Hoje, 11/07, um dia antes do prazo final para a apreciação do polêmico projeto de lei do Ato Médico, que regulamenta a profissão de médico no país, mas trazia várias ingerências em outras profissões da saúde, a presidenta Dilma Rousseff vetou parcialmente o projeto.

 

 

Ao todo, 10 artigos sofreram vetos, entre eles o que mais atingia os demais profissionais da saúde e estabelecia como atividades privativas dos médicos a formulação de diagnósticos das doenças e a prescrição terapêutica.

 

 

O PL também previa como exclusividade médica os procedimentos chamados de invasivos. Se aprovada, a determinação excluiria, por exemplo, qualquer outro profissional da prática milenar da acupuntura. Outro ponto questionado por todas as demais categorias de saúde era a exclusividade prevista para médicos para assumir cargos de direção e chefia.     

 

Ao justificar os vetos, a Presidência da República destacou que, se sancionado da forma como foi aprovado pelo Congresso, o Ato Médico traria impactos negativos ao Sistema Único de Saúde. As restrições ao projeto de lei se fundamentam nas evidências de que os inúmeros programas do SUS poderiam ser interrompidos porque funcionam a partir da atuação integrada dos profissionais de saúde.

 

 

A presidenta menciona que as políticas públicas da área de saúde poderiam ficar comprometidas, além de o Ato Médico introduzir elevado risco de judicialização da matéria.

 

 

Para o diretor do Sinfarmig, Sebastião Fortunato, que representou o Sindicato na coletiva de imprensa dada aos veículos de Belo Horizonte pela Frente Mineira em Defesa da Saúde, explicando a posicão da entidade contra o PL do Ato Médico, na quinta-feira passada, dia 04, a pressão organizada dos profissionais de saúde foi importante para os vetos presidenciais.

 

 

“Mas também pensamos que a presidenta Dilma tem uma boa equipe de assessores na área da saúde e que ela mesma sabe das necessidades da população”, disse Sebastião.

 

 

Categorias fortalecidas     

 

O diretor do Sinfarmig concorda que as categorias de saúde saíram fortalecidas com os vetos ao projeto que restringia a atuação dos profissionais.  O momento, seria, portanto, de usar essa revitalização para fortalecer a saúde pública.

 

 

“Podemos pensar em fóruns de discussão sobre a saúde, reunindo todas as categorias profissionais, buscando o fortalecimento da democracia participativa que ganhou muito com as manifestações de rua de junho”, lembrou.          

 

 

Jornal O Globo – 11/07/2013

 

 

 

NOVA YORK - Gigantes da indústria farmacêutica estão numa verdadeira corrida para aprovar a venda de um remédio que promete baixar drasticamente o nível de colesterol nas pessoas. A droga começou a ser desenvolvida depois que pesquisadores descobriram uma mutação genética muito rara, que estimula o corpo a eliminar naturalmente o LDL, o chamado colesterol ruim. Três laboratórios, Amgen, Pfizer e Sanofi, já têm medicamentos que imitam os efeitos desta alteração dos genes. Os resultados preliminares dos ensaios clínicos são considerados extremamente promissores. Os especialistas esperam poder chegar a um novo patamar na prevenção de ataques cardíacos.

 

— Esta é a nossa maior prioridade — afirmou Andrew Plump, chefe de medicina translacional do Sanofi. — Nada mais que estamos fazendo tem o mesmo impacto na saúde pública.

 

Em geral, mesmo adultos saudáveis têm taxa de LDL (as iniciais em inglês de lipoproteína de baixa densidade) superior a 100. Entretanto, o colesterol de duas mulheres — uma americana professora de aeróbica e uma jovem do Zimbábue — permanece abaixo de 15. Ambas herdaram de seus pais e mães uma mutação no gene chamado PCSK9.

 

O impacto que este novo medicamento pode provocar no mercado é enorme. De acordo com estimativas de Gary Gibbons, diretor do Instituto Nacional do Coração, Pulmão e Sangue dos EUA, mesmo se a droga for cara e injetável, dois milhões de americanos deverão se interessar. Caso ela possa ser ministrada em comprimidos e for vendida a um preço acessível, um em cada quatro adultos poderia usá-la.

