O Plenário do Conselho Nacional de Saúde (CNS) aprovou em sua 243ª Reunião Ordinária, realizada nos dias 13 e 14 de março, a moção que repudia a presença do deputado federal Marcos Feliciano na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.
 
O repúdio teve como principal fundamento diversas manifestações públicas racistas, sexistas, homofóbicas entre outras que expressavam preconceito e discriminação contra grupos minoritários feitas pelo deputado. Manifestações que vão contra os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), que, entre outros, prima pela igualdade de tratamento, independente de cor, raça, credo, sexo, orientação sexual, respeitando as diferenças e especificidades.
 
"MOÇÃO DE REPÚDIO Nº 003, DE 14 DE MARÇO DE 2013.
 
O Plenário do Conselho Nacional de Saúde, em sua Ducentésima Quadragésima Terceira Reunião Ordinária, realizada nos dias 13 e 14 de março de 2013, no uso de suas competências regimentais e atribuições conferidas pela Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, pela Lei nº 8.142, de 28 de dezembro de 1990 e pelo Decreto nº 5.839, de 11 de julho de 2006, e
 
considerando que o acesso a saúde é um direito humano fundamental;
considerando que toda forma de preconceito discriminação e estigma gera exclusão social, diminuição de direitos e violência seja ela física, psíquica ou social;
considerando que entre os princípios do SUS – Sistema Único de Saúde do Brasil está a igualdade de tratamento, independente de cor, raça, credo, sexo, orientação sexual, respeitando as diferenças e especificidades;
considerando que ações afirmativas na saúde para populações com histórico de exclusão é uma forma de promover acesso as políticas públicas e garantia dos direitos humanos destas populações; e
considerando que a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal é um espaço de defesa destes direitos.
Vem a público repudiar:
 
A escolha para presidente desta comissão, o deputado federal Marcos Feliciano (PSC-SP) que por diversas vezes já expressou publicamente posições racistas, sexistas, homofóbicas, lesbofóbicas, transfóbicas e outras formas de preconceito e discriminação.
 
Plenário do Conselho Nacional de Saúde, em sua Ducentésima Quadragésima terceira Reunião Ordinária"
 
Fonte: CNS

SINFARMIG entra em recesso na Semana Santa

 

 

 

Comunicamos  que o Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais – SINFARMIG, não funcionará nos dias 28 e 29 de março de 2013 voltando às atividades normais no dia 1º de abril de 2013  às 8h.

Notificação 

 

 

A Portaria n° 2472/2010, do MS estabelece que os profissionais de saúde devem notificar todos os casos de Dengue às Secretárias Estaduais de Saúde, bem como os responsáveis por organizações e estabelecimentos públicos e particulares de saúde e de ensino.

 

 

 

 

A Dengue, juntamente com outras moléstias encabeça a Lista de Notificação Compulsória (LNC) e é responsabilidade e atribuições dos Farmacêuticos repassarem esses dados aos órgãos fiscalizadores.O MS disponibiliza canais de uso exclusivo dos profissionais de saúde para informações e notificações da doença.

 

 

 

 

 

 

 

O SINFARMIG conclama aos farmacêuticos a cerrarem fileiras na luta contra a DENGUE pois entende que somos o profissional que atua estrategicamente na linha de frente no campo da saúde sendo, portanto, imprescindível para vencermos essa batalha.

 

 

 

 

Disque Notifica: 0800 644 6645 / Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. 

 

 

Mais sobre a Dengue:www.combateadengue.com.br

 

www.dengue.saude.mg.gov.br

A área técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) indicou a permanência do medicamento emagrecedor à base de sibutramina no mercado brasileiro, após um monitoramento de um ano sobre os riscos do produto.

Em 2011, depois de um ano de debates, a agência impôs regras mais rigorosas para a venda do remédio. A validade da receita, por exemplo, foi reduzida de 60 dias para 30. A medida foi tomada em virtude da divulgação do maior estudo científico já feito sobre a sibutramina, com cerca de 10 mil pessoas em 16 países durante seis anos – foi concluído em 2009 –, que apontava que o medicamento aumentaria em 16% o risco de doenças cardiovasculares em pacientes com histórico prévio. Todos os indivíduos analisados tinham sobrepeso, obesidade e/ou diabetes tipo 2, além de fator de risco cardíaco.

O anúncio sobre a manutenção da venda da sibutramina foi feito na terça-feira (26) pelo diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, durante uma audiência pública da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, em Brasília. Esse parecer ainda será votado em reunião da agência, provavelmente na semana que vem, mas dificilmente será rejeitado, disse Barbano.

Segundo ele, nos 12 meses em que o remédio foi avaliado, não houve evidências do aumento de efeitos colaterais e riscos à saúde pelo uso. Apesar disso, durante o período de análise, houve um aumento no número de notificações sobre eventos adversos em decorrência do consumo – de duas para cinco por mês –, mas a maioria delas foi de baixa ou média gravidade, o que, de acordo com o diretor-presidente da Anvisa, indica que a venda do medicamento nas farmácias pode ser mantida com segurança.

A agência identificou também um crescimento nas prescrições de sibutramina, em razão de a validade da receita ter diminuído. Embora tenha havido essa elevação, os números sobre uso se mantêm abaixo do padrão registrado antes de 2011, quando foram adotadas essas novas medidas e proibidos os emagrecedores à base de anfetamina (anfepramona, femproporex e mazindol). Isso revela, segundo a Anvisa, que não houve uma migração dos consumidores após a suspensão.

Ex-antidepressivo estimula saciedade


O farmacêutico Ivan da Gama Teixeira, diretor técnico e vice-presidente da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag), contou que a substância surgiu como um antidepressivo. “Viram que a diminuição do apetite era um efeito colateral e o remédio passou a ser usado como emagrecedor”, explicou.

Contudo, o que a sibutramina faz no cérebro não é exatamente inibir o apetite, como é o caso dos remédios que foram proibidos. Na verdade, ela estimula a saciedade. “Na prática, o paciente fica satisfeito com menos comida”, resumiu o endocrinologista Walmir Coutinho, pesquisador que participou da pesquisa Scout (Sibutramine Cardiovascular Outcome Trial), que analisou as 10 mil pessoas.

Segundo os especialistas, o medicamento age sobre dois neuro transmissores: a serotonina e a noradrenalina. Esses neurotransmissores funcionam entre os neurônios, levando informações de um para o outro. Nesse processo, geram a sensação de saciedade.

Normalmente, isso ocorre em um curto período de tempo, e os neurotransmissores retornam para dentro das células – o que é chamado de recaptação. O que a sibutramina faz é retardar esse processo, ou seja, a serotonina e a noradrenalina ficam por mais tempo fazendo a ligação entre os neurônios e deixam o indivíduo saciado.

Efeitos colaterais

Coutinho afirmou que os cientistas ainda estão tentando entender mais detalhes sobre o funcionamento da substância. Por isso, ainda não se sabe explicar por que ocorrem os efeitos colaterais, que, segundo ele, podem ser boca seca, taquicardia e insônia.

A pesquisa Scout registrou ainda que, entre pessoas que já têm alto risco de doenças cardiovasculares – como infarto e derrame –, esse risco aumenta. No entanto, ainda não há explicação de como isso acontece no corpo humano.

Fonte: Bem Estar

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