Representantes dos Conselhos Federal e regionais de Farmácia, da Fenafar, da Feifar e de sindicatos dos farmacêuticos participam, nesta quarta e quinta-feira (05 e 06/02), em Brasília, da Reunião Nacional de Luta pela Valorização da Profissão Farmacêutica. Em pauta, temas como a luta pelo piso salarial nacional, pela redução da jornada de trabalho, inserção do farmacêutico no Sistema Único de Saúde (SUS), entre outros.

 

O evento – uma iniciativa do Conselho Federal de Farmácia (CFF) – foi elogiado pelos representantes da Fenafar. “Nós da federação entendemos que esta iniciativa é importante e necessária, porque vem ao encontro do que a Federação sempre defendeu, a importância da unidade das entidades para o fortalecimento da profissão”, disse o vice-presidente da Fenafar, Rilke Públio Novato.

 

Na cerimônia de abertura, o Presidente do CFF, Walter Jorge João destacou a jornada de trabalho, o piso salarial e a inserção do farmacêutico no SUS como as principais demandas da categoria. “Mas temos outras vertentes que visam à valorização do farmacêutico que devem ser debatidas nessa reunião. O mais importante é que as diretrizes definidas, aqui, saiam efetivamente do papel e chegue à categoria”, completou.

 

Ronald Ferreira dos Santos, Presidente da Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar) lembrou do papel de cada instituição e da importância de cada uma na luta por melhores condições de trabalho para o farmacêutico. “O salto de qualidade que a farmácia brasileira exige, atualmente, depende da nossa força diante do comércio e da indústria que envolve o setor. Se cada uma das instituições, aqui presentes, cumprir o seu papel e lutarmos de forma unificada, nossas instituições serão mais fortes e nossa profissão também”, disse.

 

O presidente da Fenafar destacou, ainda, que as bandeiras em pauta no evento são todas lutas históricas da Fenafar, que junto com os sindicatos já vêm lutando há muitos anos no Congresso Nacional para que projetos em favor dos farmacêuticos sejam aprovados. Ronald salientou, também, que além destas pautas é fundamental lutar para que as convenções coletivas nos estados sejam cumpridas. “Temos que garantir as cláusulas das convenções. Em muitos estados empresas têm desrespeitado os acordos coletivos e isso contribui para precarizar o trabalho. Então a luta unificada da categoria precisa se dar em duas frentes, no Congresso Nacional e nos Estados”, disse Ronald ao avaliar a importância da atuação unificada das entidades.

 

O vice-presidente da Federação também ressaltou esse aspecto da luta pela valorização da categoria. “Temos tramitando no Congresso Nacional inúmeros projetos que, se aprovados, podem trazer retrocessos à categoria e, temos também, o dia-a-dia da luta sindical nos estados. Para enfrentar estes desafios, temos que estar unidos para garantir que mesmo o que já está estabelecido seja assegurado e para trazer o farmacêutico para o movimento, para as lutas, para envolver o maior número possível de profissionais".

 

Reflexo nos Estados
A principal expectativa dos diretores regionais da Fenafar é como este evento poderá refletir na ação das entidades nos Estados, no sentido de aproximar mais conselhos e sindicatos para lutar em defesa do profissional farmacêutico.

 

A diretora regional Sudeste da Fenafar, Junia Dark Vieira, ressaltou o caráter histórica do evento. “Vemos que é evidente a necessidade de articulação das entidades. Claro que os sindicatos e os conselhos têm suas funções específicas e sua atuação distinta, mas é fundamental que na luta em defesa da categoria estas duas instituições atuem conjuntamente. O encontro tirou várias propostas concretas de atuação neste sentido e estamos muito otimistas em ver, daqui para frente, esta união, mesmo nos estados aonde o diálogo entre sindicato e conselhos eram mais difíceis”.

 

Para o diretor Centro-Oeste, Alexandre Henrique Magalhães, o evento em Brasília foi uma das primeiras oportunidades de diálogo entre os estados. “Foi uma das primeiras vezes que conseguimos reunir representantes de todos os estados da região para discutir conjuntamente os temas. E isso já foi um resultado muito importante deste evento. Conseguimos construir uma rede de contatos na região que vai facilitar a trabalho daqui para a frente na luta em defesa da categoria”, avaliou Alexandre.