 

A antecipação da produção do medicamento está sendo feita numa escala nunca antes vista na indústria. O Amgen, por exemplo, já está preparando três fábricas. Esta é uma aposta cara numa droga que ainda está sendo testada e pode levar anos até a sua aprovação.

 

— A corrida é para ver quem consegue fazer isso primeiro — explicou Joseph Miletich, chefe de pesquisa do Amgen.

 

Hoje, o principal remédio para baixar o colesterol é a estatina, lançada em 1987. Apesar de avanços, o número de mortes associados às doenças cardíacas ainda é avassalador; e a principal causa da mortalidade entre americanos, com cerca de 600 mil casos por ano. A nova droga, afirmam especialistas, poderá reduzir drasticamente esta letalidade.

 

Apesar do otimismo, Gibbons alerta que apenas os estudos em larga escala — que estão apenas começando — determinarão quais serão os impactos na prevenção aos ataques cardíacos.

 

Neste momento, as fábricas continuam recrutando voluntários para testar as drogas. Entre eles, David Mayse, de 60 anos, que mora em South Point, Ohio, nos Estados Unidos. Seu primeiro ataque cardíaco aconteceu quando ele tinha 49. O segundo o levou ao hospital para a uma cirurgia. Em fevereiro de 2012, seu colesterol era 160 mesmo tomando Vytorin, uma combinação de estatina com um outro medicamento. Quando foi incluído no estudo para a droga experimental do Amgen, seu LDL caiu para 42.

 

Este não foi um caso isolado. Em geral, depois que passaram a tomar o novo remédio, voluntários com LDL bem superior a 100 têm visto a sua taxa despencar para 50, 40 ou ainda menos. Os medicamentos foram injetados, em uma ou duas doses por mês.

 

A redução drástica do LDL fez o Pfizer estabelecer um piso para esta queda, contou Barry Gumbiner, que lidera as pesquisas da companhia. O tratamento é interrompido quando a taxa chega a 25 ou menos.

 

— Não há muita experiência no tratamento de pessoas com níveis tão baixos de LDL — ponderou Gumbiner.

 

Pesquisadores ainda querem saber quais as consequências para a saúde das pessoas que passam a ter níveis tão baixos de colesterol. De acordo com Daniel Rader, especialista da Universidade da Pensilvânia, além de consultor do Sanofi, quanto menor o nível de LDL, melhor.

 

— Se eu tivesse doença coronária, com certeza gostaria de conduzir o meu LDL para bem abaixo dos 50 — disse Rader.

 

Cauteloso, Gibbons ressalta que os estudos para avaliar os efeitos da forte queda de LDL ainda estão em curso.

 

* Do New York Times

 

O AMIGO VALDISNEI NOS DEIXOU!
 
Hoje estamos todos tristes. Nosso amigo, diretor do Sinfarmig, o colega farmacêutico Valdisnei Honório Alves da Silva nos deixou, vítima de um ataque cardíaco fulminante.
 
Quem conheceu o Val sabia o quanto ele era uma pessoa especial, curiosa, apaixonado pela debate político mais contundente, mais profundo. Um companheiro socialista na essência dessa palavra.
 
O Val era ...de uma humildade sem par, de uma simplicidade à toda prova, mas também antenado com as últimas novidades das redes sociais, sempre nos alertava para o bom combate no campo da comunicação. Era um combatente árduo e fervoroso contra o monopólio da grande mídia de comunicação no Brasil. Sua luta em prol da socialização dos meios de comunicação é um exemplo de determinação e um grande legado que ficará registrado para sempre em nossas memórias.
 
Obrigado Val, pelo exemplo de que devemos lutar sempre por aquilo que acreditamos ser o justo. Saiba que foi uma grande honra ter convivido contigo. Que Deus dê muita força aos seus familiares neste momento de dor.

Informamos a todos os farmacêuticos que amanhã, dia 10/07, não haverá expediente no Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais devido ao falecimento do diretor Valdisnei Honório Alves da Silva. Voltamos às atividades normais na quinta-feira, dia 11/07.

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