao inovador".

O evento foi realizado na Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de São Paulo, no campus de Ribeirão Preto, entre os dias 20 a 23 de outubro.


SINFARMIG na USP


Essa é a primeira vez que o SINFARMIG vai à USP para uma palestra. Segundo Rilke Novato, sua palestra abordou a "Empregabilidade e o Mercado Farmacêutico: Realidade e Perspectivas", e abordará tópicos relacionados à atividade profissional  e tem como desafio demonstrar  o momento positivo do mercado de trabalho farmacêutico.


O Evento


O VIII Enfarp acontece desde 1998 e é um evento científico de âmbito nacional, voltado para a área farmacêutica, que abrange temas relacionados com os principais campos de atuação do profissional e que estão em evidência na atualidade.

 


Acadêmicos de Farmácia da USP-Ribeirão Preto

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