Representantes de sindicatos, federações, centrais sindicais de trabalhadores e deputados lotaram o auditório do Ministério Público do Trabalho, em Belo Horizonte, nesta segunda-feira, 20/05, para um ato público proposto pelo MPT-MG contra o projeto de lei 4330/04, que derruba os limites para a terceirização do trabalho no Brasil. O Sinfarmig foi representado pela diretora Junia Dark Vieira Lelis. O MPT-MG abriu uma lista para abaixo-assinado contra o PL que pode ser acessado online. 

 

Atualmente, o PL da terceirização aguarda parecer na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados.   A reunião de instituições diversas foi considerada positiva pela presidente da Central Única dos Trabalhadores do Estado de Minas Gerais (CUT-MG), Beatriz Cerqueira.

 

“Acho importante o Ministério Público do Trabalho ter feito essa convocação porque reuniu os movimentos. Não estamos disputando bandeiras”, disse Beatriz, acrescentando que os movimentos sociais precisam de unidade e de pensar novas formas de luta porque a situação atual não é favorável às negociações envolvendo os trabalhadores.

 

Conforme a sindicalista, pautas conservadoras, como a do projeto 4330/04 que prevê a terceirização sem limites, estão sendo propostas à sociedade brasileira em nome de um discurso falso de modernização, inclusive a modernização da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). “Se o movimento sindical não perceber esse discurso e não fizer a disputa pela opinião pública, o resultado vai ser o avanço de mais pautas conservadoras”, alertou. 

 

A difusão do movimento contra o projeto de lei da terceirização, ampliando a discussão para a sociedade, também foi enfatizada pelo procurador chefe do MPT-MG, Helder Amorim. Ele reforçou que a proposta do deputado Sandro Mabel (PMDB-GO) traz mais insegurança jurídica para as relações de trabalho porque é sabido  que as contratações terceirizadas são as que têm os direitos mais negados nas ações judiciais.  

 

Entre as maiores perdas para os trabalhadores com a terceirização ilimitada, o procurador citou a redução do valor da remuneração e a dispersão das organizações sindicais, enfraquecendo a luta por novos direitos. “O projeto autoriza e incentiva a contratação de subcontratadas. Ele também reduz a responsabilidade, do tomador, pelas condições de saúde em seu estabelecimento, de solidária para subsidiária”, explicou Helder. Dessa forma, continua o procurador, os riscos para a saúde do trabalhador aumentam porque as empresas terceirizadas vão cortar os custos visando vender os serviços pelo preço mais baixo.

 

 Segundo estatísticas divulgadas pelo MPT, 80% dos acidentes de trabalho envolvem trabalhadores terceirizados, um contingente de cerca de 10 milhões de brasileiros. Em cada cinco acidentes com mortes, quatro são identificados entre os trabalhadores terceirizados.  

 

A desregulamentação jurídica advinda da aprovação do PL 4330/04, como lembrou o representante do Ministério do Trabalho e Emprego, Marcelo Campos, fará com que nem o MTE, nem o Ministério Público do Trabalho possam impedir a precarização das contratações.

 

As relações de trabalho terceirizadas são reguladas no país pela Súmula 331 do Superior Tribunal do Trabalho (TST) que, na opinião do procurador chefe do Ministério Público do Trabalho em Minas, Helder Amorim, representa um limite civilizatório colocado pela justiça e que é decorrente de discussões feitas ao longo dos anos pela sociedade.

 

Pela súmula 331 do TST, apenas as atividades meio e não a atividade principal das empresas podem ser terceirizadas, casos dos serviços de vigilância, conservação e limpeza. No setor público, a terceirização está disciplinada pelo decreto nº 2271/1997.

 

 Para a presidente da CUT-MG, Beatriz Cerqueira, no setor público, a ampliação da privatização, da forma que está no projeto de lei 3440/04, representa um enorme risco para a sociedade: “Como não há licitação na contratação pelas terceirizadas, poderá servir para fazer caixa 2 ou para contratar o parente e o vizinho” resumiu. 

