O povo, unido, jamais será vencido!”, bradou a plenária após quatro dias de intensos de trabalhos na 1ª Conferência Nacional de Vigilância em Saúde (1ª CNVS). Cerca de duas mil pessoas de todos os estados brasileiros e do distrito federal definiram a Política Nacional de Vigilância em Saúde (PNVS). O evento, que começou dia 27 de fevereiro e encerrou na última sexta-feira (02/03), é considerado um marco histórico na construção de políticas para o Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Das 170 propostas que compuseram o Relatório Nacional Consolidado, que contemplam ações das vigilâncias: ambiental, em saúde do trabalhador, epidemiológica e sanitária, foram votadas 17. A votação na plenária final aconteceu por meio de um sistema eletrônico através de aparelhos específicos cedidos aos participantes. A cada proposta, o resultado aparecia rapidamente em um telão indicando se a proposição estava aprovada ou não pela maioria.

 

O presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Ronald dos Santos, convocou os conferencistas a continuarem na luta por uma Vigilância em Saúde cada vez mais participativa. “Não encerramos nossas atividades nesta plenária final. Esta é uma etapa na nossa defesa do SUS, que precisa integrar os processos de conferências com a vida e a saúde nos conselhos. Todos estão convocados a fortalecer a democracia e a gestão participativa”, disse. Em breve o CNS disponibilizará o Relatório Final da 1ª CNVS.

 

 

 

Moções aprovadas em plenária

 

 

Ao todo, 29 moções em apoio, repúdio, apelo ou solidariedade foram votadas pelos participantes. Dentre elas, tiveram destaque uma moção em apoio à ação de inconstitucionalidade contra a Emenda Constitucional 95, que congela por 20 anos os investimentos em saúde. O objetivo é que a emenda seja revogada para que o Estado garanta o financiamento adequado e suficiente das ações e serviços de saúde.

 

“Nós precisamos acumular forças, colocar essa pauta na agenda dos candidatos à presidência da república. A força da sociedade pode demandar um referendo revogatório da EC 95. Precisamos é de mais recursos na saúde e não de congelamento”, disse o deputado Odorico Monteiro (PSB/CE), que participou do encerramento da Conferência.

 

Uma moção de apelo motivada pelas irregularidades e ilegalidades relacionadas à dívida pública brasileira também foi aprovada. Todo ano, quase metade dos recursos do Orçamento Geral da União são destinados para o pagamento da dívida. Enquanto isso, apenas 4% desses recursos são destinados à saúde. “Não podemos mais permitir que esses esquemas fraudulentos continuem, por isso, exigimos a realização imediata da auditoria cidadã dessa dívida pública”, exigiram os conferencistas.

 

A plenária também aprovou uma moção de repúdio contra as mudanças aprovadas na Comissão Intergestora Tripartite (CIT), composta por gestores de saúde nas três esferas da União, no dia 14 de dezembro de 2017. Na ocasião, foi alterada a Política Nacional de Saúde Mental, dando margem para o retorno do modelo manicomial.

 

Para um dos participantes, “é preocupante que uma política pública que foi objeto de décadas de luta pelos usuários, familiares e trabalhadores de saúde mental e definida por Legislação Específica seja profundamente modificada em conteúdo, direcionamento político, ético e técnico em apenas uma reunião entre gestores”.

 

A 1ª CNVS é mais um evento de participação social que antecede a 16ª Conferência Nacional de Saúde, marcada para ocorrer em 2019 e é considerada um dos maiores eventos da democracia participativa brasileira. “Esta conferência é uma rica evidência da capacidade do nosso povo de enfrentar tempos sombrios. Um mar bastante revolto para aqueles que precisam de proteção. Estamos aqui exigindo ações coletivas e o real papel do Estado em defesa do povo”, finalizou Ronald dos Santos.

 

O processo de preparação para a etapa final da 1ª CNVS teve seu início em julho de 2017, quando foram realizadas etapas municipais, territoriais, estaduais e livres em todo o país. Os delegados, participantes livres e convidados construíram coletivamente e de forma democrática a PNVS. Agora, o Ministério da Saúde terá que atender às diretrizes estabelecidas no documento pelos próximos anos.

 

Fonte: Ascom CNS

Publicado em 05/03/18

 

 

 

A exigência cada vez maior da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) sobre as empresas que são sanitariamente reguladas vem despertando interesse nos profissionais por qualificação. Esta necessidade de atualização está criando novas oportunidades como a Pós-Graduação em Assuntos Regulatórios. A especialização está sendo oferecida pelo Instituto de Pós-Graduação e Graduação – Ipog com inscrições abertas e vagas ainda disponíveis. 

 

Os farmacêuticos sindicalizados que tiverem interesse podem participar do sorteio de duas bolsas com descontos de 50%. O curso pretende qualificar quem já trabalha ou deseja atuar na realização de processos de registro e pós-registro de medicamentos, alimentos, além de diversos segmentos de saúde e patentes, incluindo assuntos jurídicos como autorização para publicidade e afins. 

