O encontro “As Mulheres e os Impactos da Reforma Trabalhista e Previdenciária” pretende reunir representantes de todo o país na próxima terça-feira, 27/03, às 14 horas, no auditório do Sindicato dos Engenheiros de SP, a Rua Genebra, 25, São Paulo – SP. 

O ato de resistência pensado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Regulamentados- CNTU irá tratar do desmonte dos direitos trabalhistas promovido pelo Governo Federal, principalmente, contra as trabalhadoras. 

As profissionais universitárias pretendem fortalecer a luta pela emancipação e igualdade das mulheres brasileiras. Como informação básica, foi disponibilizado um documento  que deverá ser aperfeiçoado após a palestra e debates. Confira:

 

 http://www.cntu.org.br/new/images/PUBLICACOES/ImpactoReformasMulheres2018.pdf

 

 

Programação:

14h – Recepção

14h15 – Mensagem da CNTU às mulheres

14h30 – Palestra "Lei 13.467/2017 e PEC 287: precarização do trabalho e restrição à aposentadoria" 

Camila Ikuta – Socióloga, mestre pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) na área "Estado, Sociedade e Educação", técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioecionômicos (Dieese)

16h – Debate

17h – Dinâmica de encerramento

 

 Fonte: CNTU

Publicado em 21/03/18

 

 

 

       No Brasil, mais de 200 milhões de pessoas podem utilizar o Sistema Único de Saúde (SUS) de forma universal e gratuita. Entretanto, a Emenda Constitucional Nº 95, aprovada pelo Congresso Nacional em 2016, deixam os investimentos em saúde e educação congelados até 2036. A Frente em Defesa do SUS e o Conselho Nacional de Saúde (CNS) apóiam Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5.658 com o objetivo de vetar a EC 95/2016, que está tramitando no Supremo Tribunal Federal (STF).

    Será necessária a ajuda de todos para que os direitos não sejam perdidos. A ADI reafirma que a EC 95/2016 causará consequências negativas para a população brasileira, pois transforma o "piso" (limite mínimo) de despesas nas áreas de saúde e educação em 'teto' (limite máximo) por duas décadas. Defendemos a Saúde e a Educação públicas, universais, integrais, gratuitas e de qualidade. O Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais – Sinfarmig abraça a causa e convoca a participação de todos para que não morra uma  das maiores políticas públicas do mundo. Acesse e compartilhe a petição!

 

http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR102140

 

Fonte: CNS

Publicado em 21/03/18

 

 

 

O Ministério Público Federal ingressou com uma ação civil pública no Distrito Federal para garantir o fornecimento de medicamentos usados por 152 pacientes portadores de doenças mucopolissacaridose I, doença de Fabry e doença de Pompe que há meses estão sem tratamento. Na ação, a procuradora da República Luciana Loureiro pede que, em caráter liminar, o Ministério da Saúde rescinda o contrato assinado há cinco meses com Global Gestão de Saúde para o fornecimento dos medicamentos Aldurazyme, Fabrazyme e Myozyme.

 

Além da rescisão, a procuradora pede a instauração de um processo administrativo contra a empresa, a recuperação dos R$ 19 milhões que foram pagos de forma antecipada e a contratação da segunda colocada na licitação, a empresa Sanofi.

 

Na ação civil pública, a procuradora afirma que o Ministério da Saúde tem praticado atos administrativos que podem configurar advocacia administrativa em favor da Global "por razões até o momento, inexplicáveis à luz do interesse público". Em seu texto, Loureiro afirma: "Não há como não classificar de ilegal e temerária tal conduta da administração pública que, com a prática, obviamente beneficiou indevidamente a empresa Global Gestão em Saúde, sem haver obtido qualquer contrapartida, desconto ou economia em troca do risco suportado".

 

A licitação foi aberta há cinco meses para atender decisões judiciais que obrigavam a União a fornecer os remédios aos pacientes. A Global foi a vencedora do processo, por apresentar o menor preço. Antecipadamente, ela recebeu o valor do contrato, de R$ 19 milhões. A empresa, no entanto, não é reconhecida pela fabricante dos medicamentos, a farmacêutica Sanofi. Sem essa condição, a distribuidora está impedida de receber autorização da Agência Nacional de Vigilância em Saúde (Anvisa) para importar o produto. Sem tal documento, não há como a empresa providenciar o medicamento que há tempos é esperado pelos pacientes.

