A Federação Nacional dos Farmacêuticos - Fenafar volta a ocupar uma vaga como titular no Conselho Nacional de Saúde. A eleição realizada nesta terça-feira (27) renovou a composição do conselho e elegeu representantes de trabalhadores, usuários e gestores da área saúde para os próximo três anos.


O presidente da Fenafar, Ronald Ferreira dos Santos, que já representava a entidade na gestão que se encerrou, agora assume a representação como titular. Ronald salientou que o processo de eleição para o CNS demonstrou o fortalecimento do Fentas – Fórum das Entidades Nacionais dos Trabalhadores da Área da Saúde “porque ele [Fentas] conseguiu ser o polo articulador que permitiu, com uma discussão exaustiva, ampliada e democrática, viabilizar a participação de 36 organizações de trabalhadores da saúde – contempladas a comunidade científica. Foi um trabalho importante. Estas entidades que vão entrar no CNS assumiram esse mandato bastante fortalecidos”, avaliou.


Outro fator que merece destaque na avaliação do presidente da Fenafar foi a renovação da representação dos trabalhadores. “Houve uma renovação importante, que foi um dos critérios buscados pelo Fentas. A maioria das entidades eleitas vão exercer a titularidade pela primeira vez. O controle social, a democracia e o Fentas saem vitoriosos desse processo”, disse Ronald.


Todo o debate preparatório à eleição do CNS permitiu que as entidades farmacêuticas dialogassem e construissem apoios mútuos para garantir a representação no Conselho, na titularidade e na suplência. A Fenafar conseguiu apoio do CFF, da Feifar e da Enefar e também apoiou estas entidades que conquistaram representação na suplência do CNS.


A suplência da Fenafar será ocupada pela Federação Interestadual de Odontólogos – Fio e pela Federação Nacional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional – Fenafito.


Presidência do CNS


Na próxima reunião do CNS os novos conselheiros terão a responsabilidade de eleger a entidade que irá presidir o Conselho. “A Fenafar tem o compromisso de apoiar a eleição de um usuário ou usuária. O CNS já foi presidido pelo segmento de trabalhadores da área da saúde e por gestores. Agora é o momento de eleger um usuário.

Isso representa a autonomia do Conselho Nacional de Ssaúde como um espaço de fortalecimento do controle social. Um conselho que conta com a presença de diferentes segmentos da sociedade e que tem refletir esses segmentos na sua condução também”, afirmou Ronald Ferreira dos Santos, presidente da Fenafar.


Fonte: Fenafar

Farmacêuticos sindicalizados podem concorrer até 03/12/12



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O projeto que regulamenta o exercício da Medicina, o chamado Ato Médico, só voltará à pauta da  Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) depois de cinco dias em vista coletiva, pedida em reunião desta terça-feira ((27). A matéria era  o primeiro item a ser examinado, mas o senador João Capiberibe (PSB-AP) requereu tempo para análise mais detida do tema.

O substitutivo da Câmara (SCD 268/2002) a projeto de lei apresentado em 2002 pelo então senador Benício Sampaio vem provocando muita polêmica entre profissionais de saúde ao longo da última década.

O texto lista procedimentos que só poderão ser realizados por médicos, como a aplicação de anestesia geral, cirurgias, internações e altas. Também só caberá a médicos o diagnóstico de doenças e as decisões sobre o tratamento do paciente. A proposta define ainda as tarefas liberadas aos demais profissionais de saúde, entre elas a aplicação de injeções, curativos e coleta de sangue.

Em abril, a CE promoveu audiência pública para debater o tema. De um lado, estiveram os médicos, preocupados em delimitar seu espaço profissional. De outro, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas e demais profissionais da saúde, temerosos de que, com a proposta, os médicos assegurem exclusivamente para si uma série de tarefas, criando assim uma “reseva de mercado”.

Relator da matéria na comissão, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) é favorável à sua aprovação, por considerar que, no texto, não há restrições às atividades dos demais profissionais.

O projeto do Ato Médico foi apresentado no Senado em 2002 e aprovado em 2006, após uma série de audiências públicas promovidas pela então relatora da matéria, a senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO). Na Câmara, o texto foi aprovado em 2009, mas com uma redação modificada – e, por isso, retornou ao Senado, onde tramita agora.

No Senado, o substitutivo da Câmara foi aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) em fevereiro deste ano. A proposta, que ainda passará pela Comissão de Assutos Sociais (CAS), será votada de forma terminativa em Plenário.
Relator da matéria na CAS, o senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), fez defesa do projeto, argumentando que o texto equilibra os interesses de médicos e outros profissionais.


Fonte: Agência Senado


A diretora do SINFARMIG, Farmª Júnia Dark Vieira Lelis concedeu entrevista na manhã de hoje (26) para a Rede Minas sobre o aumento nas vendas de medicamentos genéricos no país.


Com dados da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (PróGenéricos), que mostra uma alta de 16,6% nas vendas, a farmacêutica explicou os principais fatores que contribuem para esse aumento.


Entre eles estão o fator econômico, já que os genéricos obrigatoriamente chegam ao mercado com preço pelo menos 35% mais barato do que os medicamentos patenteados e com a concorrência entre os fabricantes encontra-se variação de até 65% nos preços.


Outros fatores são a aceitação popular, o investimento em propaganda e campanhas de divulgação, o aumento do poder aquisitivo da população e consequentemente o maior consumo de produtos, bens e serviços.


E por último, mas de suma importância, a farmacêutica lembrou que várias marcas tiveram suas patentes expiradas, fazendo com que muitos medicamentos genéricos entrassem no mercado, sendo que alguns são campeões de venda, como sildenafil (disfução erétil) e atorvastatina (redução do colesterol).


Ainda de acordo com Júnia, percebe-se também um aumento nas receitas médicas com indicação para o uso dos medicamentos genéricos, o que contribui para que as pessoas optem pelos medicamentos com preços mais acessíveis, com qualidade, segurança e eficácia, iguais aos medicamentos de marca.


A matéria vai ao ar amanhã (27), no Jornal Minas 1ª edição, às 12h, com reprise no Jornal Minas 2ª edição, às 19h.
  

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