Nesta quarta-feira, 20, a Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade o Projeto de Lei 4135/12 que determina a presença do farmacêutico nas unidades do Sistema Único de Saúde. O projeto, de autoria da Senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM) prevê que as Unidades de Saúde do SUS, que dispõem de farmácias, drogarias ou dispensários de medicamentos, ficam obrigadas a manter em seus quadros, profissional farmacêutico habilitado e inscrito no respectivo Conselho Regional de Farmácia.

A senadora Vanessa Grazziotin considerou a aprovação do seu projeto na CSSF da Câmara um passo importante para o reconhecimento da importância da Assistência Farmacêutica. “A assistência farmacêutica constitui um grupo de atividades relacionadas com o medicamento, destinadas a apoiar as ações de saúde demandadas por uma comunidade. Envolve o abastecimento de medicamentos em todas e em cada uma de suas etapas constitutivas, a conservação e controle de qualidade, a segurança e a eficácia terapêutica dos medicamentos, o acompanhamento e a avaliação da utilização, a obtenção e a difusão de informação sobre medicamentos e a educação permanente dos profissionais de saúde, do paciente e da comunidade para assegurar o uso racional de medicamentos. Daí, a imprescindibilidade da presença deste profissional nas unidades básicas de saúde do SUS”.

Por ocasião da aprovação, a deputada Alice Portugal (PCdoB/BA) – presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Assistência Farmacêutica – fez pronunciamento sobre o tema. “Trata-se de uma vitória da sociedade brasileira, uma vez que a assistência farmacêutica constitui uma das atribuições do SUS e está intrinsecamente ligada à promoção da saúde”, avaliou.

Com a medida, destaca Portugal, “a Administração Pública, além de estar obrigada a observar a lei, em face do princípio da estrita legalidade que rege a atuação administrativa, deve oferecer serviços de qualidade para que a atenção à saúde seja cada vez mais aprimorada. A assistência farmacêutica, efetivada pelo profissional competente para isso, o farmacêutico, deve ser prestada de forma adequada em todos os serviços de saúde que dispensem medicamentos, principalmente naqueles que estão sob a responsabilidade estatal. O medicamento bem utilizado é o recurso terapêutico de maior custo-efetividade, mas o uso inapropriado constitui um problema de saúde pública mundial”.

Tramitação

A Proposta tramita em regime de prioridade e em caráter conclusivo. O PL continua na Câmara e segue para a análise da Comissão de Finanças e Tributação e Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Leia, abaixo, a íntegra do pronunciamento da deputada Alice Portugal

Senhor Presidente,

Senhoras e Senhores Deputados.

Na condição de Presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Assistência Farmacêutica, quero parabenizar a Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados e a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM) pela aprovação do Projeto de Lei nº 4.135/2012, da ilustre senadora, que torna obrigatória a assistência de técnico responsável na assistência farmacêutica realizada no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Trata-se de uma vitória da sociedade brasileira, uma vez que a assistência farmacêutica constitui uma das atribuições do SUS e está intrinsecamente ligada à promoção da saúde.

Há anos os profissionais de farmácia lutam para mudar esta situação que perdura no Sistema Único de Saúde, onde boa parte das unidades de saúde pública do país não conta com o farmacêutico como responsável por essa assistência. Tal ausência faz com que o manuseio de produtos farmacêuticos seja feito por pessoas que não possuem a qualificação adequada para o exercício dessa função, gerando riscos para a saúde da população.

Está mais do claro que o objetivo principal desta proposição aprovada é melhorar a assistência farmacêutica no âmbito dos serviços públicos de saúde que realizam dispensação de medicamentos, com reflexos positivos em todo o sistema público de saúde.

No Brasil, apesar de existir exigência legal para a presença do farmacêutico durante todo o período de funcionamento de farmácias e drogarias, muitas unidades do Sistema Único de Saúde que prestam serviços que envolvem a assistência farmacêutica não contam com a presença do responsável técnico legalmente habilitado para essa importante função. Esta ausência prejudica a qualidade da assistência no âmbito do SUS e, consequentemente, uma maior aproximação da atenção à saúde e o seu ideal.

