Prezado (a) colega analista clínico,
O Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais vem arduamente realizando reuniões com o sindicato patronal no intuito de formalizar o instrumento normativo de trabalho para os profissionais do setor de análises clínicas.
Inicialmente, foi realizada assembleia geral da categoria em novembro/2012, para que pudéssemos agregar em pauta de reivindicações, cláusulas consistentes que atendessem aos anseios da categoria, bem como diversas reivindicações já pautadas anteriormente.
Diante das dificuldades encontradas, o Sinfarmig acionou a Delegacia Regional do Trabalho – DRT, com intuito de que, por meio da mediação da DRT, as negociações avançassem e fossem concluídas em curto prazo.
Após essa mediação, ficou acertado entre as partes a continuidade das reuniões e o avanço das negociações. Infelizmente, apesar da determinação da DRT, bem como compromissos ratificados em ata de reuniões, o Sinfarmig tem percebido resistência, por parte do Sindicato Patronal, no agendamento de reuniões.
Nesse sentido, o Sinfarmig, encaminhou um e-mail para o presidente do SINDLAB, Dr. Humberto M. Tibúrcio, dizendo que gostaríamos que a próxima reunião, de negociação coletiva de análises clínicas, fosse agendada ainda esta semana como prazo final para a conclusão das negociações.
Foi solicitado que nos enviassem as atas das reuniões anteriores assinadas para que fiquem asseguradas as cláusulas já discutidas e acertadas da Convenção Coletiva de Trabalho que estamos construindo.
Como as reuniões já realizadas possibilitaram avanços na CCT, pretendemos finalizar as negociações o mais breve possível.
Caso o SINDLAB se negue a reunir, acionaremos novamente a Delegacia Regional do Trabalho para mediar as negociações, para que esta possa estabelecer e determinar um prazo para conclusão.
O Sinfarmig reitera sua luta em prol da categoria farmacêutica em seus diversos segmentos, e contamos sempre com a presença e participação dos colegas, para que juntos, possamos somar esforços e avançar nas conquistas.
Atenciosamente,
Diretoria – SINFARMIG
Rua dos Tamoios, 462 - 12º andar - Centro - Belo Horizonte-MG
Tel.: (31) 3212-1157 | Fax. (31) 3212-1936
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A AGONIA DA PESQUISA CLÍNICA NO BRASIL Folha de S.Paulo – 21/07/2013
Em 1996, o Conselho Nacional de Saúde deu um passo à frente ao fixar diretrizes para a condução ética das pesquisas com seres humanos. No entanto, desde então, a comunidade científica tem manifestado sua preocupação com a burocracia e o viés ideológico e científico que pautam a agenda da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa.
Em diversas ocasiões, buscou-se o diálogo franco. Sistematicamente, ouvia-se o mesmo discurso preparado tal qual serviço de atendimento ao consumidor sem que nada se resolvesse.
Após 15 anos de lutas, parecia haver uma luz no final do túnel com a publicação da consulta pública feita pelo Ministério da Saúde sobre o tema. A receptividade foi incomum. Foram quase 2.000 sugestões, que, em sua essência, buscavam simplificar o processo de aprovação das pesquisas clínicas sem, contudo, infringir conceitos éticos.
No entanto, o Conselho Nacional de Saúde descartou a maioria das sugestões e apresentou nova resolução, que acaba de ser publicada. No fundo, é mais do mesmo. Não muda o essencial.
Com essa atitude, houve nítido enfrentamento ao processo democrático que a consulta pública trouxera e um desrespeito a todos aqueles que se manifestaram.
A presidenta Dilma Rousseff defende ardentemente o Ciência sem Fronteiras e a inovação. Mas a atitude do Conselho Nacional de Saúde praticamente inviabiliza o desenvolvimento da pesquisa acadêmica e especialmente aquela voltada a novos medicamentos.
A indústria farmacêutica mundial investe mais de US$ 80 bilhões em pesquisa e desenvolvimento, anualmente. O Brasil é a sexta economia e um dos dez maiores mercados farmacêuticos do mundo. Assim, justo seria imaginar que pudéssemos receber uma percentagem significativa daquele investimento e não míseros números inferiores a 1%.
A razão do disparate é a falta de uma agenda comum de interesses entre governo, indústria, pesquisadores e academia, a exemplo do que a Coreia do Sul fez brilhantemente. A área econômica do governo reclama do deficit na balança comercial referente a farmoquímicos. Se fôssemos pensar só pelo lado econômico, poderíamos zerar o deficit com a vinda de 10% do investimento em pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos.
A indústria nacional se ressente da burocracia que dificulta o processo de inovação e pesquisa de novos fármacos. Do ponto de vista humano, há de se lembrar que milhares de pacientes são prejudicados pela falta de pesquisas clínicas com novos medicamentos, que muitas vezes são sua última esperança.
Lamentavelmente, os mais pobres são as principais vítimas. Os demais podem buscar ajuda em outros países, como aconteceu com o ex-vice-presidente José Alencar, que se deslocou a Houston para participar de um estudo experimental para o tratamento do câncer. Aqui no Brasil, provavelmente um cidadão comum morreria antes das aprovações ética e regulatória, sem a menor chance de recorrer.
A insensibilidade do Conselho Nacional de Saúde faz com que as manifestações de dezenas de sociedades médicas e de pesquisa se tornem um grito no deserto sem eco. A dicotomia entre os programas federais de inovação e o posicionamento do Conselho Nacional de Saúde faz lembrar o presidente De Gaulle quando, diz a lenda, questionava se o Brasil não era um país sério.
JOÃO MASSUD FILHO, 64, médico e professor, é presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Farmacêutica
Curso de Fitoterapia
Curso de Fitoterapia
A Associação Brasileira de Fitoterapia (Abfit) oferece curso de capacitação no tema para farmacêuticos. As aulas são à distância e divididas em dois módulos: Introdução à Fitoterapia e Farmacologia e Clínica. O objetivo é capacitar os profissionais nos conhecimentos gerais e específicos sobre fitoterapia e principais fitoterápicos do mercado. O curso começa em agosto e dura 11 meses. A coordenação é de Alexandros S Botsaris, presidente da Abfit. As inscrições podem ser feitas pelo site: www.abfit.org.br/images/downloads/ficha-inscricao-cursos.pdf
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Curso de Fitoterapia
Inscrições: www.abfit.org.br/images/downloads/ficha-inscricao-cursos.pdf
Início: agosto 2013
Duração: 11 meses
Carga horária: 210hs
Mais informações: www.abfit.org.br/cursos-e-eventos