  B

 

Concurso público para Farmacêutico na  Universidade Federal de Minas Gerais.

As inscrições no processo seletivo podem ser realizadas de 10 a 24 de maio 2013.

Cargo: FARMACÊUTICO

Nível de Classificação E, Nível de Capacitação I, Padrão 01.

Vagas: 03

Renumeração: R$ 3.138,70

Requisito para investidura: Curso superior de Farmácia e registro no órgão competente.

Atribuições do cargo: Realizar tarefas específicas de desenvolvimento, produção, dispensação, controle,armazenamento, distribuição e transporte de produtos da área farmacêutica tais como medicamentos,alimentos especiais, cosméticos, imunobiológicos, domissanitários e insumos correlatos; realizar análises clínicas, toxicológicas, fisioquímicas, biológicas, microbiológicas e bromatológicas; orientar sobre uso de produtos e prestar serviços farmacêuticos; realizar pesquisa sobre os efeitos de medicamentos e outras substâncias sobre órgãos, tecidos e funções vitais dos seres humanos e dos animais. Assessorar nas atividades de ensino, pesquisa e extensão.


Inscrição

Através da internet no link https://www.ufmg.br/

Período de inscrição: de Sexta-Feira, 10 de Maio de 2013 à Sexta-Feira, 24 de Maio de 2013.
Valor da taxa de inscrição: Nível E - R$ 120,00

 Farmacêuticos sindicalizados não percam esta oportunidade!!!  

Sinfarmig em parceria com o Grupo Ideal sortearão 1 bolsa integral preparatória para o concurso público para farmacêutico na UFMG

 

Informações sobre o preparatório:

 

 http://www.grupoidealbr.com.br/ver_preparatorio.php?id=167

 

Quantidade de bolsas: 01

 

Data do sorteio: 20/05/2013

 

 

undefined

Os deputados federais Newton Lima (PT-SP) e Dr. Rosinha (PT-PR) protocolaram no último dia 18 um projeto que trata da revisão da lei de patentes. O objetivo da proposição é “limitar a duração do prazo das patentes, acrescentar objetos que não são considerados invenções, alterar o rigor dos critérios de patenteabilidade, criar o mecanismo de oposição contra pedidos de patentes, modificar o dispositivo sobre a anuência prévia da Anvisa, tratar da proteção de dados de testes farmacêuticos na forma de concorrência desleal, e instituir o mecanismo do uso público não comercial”.

Na avaliação do Grupo de trabalho sobre propriedade intelectual – GTPI, ligado a REBRIP – Rede Brasileira de Integração dos Povos e a ABIA – Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids, a proposta se aproxima muito do que a sociedade civil vem pleiteando ao longo destes quase 20 anos da lei de patentes no Brasil.

O PL 5402/2013 para revisar a lei de patentes, foi apresentado ao Plenário da Câmara dos Deputados e ainda aguarda distribuição para comissões, que devem ser as Seguridade Social e Família – CSSF; de Desenvolvimento Econômico, Industria e Comercio - CDEIC e Constituição e Justiça – CCJ.

Para conhecer a íntegra da proposta clique aqui.

8 pontos

O GTPI-Reprib destaca 8 pontos que considera importante no projeto:

 

1) não extensão de período de proteção da patente;

2) não patenteamento de segundo uso e polimorfos e outras "inovações" incrementais;

3) oposição de terceiros a pedido de patentes;

4) proteção de dados de teste;

5) anuência prévia da ANVISA;

6) uso público não comercial de patentes;

7) outras formas de participação de terceiros no processo de análise de pedidos de patentes;

8) maior rigor na análise do requisito de patenteabilidade "atividade inventiva".

O debate sobre este projeto e as mudanças que ele propõe também irão permitir a discussão sobre outros temas importantes que o GTPI vem debatendo como a importância de usar as medidas que já existem na lei, ou a falência do sistema de patentes como um todo na área da saúde, etc.

Fonte: FENAFAR

Mais Artigos...