Informamos a todos os farmacêuticos que amanhã, dia 10/07, não haverá expediente no Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais devido ao falecimento do diretor Valdisnei Honório Alves da Silva. Voltamos às atividades normais na quinta-feira, dia 11/07.
09/07: NOTA DE FALECIMENTO

O Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais cumpre o doloroso dever de comunicar o falecimento do seu diretor Valdisnei Honório Alves da Silva, nesta terça-feira, 09 de julho, em Belo Horizonte.
Militante incansável, nosso colega pôs sua vida e sua energia a serviço de um mundo melhor. Foram décadas de atuação e dedicação ao Sinfarmig. Valdisnei deixa para nós o seu sonho, compartilhado a todo instante com generosidade. Obrigado, Valdisnei.
O velório será na Funeral House - Avenida Afonso Pena, 2148. O cortejo sairá às 13h30 do local e o enterro será às 15h no Cemitério Bosque da Esperança.
09/07: SAÚDE + 10 JÁ PODE VIRAR PROJETO DE LEI DE INICIATIVA POPULAR

Amanhã 10 de julho, dia marcado para ser o Dia Nacional da Mobilização pela Coleta de Assinaturas, que viabilizará o Projeto de Lei de Iniciativa Popular assegurando 10% da receita nacional bruta para a saúde, deverá ser de comemoração. “Acredito que já estejamos na casa das 1,8 milhão de assinaturas, bem acima do 1,5 milhão necessário”, informa o coordenador do Movimento Nacional em Defesa da Saúde, Ronald Ferreira dos Santos, também presidente da Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar). Mas a meta, segundo Ronald é chegar a dois milhões de assinaturas para que o projeto siga para as casas legislativas expressando com força o desejo popular.
Ronald esteve em Belo Horizonte, hoje, participando do ato de entrega de assinaturas em defesa de mais recursos para a saúde proposto pela Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais. Minas Gerais é o estado com maior participação no número de assinaturas com 588 mil apoiadores. Quatorze entidades, representantes de atividades diversas como Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e Conselho de Pastores e Ministros do Estado de Minas Gerais, estiveram presentes na solenidade.
O que dá para fazer com os 10% a mais para a saúde - Antes do evento, o presidente da Fenafar conversou com a reportagem do site do Sinfarmig. Segundo Ronald, se o projeto de iniciativa popular for aprovado no Congresso, serão R$ 130 bilhões que a União passará a destinar à saúde (R$ 43 bilhões a mais), fora a contribuição de estados e municípios. “Esse dinheiro dá para atacar o maior gargalo da saúde no Brasil que é a escassez de recursos humanos”. Segundo ele, não faltam só médicos no país, mas profissionais de todas as formações. “O principal recurso que falta é o olho humano que vai examinar a lâmina”, pondera, dizendo que todos os anos um conjunto de soluções para a saúde bate a porta, mas deixa de ser colocado em prática por falta de recursos humanos e financeiros.
Baixos investimentos em saúde – O Brasil investe cerca de 3,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em saúde, enquanto a média de países pesquisados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) aplica 5% do PIB. Na avaliação de Ronald Ferreira, a opção por políticas econômicas e monetárias tem feito com que o Brasil invista cada vez menos recursos na saúde, em proporção à demanda da população.
“Em 1995, 18% do orçamento da União foram para a amortização de dívidas e pagamento de juros; 42% foram para gastos sociais como segurança e saúde. Em 2012, os juros e amortizações da dívida consumiram 47% do orçamento. Para os demais gastos, sociais, inclusive, foram destinados 26%”, pontuou. Segundo ele, falta uma reforma política que atualize a correlação de forças no país.
“Se alguém quer ser deputado, recorre ao financiamento privado. Uma vez eleito, esse parlamentar atenderá os interesses privados e não da população. Tendo recursos financeiros, alguém utilizará ao seu favor o sistema Judiciário”. O Executivo, por sua vez, fica preso aos parlamentares que procuram atender os interesses privados, completou. “Essa correlação de forças não favorece a população”, destaca.
Ato Médico – “Assim como a mobilidade urbana não avançou, nem a reforma agrária, nem a reforma política e a reforma tributária, mesmo sustentadas pela Constituição de 1988, o modelo multiprofissional de saúde conquistado com o Sistema Único de Saúde (SUS), há 25 anos, não conseguiu prevalecer sobre o imaginário brasileiro que entende a saúde como médico, hospital e remédio”, analisa o presidente da Fenafar. De acordo com Ronald, essa estagnação terminou por culminar na aprovação do Ato Médico, que da forma como foi aprovado pelo Congresso, significa ingerência em todas as outras profissões da saúde.
09/07: MEDIDA PROVISÓRIA DO PROGRAMA MAIS MÉDICO ESTÁ PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL
Foi publicada na edição desta terça-feira (9) do Diário Oficial da União a medida provisória(MP) que institui o Programa Mais Médicos para o Brasil. A iniciativa do governo prevê a contratação de médicos para atuar na saúde básica em municípios do interior e na periferia das grandes cidades. Além da MP, também foi publicada a portaria conjunta do ministérios da Educação e da Saúde que fixa as diretrizes do programa.
Entre os objetivos listados estão diminuir a carência de médicos nas regiões prioritárias para o Sistema Único de Saúde (SUS), de modo a reduzir as desigualdades regionais nesta área; fortalecer a prestação de serviços na atenção básica em saúde no país; e ampliar a inserção do médico em formação nas unidades de atendimento do SUS, desenvolvendo seu conhecimento sobre a realidade da saúde da população brasileira.
De acordo com o governo federal, a prioridade é contratar médicos formados no Brasil. Caso as vagas não sejam preenchidas pelos brasileiros, o governo contratará médicos estrangeiros ou brasileiros formados no exterior, sendo que os últimos terão preferência dentro deste grupo. A estimativa inicial do Ministério da Saúde é a abertura de cerca de 10 mil vagas, mas o número pode mudar, já que os municípios ainda vão se inscrever no programa.
Durante solenidade de lançamento do programa, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que faltam médicos no país e que a população não pode esperar pela maior quantidade de profissionais que irão ingressar no mercado com a ampliação dos cursos e residências.
Além de salário de R$ 10 mil, os médicos que atuarem no interior do país e nas regiões metropolitanas vão receber auxílio para deslocamento. A jornada de trabalho será 40 horas semanais na atenção básica do Sistema Único de Saúde (SUS), sob a supervisão de instituições públicas de ensino.
Na Região Norte, os profissionais vão receber o auxílio deslocamento equivalente a R$ 30 mil. Os médicos que forem para a Região Nordeste receberão R$ 20 mil e para as regiões metropolitanas, será R$ 10 mil. Tanto o salário quanto os auxílios serão pagos pelo governo federal. O auxílio não é contínuo.
No lançamento do programa, a presidenta Dilma Rousseff disse que o objetivo do Mais Médicos para o Brasil não é trazer profissionais estrangeiros, e sim levar médicos às cidades com carência.
A contratação de médicos integra o pacote de medidas para a saúde, lançado por Dilma no fim de junho em resposta às manifestações que pediam melhoria nos serviços públicos do país. O pacto pela saúde também prevê investimentos de R$15,8 bilhões para construção e melhoria de hospitais, unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) e unidades básicas de Saúde.
Fonte: Agência Brasil, Thais Leitão
Publicado em 09/07/2013