A Administração Pública, além de estar obrigada a observar a lei, em face do princípio da estrita legalidade que rege a atuação administrativa, deve oferecer serviços de qualidade para que a atenção à saúde seja cada vez mais aprimorada. A assistência farmacêutica, efetivada pelo profissional competente para isso, o farmacêutico, deve ser prestada de forma adequada em todos os serviços de saúde que dispensem medicamentos, principalmente naqueles que estão sob a responsabilidade estatal. O medicamento bem utilizado é o recurso terapêutico de maior custo-efetividade, mas o uso inapropriado constitui um problema de saúde pública mundial.

O farmacêutico é o profissional que melhores condições reúne para garantir a qualidade de um medicamento, pois tem a sua formação dirigida ao medicamento. Sem o farmacêutico, todo o programa de Assistência Farmacêutica resultaria inevitavelmente, em má qualidade. Além da missão de informar sobre o uso correto de medicamentos, o farmacêutico tem o importante papel de formar o cidadão sobre todas as questões que envolvem a saúde: desde o perigo da automedicação, até os cuidados que devem ser tomados para a eficácia do tratamento. É através da prática da Assistência Farmacêutica que o cidadão tem acesso total aos conhecimentos do farmacêutico, assegurando o acesso a informações vitais para um tratamento eficiente.

Um medicamento utilizado de forma incorreta ameaça a saúde e põe em risco a vida de quem assim age. O maior índice de intoxicações humanas registradas no país tem origem com o uso indevido de medicamentos. Por isso, é importante estar atento à utilização correta de medicamentos, através da consulta médica e orientação do farmacêutico - responsável pela qualidade do tratamento.

O Projeto de Lei aprovado hoje pela Comissão de Seguridade Social e Família e já votado pelo Senado Federal significa uma vitória não apenas dos farmacêuticos e dos profissionais de saúde que se preocupam com o aprimoramento e a eficiência do Sistema Único de Saúde, mas também uma grande vitória da sociedade, pois garante melhor qualidade dos serviços de saúde que lhes serão oferecidos.

Parabenizo, pois, a senadora Vanessa Grazziotin, o relator da proposta na CSSF, deputado Dr. Jorge Silva, e todos os membros da Comissão de Seguridade Social e Família pela aprovação desta proposta.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (19/3), o edital para realização de concurso público para preenchimento de 314 cargos de nível médio e superior. O certame será realizado pelaCetro Concursos Públicos, Consultoria e Administração.


Todas as vagas disponíveis são para a sede da Anvisa em Brasília (DF). Entre os cargos de nível superior, há 157 vagas para o cargo de Especialista em Regulação e Vigilância Sanitária, com remuneração inicial de R$ 10.019,20, e 29 vagas para o cargo de Analista Administrativo, com remuneração inicial de R$ 9.263,20. Já para os cargos que exigem nível médio, serão oferecidas 100 vagas para o cargo de Técnico em Regulação e Vigilância Sanitária (remuneração inicial de R$ 4.984,98) e 28 vagas para o cargo de Técnico Administrativo (remuneração inicial de R$ 4.760,18).

A aplicação das provas está prevista para o dia 2 de junho de 2013 nas cidades de Aracaju (SE), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), João Pessoa (PB),Macapá (AP), Maceió (AL), Manaus (AM), Natal (RN), Palmas (TO),Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO), Recife (PE), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Luís (MA), São Paulo (SP), Teresina (PI) e Vitória (ES).

Para os cargos de nível superior, o concurso público será constituído de duas etapas. Além das provas objetiva e discursiva, a segunda etapa será constituída pelo Curso de Formação Profissional, de caráter eliminatório e classificatório, com carga horária de até 160 horas.