 

Ao todo serão 19 módulos presencias e um EaD, um final de semana por mês com aulas às sextas, sábados e domingos. O período de inscrições vai até  16/03 e terá duração de 20 meses, 480h/a. Os interessados nas bolsas devem enviar nome e telefone para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. até 15/03, às 12h. Mais informações www.ipog.edu.br 

 

Fonte: Assessoria de Comunicação/Informações Ipog

Publicado em 02/03/18

 

 

 

Resultado de um amplo debate que reuniu mais de duas mil pessoas e produziu mais de três mil contribuições, a Escola Nacional dos Farmacêuticos acaba de publicar o caderno de Avaliação Participativa dos 10 anos da Política Nacional de Assistência Farmacêutica no Brasil. Estes debates, promovidos em parceria com a Fenafar foram realizados em 16 estados em 2014, quando a PNAF completava 10 anos de vigência.

A publicação do caderno tem como objetivo fornecer dados para a categoria, gestores, o controle social e a sociedade possam promover debates sobre os desafios atuais da Assistência Farmacêutica e sirva como aporte para as discussões da 16ª Conferência Nacional de Saúde que acontecerá em 2019. 

“A Federação Nacional dos Farmacêuticos já inicia os preparativos da categoria para a 16ª CNS com a publicação deste caderno. A partir deste material, a categoria farmacêutica terá a oportunidade de analisar o passado e pensar o futuro para a Assistência Farmacêutica no Brasil. Esse caderno tem o objetivo de deixar registrado para a sociedade um importante momento e subsidiar as novas reflexões e análises da nossa categoria profissional, do controle social e da sociedade para os próximos anos, num momento em que a política de Saúde e a política de Assistência Farmacêutica, em particular, passam por um processo de desmonte, numa conjuntura de ataques ao direito à saúde” salientou a Coordenadora Geral da Escola e diretora da Fenafar, Silvana Nair Leite.

A Política Nacional de Assistência Farmacêutica (PNAF) foi instituída em 2004 por uma resolução do Conselho Nacional de Saúde (Res. CNS nº 338/2004) tendo como resultado debates na I Conferência Nacional de Medicamentos e Assistência Farmacêutica de 2003. A PNAF e a Política Nacional de Medicamentos (Portaria MS nº 3.916/1998) são consideradas marcos porque impulsionaram a melhoria do acesso da população a medicamentos e aos serviços farmacêuticos no Brasil a partir de 2003.

A Assistência Farmacêutica (AF), de acordo com a PNAF, é uma política pública norteadora para a formulação de políticas setoriais, tendo como alguns dos seus eixos estratégicos a garantia do acesso, a manutenção e a qualificação dos serviços AF na rede pública de saúde. Além do desenvolvimento científico e tecnológico e a qualificação de recursos humanos, em como a descentralização das ações, visando o uso racional dos medicamentos.

Para ela, “todo esse valioso resultado das oficinas do PNAF foi analisado, sistematizado e preparado para a publicação de um caderno informativo com gráficos e discussões a respeito dos 10 primeiros da PNAF. Assim como seus avanços, desafios e perspectivas que, naquele período, farmacêuticos, estudantes, gestores e membros do controle social visualizavam para o futuro, e que hoje precisam ser re-analisados e rediscutidos para os próximos anos”.

A Escola Nacional dos Farmacêuticos possui gestão colegiada tem como Coordenadora Geral, Silvana Nair Leite, que também é diretora da Federação Nacional dos Farmacêuticos – Fenafar. A entidade tem como Coordenadora Adjunta, a professora Maria Helena Braga, que é diretora regional do Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais – Sinfarmig na Região da Zona da Mata. 

 

Acesse, aqui, o caderno de avaliação da Política Nacional de Assistência Farmacêutica

 

http://escoladosfarmaceuticos.org.br/pdf/REVISTA_escola_WEB.pdf

 

Fonte: Ascom Sinfarmig/Informações Fenafar

 

Publicado em 01/03/2018

 

 

 

O Diretório Acadêmico João Ladeira de Senna da Faculdade de Farmácia da UFMG realizará a recepção de calouros 2018/1 na próxima sexta-feira, dia 02/03, a partir das 13h30. O evento contará com a presença do diretor Nivaldo César de Souza Filho, que estará representando o Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais – Sinfarmig que apóia a iniciativa. 

A recepção de calouros é preparada pelo colegiado de Graduação e Diretoria da Faculdade de Farmácia para  esclarecer aos novos alunos a importância de conhecer a estrutura da Universidade e também as entidades representativas da classe profissional.

A diretoria do Sinfarmig participa falando sobre a atuação sindical nas conquistas dos farmacêuticos, a realidade sobre o mercado de trabalho e a necessidade dos estudantes interagirem com a categoria em busca do fortalecimento da mobilização.

A entidade aposta no processo de formação dos futuros farmacêuticos como melhor fase para se conhecer os meandros da profissão. O Sinfarmig acredita que a participação junto aos graduandos ajuda a compartilhar principalmente sobre o funcionamento do Sindicato como representação da categoria na busca pelos direitos.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação Sinfarmig

Publicado em 28/02/18

 

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