 

O impasse levou o Ministério da Saúde a acusar a Anvisa de ser intransigente e dificultar a chegada dos medicamentos no País e que a escolha da distribuidora Global representava não apenas uma compra mais econômica como a ruptura contra o monopólio da distribuição do medicamento. A diferença de preço entre a primeira e a segunda colocada é de 0,5%.

 

A Anvisa, por sua vez, tem afirmado que a exigência faz parte das normas e que visam, antes de tudo, garantir que medicamentos usados no País sejam legítimos, de qualidade, segurança e eficácia comprovados.

 

Na ação, a procuradora afirma estar claro que a empresa ganhadora da licitação não dispõe dos frascos de medicamentos (produzidos exclusivamente pela Sanofi) e que ela não tem condições de importá-los. Loureiro classifica ainda como "absolutamente inoportuna, irrazoável e antirrepublicana" a postura do ministro da Saúde, Ricardo Barros.

 

"O ministro vem declarando à imprensa que as exigências regulatórias da Anvisa são excessivas e comprometem a concorrência no mercado de medicamentos, sugerindo aos pacientes que estão sem receber os lotes de Aldurazyme, Fabrazyme e Myozyme que simplesmente processem a Agência", disse.

 

A ação civil pública é mais um reflexo da batalha judicial deflagrada no fim do ano passado, depois da licitação pra compra de medicamentos para doenças raras. A Global também ingressou com uma ação na Justiça e obteve uma liminar que tal exigência representaria uma afronta à lei de licitação. Nessa ação, a Anvisa já avisou que vai recorrer.

 

Além de Aldurazyme, Fabrazyme e Myozyme, é alvo de questionamento a compra do Soliris, usado no tratamento de pessoas com hemoglobinúria paroxística noturna (HPN). A compra do medicamento foi feita numa licitação separada, também para atender pacientes que ganharam na Justiça o direito de receber o tratamento. O questionamento é o mesmo. A vencedora da licitação, a Tuttopharma LLC, também não é a distribuidora reconhecida pela fabricante do medicamento, a Alexion.

 

O Ministério da Saúde afirmou não poder suspender a compra, porque já existe uma liminar autorizando a importação do medicamento. Em nota, a pasta afirma aguardar o cumprimento da determinação judicial pela Anvisa. O ministério diz ainda aguardar a solução judicial da disputa para que possa finalizar o processo de compra. A reportagem também procurou, sem sucesso, contato com a Global e a Tuttopharma.

 

Fonte: Correio24horas

Publicado em 20/03/18

 

 

Especialistas se unem para derrubar mais um projeto de lei 9.482/2018, que autoriza supermercados a venderem medicamentos isentos de prescrição. A iniciativa de transformar medicamentos em um produto comum partiu desta vez do deputado federal Ronaldo Martins (PRB/CE). No texto do PL “os medicamentos isentos de prescrição, assim classificados pelo órgão sanitário federal em normas regulamentares, poderão ser dispensados e comercializados em supermercados e estabelecimentos similares, sem a necessidade de intervenção de farmacêutico para a dispensação”. 

O Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais – Sinfarmig é contra o projeto por acreditar que ele caminha na contramão da segurança da saúde dos pacientes e aumenta o risco de intoxicação por medicamentos. Além disso, o PL vai de encontro à política de Assistência Farmacêutica vigente. Segundo diretora do Sinfarmig, Júnia Lélis, “este formato de PL é recorrente no Congresso Nacional demonstrando que frequentemente parlamentares defendem mais o mercado do que interesses da população”. 

A partir de 2014, com a Lei 13021 a farmácia passou a ser considerada um estabelecimento de saúde inclusive exigindo a presença de um farmacêutico durante todo o tempo de funcionamento. O PL poderá representar um retrocesso para a saúde já que os cidadãos passarão a consumir os medicamentos sem orientação adequada.

Memória

Em 2004 o Supremo Tribunal de Justiça - STJ proibiu definitivamente a comercialização de medicamentos em supermercados. Contudo, em 2009 o deputado Sandro Mabel tentou novamente autorização para o comércio por meio da medida provisória 549/11. A Medida foi rejeitada na Câmara dos Deputados e vetada em 2012 pela então presidenta Dilma Roussef. 

 

Fonte: Assessoria de Comunicação Sinfarmig

Publicado em 20/03/18

 

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