Inscrições

As inscrições serão realizadas exclusivamente pela internet, no endereço eletrônico da Cetro Concursos (www.cetroconcursos.org.br), no período entre 09 horas do dia 20 de março de 2013 e 16 horas e 59 minutos do dia 10 de abril de 2013, observado o horário oficial de Brasília (DF).

As taxas de inscrição serão de R$ 50,00 para os cargos de nível médio e de R$ 70,00 para os cargos de nível superior.

Fonte: Anvisa

A Anvisa publicou, sexta-feira (15/3), a norma que estabelece as Boas Práticas de Fabricação (BPF) para os produtos fitoterápicos tradicionais. Boas Práticas de Fabricação são regras que definem todos os procedimentos que devem ser adotados pelos fabricantes para a produção de um determinado produto.

O cumprimento das BPFs também são necessários para a obtenção do certificado pela Anvisa. A resolução RDC 13/2013 é a primeira regra voltada especificamente para os procedimentos de fabricação de produtos fitoterápicos tradicionais.

O novo texto tem aplicação imediata para os produtos que já existem no mercado e abre caminho para o estabelecimento de uma nova categoria de fitoterápicos que ainda está sendo discutida pela Anvisa. Na última semana, a Anvisa anunciou que vai debater novas regras de registro para o setor de fitoterápicos com a intenção de resgatar medicamentos de uso tradicional, valorizando a biodiversidade do país.

Os medicamentos fitoterápicos que não são notificados e não se enquadrarem na categoria de uso tradicional continuarão cumprindo a regra atual de BPF para medicamentos em geral, a resolução RDC 17/2010.

Confira a resolução RDC 13/2013.

“Ao persistirem os sintomas, um médico deverá ser consultado”. Já ouviu essa frase após o comercial de algum medicamento na TV? Ela alerta para um comportamento perigoso que é a automedicação com remédios livres de prescrição. Apostar em qualquer uma dessas drogas indicadas para diminuir dores, febres ou sintomas da gripe sem procurar um médico pode acabar mascarando uma doença e agravando o quadro do paciente.

“O principal risco está na pessoa fazer uso de medicamentos inadequados que, não correspondendo ao mal que deve ser combatido, podem mascarar um quadro clínico, agravando sua situação. Isso é muito comum em casos de apendicite, em que o indivíduo sente uma forte dor abdominal, podendo ser confundida com outros males. Nesse caso, o uso de um medicamento para dor amenizará os sintomas, podendo retardar o diagnóstico e evoluir para um quadro ainda mais delicado, como a apendicite supurada”, explica o endocrinologista do Hospital Belo Horizonte Dr. Celso Melo.

É preciso sempre lembrar que existem contraindicações muitas vezes não observadas antes de usar esses remédios. Além disso, alguns não podem ser usados em casos como a dengue. O uso indiscriminado também oferece riscos pois, apesar de não haver comprovação científica,  muitos pacientes relatam a diminuição do efeito do remédio com o uso excessivo. “Isso faz com que aumentem a dosagem sempre que forem tomar e esse é um comportamento muito arriscado. O Tylenol, por exemplo, usado em excesso pode levar a necrose do fígado”, alerta o especialista.

Portanto, o ideal é, mesmo para usar medicamentos livres de prescrição, consultar um médico. Contudo, caso ainda assim opte por usar algum remédio para amenizar sintomas, Dr. Melo aconselha uma medicação que já tenha costume de usar, como Dipirona ou Paracetamol. Mas, nesses casos, é imprescindível observar os sintomas e, não melhorando, procurar um médico.

“Qualquer analgésico simples poderia ser usado nos primeiros sintomas de uma determinada enfermidade. Mas é preciso observar a ocorrência dos sintomas e o período de realização do tratamento até a cura, pois em casos de uso muito prolongado sem sucesso, pode haver algo de errado . O uso de medicamentos gripais em quadros de infecção, como sinusite e pneumonia, vai retardar o diagnóstico, podendo piorar muito a infecção”, finaliza.

Fonte: UOL

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