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Em visita pelo Brasil, a nova diretora da Organização Pan-americana de Saúde (OPAS), Carissa Etienne, conversou  com o Blog da Saúde. Primeiro país visitado oficialmente pela diretora, o Brasil é considerado por ela “líder em oferecimento ao acesso à saúde”. Etienne também destacou a atenção dada pelo Ministério da Saúde às populações residentes em áreas remotas, como as indígenas.

Blog da Saúde – De forma geral, como você vê o Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro?
Carissa Etienne – Eu acho que o Brasil é um líder em oferecimento ao acesso à saúde para a população. Uma saúde que não é apenas do cuidado, mas também está baseada na promoção, na prevenção e na reabilitação. É importante que o SUS tenha sido institucionalizado, estando na Constituição Federal com regulamentações que garantem o acesso da população ao atendimento de alta qualidade. É importante o envolvimento tanto no nível federal, como estadual e municipal. Esse modelo de estrutura de governança, além de garantir a participação, aponta o nível de responsabilidade de garantir que esse acesso seja oferecido.

Acho que, nos últimos anos, o SUS conseguiu ter muito sucesso ao fazer uma extensão desse cuidado, uma extensão a populações bastante remotas, como suas populações indígenas que vivem em áreas distantes. É importante destacar esse compromisso com todas as pessoas.

BS – É possível dizer que o Brasil tem avançado em políticas de saúde pública?
CE – Vocês já responderam a muitas questões de desenvolvimento. Através da instituição desse sistema, vocês têm conseguido resolver questões de pobreza e desigualdade. Então, eu acho que é um grande sucesso, que os brasileiros podem ter orgulho e também é muito importante dizer que o Brasil pode ajudar outros países. O Brasil pode apresentar alguns dos seus melhores casos, experiências, para que os outros também possam aprender com o que vocês têm a oferecer.

BS – Como o exemplo brasileiro pode contribuir com as prioridades de ação da OPAS para a América Latina e Caribe?
CE – Nas reuniões da OPAS, os países membros decidem as prioridades, e temos agenda para as Américas – o que nos leva até 2017. Nesse planejamento, a ênfase está na redução da desigualdade, atenção às questões sociais da saúde, como as doenças não-transmissíveis e as doenças transmissíveis, o acesso ao serviço de saúde. Ou seja, muitas das questões que o Brasil já está trabalhando e que está obtendo bons resultados. Estas são as prioridades para o resto da região e outros países.

Não é sempre que se pode implementar tudo que acontece em um país para outro país. Mas, com base na região Pan-Americana e na solidariedade que existe entre os países, existe uma troca ativa de experiências e uma troca de informações. O Brasil tem um programa muito bom de cooperação SUL-SUL. E através desse programa, ele ajuda a contribuir com a região da América Latina e do Caribe. E, muito além disso, com os países de língua portuguesa na África.

Eu acho que a cooperação social no Brasil constrói dignidade, constrói capacidade, mas é uma experiência de aprendizado para o Brasil e para os países que estão recebendo essa cooperação técnica. Acho que isso deixa capacidades nos países onde esta cooperação está acontecendo. É verdade que o Brasil tem influência positiva nesses países da cooperação Sul-Sul.

BS – Aproveitando a proximidade do Dia Internacional da Mulher, Diretora, como a senhora enxerga as políticas de saúde da mulher desenvolvidas no Brasil?
CE – Não posso dizer que eu conheço todas as políticas de saúde da mulher desenvolvidas aqui, mas eu sei que, na Saúde, a Rede Cegonha prioriza a saúde das mulheres. Que presta atenção especial para trazer os cuidados para a mulher, garantido que suas necessidades especiais sejam atendidas.

Eu acho que isso também está representado nos sucessos na redução de desnutrição, com a redução da mortalidade materna e também diminuindo as taxas de mortalidade infantil. Eu acho que tudo isso indica que vocês realmente deram prioridade na saúde da mulher.

Jéssica Macêdo / Blog da Saúde

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Nesta sexta-feira, 01, a diretoria da Federação Nacional dos Farmacêuticos iniciou seu Seminário Planejamento Estratégico. O objetivo do seminário e fazer um balanço do planejamento realizado anteriormente e definir, a luz das resoluções do último congresso, as ações prioritárias para a entidade no próximo período.

A abertura do seminário contou com a participação da diretora de mulheres da CTB, Doquinha, que propôs aos presentes uma reflexão sobre a organização e estrutura sindical que devem ser pensadas para articular as ações e objetivos das entidades.

“A estrutura é a coluna vertebral do processo. Na estrutura sindical temos os sindicatos, que são as organizações de base do movimento, entidades de primeiro grau, através do qual nos organizamos como categoria profissional com uma relação direta com os trabalhadores. Atualmente a legislação diz que a estrutura sindical deve observar um sindicato por categoria. A unicidade sindical. A estrutura federativa e confederativa são entidades de grau superior, que reúnem sindicatos, ou seja a relação destas entidades não se dá diretamente com o trabalhador, mas com as entidades sindicais”, explicou Doquinha.

A diretora da CTB salientou que ao definir ações a serem desenvolvidas e metas a serem atingidas é preciso levar em conta esta estrutura. “Na hora de planejar nossas atividades – no caso da federação – é preciso levar em conta que quem vai executar essa ação são os sindicatos, pois são eles que estão ligados à base”, afirmou.

Doquinha destacou que a organização sindical é a atividade meio que dá funcionamento à estrutura sindical. “A organização sindical – as instâncias de debate da diretoria, conselho consultivo, plenárias, congressos – precisa dialogar com a estrutura. A organização deve elaborar referenciais teóricos a serem utilizados na estrutura sindical visando a construção de ações política”.

Especificamento no caso do papel da federação, Doquinha destacou que “é de elaboração teórica e orientação política da categoria na busca pela valorização profissional, desenvolvendo campnahs nacionais que articule ação do profissional com a sociedade, defesa intransigente dos direitos dos seus associados e sintonia com o conjunto do movimento sindical”.

Ela conclui dizendo que “precisamos refletir sobre o nosso papel, que é fundamental pela relação que construímos com o outro, com a sociedade e com o mundo”.

Em seguida, a tesoureira da Fenafar, Célia Chaves, fez um breve balanço das ações desenvolvidas pela Federação a partir da análise do Planejamento Estratégico elaborado na gestão anterior.

Seminário Suely Galdino.

O presidente da Fenafar, Ronald Ferreira dos Santos, lembrou de uma perda importante que os farmacêuticos tiveram no último período. "Perdemos uma pessoa que sempre lutou para que os farmacêuticos ocupassem espaços relevantes na sociedade. A professora Suely Galdino é uma referência na adoção do conhecimento para transformar a realidade. Nós da Fenafar nos espelhamos nela ao buscar usar nossa arte e nosso conhecimento para transformar a realidade", afirmou.

Ronald em seguida propôs que para homenageá-la, o seminário de planejamento estratégico receberá o nome de Professora Suely Galdino.

Renata Mielli, de Guarulhos

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Tel.: (31) 3212-1157 | Fax. (31) 3212-1936
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