 

"A tentativa de convergir avanços para consolidar questões relativas à valorização da categoria para lutar em prol de projetos no Congresso e da atuação nos Estados. A ação conjunta pode maximar os efeitos positivos para a categoria. A Fenafar traz a sua experiência nesta jornada de 40 anos, pelo muito que temos acumulado nesta trajetória no sentido de contribuir para essa luta. Esperamos que este seja o início de uma nova fase na luta pela valorização do farmacêutico", avaliou o diretor de relações institucionais José Marcio.

 

No norte do país não é diferente, segundo a avaliação da diretora regional Norte da Federação, Cecília Leite Motta de Oliveira. “Este é um evento de muito importância para ampliar a nossa luta. Nós individualmente não temos tanta força. Se o Conselho não nos ajudar perdemos muito. Por isso, esta união entre conselhos e sindicatos é muito importante. E todos os farmacêuticos estão aplaudindo e incentivando essa união pela luta em prol da categoria".

 

Depois da abertura, os participantes do evento participaram das palestras: “Fenômeno da profissão: o desafio de ser uma profissão”, com Maria Helena Machado, socióloga e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz; “Redução da jornada de Trabalho”, com Airton dos Santos, Coordenador de Atendimento Técnico e Sindical do Dieese; e “Processo Legislativo e Histórico de tramitação de Projetos de Lei de interesse da categoria”, com Jenner Jalne, assessor Parlamentar do CFF.

 

No período da tarde, foi realizada uma oficina que reuniu os presentes por região do país para discutir as “Estratégias estaduais para a valorização profissional”. Nesta quinta, serão discutidas as estratégias nacionais para a valorização profissional.

Como a unidade da categoria sempre foi uma bandeira da Fenafar, a Federação atendeu com prioridade o convite para participar do evento e levou uma grande bancada de representantes à Brasília. Veja abaixo os farmacêuticos que compõem a bancada da Fenafar no evento:

 

Diretoria da Fenafar
Ronald Ferreira dos Santos - Presidente
Rilke Novato Públio - Vice-Presidente
Maria Maruza Carlesso - Secretária Geral da Fenafar
Célia Chaves - Diretora Tesoureira
Alexandre Henrique Magalhães - Diretor Regional Centro Oeste da Fenafar
Silvana Nair Leite - Diretora de Ensino da Fenafar e Presidente da Escola Nacional dos Farmacêuticos

 

Assessor
Adelir da Veiga

Sindicatos dos Farmacêuticos

Cecilia Leite Motta de Oliveira
Presidente do Sindicato dos Farmacêuticos do Amazonas e diretora regional Norte da Fenafar

Débora Melecchi
Presidente do Sindicato dos Farmacêuticos do Rio Grande do Sul e diretora de Organização Sindical

Elton Brayan
Diretor do Sindicato dos Farmacêuticos do Piauí

Francisco Jusciner de Araújo Silva
Presidente do Sindicato dos Farmacêuticos do Acre

Gedayas Medeiros Pedro
Presidente do Sindicato dos Farmacêuticos do Espirito Santo

Hoje, dia 05 de fevereiro, quando o Brasil comemora o Dia Nacional da Mamografia, o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), o mastologista mineiro João Henrique Pena Reis diz à Imprensa do Sinfarmig o que mais o preocupa em relação ao câncer de mama nesse momento. “O que acho mais preocupante hoje é a falta de consciência das mulheres que não estão exigindo o direito previsto por lei, de fazer a mamografia gratuitamente”, alerta.


Desde 2008, qualquer mulher, com idade a partir de 40 anos, pode exigir a realização do exame sem a necessidade de receita médica (Lei da Mamografia - 11.664). As informações sobre a oferta dos serviços de mamografia disponíveis no país são divergentes, conforme Reis. “Segundo o Governo Federal, a cobertura é de 70%, mas as sociedades de mastologia consideram que essa disponibilidade de mamógrafos esteja na casa dos 30%”, observa.


Sobre programa do governo do Estado que prevê ampla cobertura com a oferta de mamógrafos, inclusive com serviços itinerantes em todo território mineiro, o mastologista frisa que os resultados ainda não podem ser mensurados. “Há dois anos que o programa começou a ser implantado. Não dá para falar de resultados ainda, embora a gente veja essa iniciativa com esperança”.


A qualidade dos mamógrafos disponibilizados à população é outro ponto que deixa dúvidas para os profissionais de saúde. “Em Belo Horizonte, os serviços vieram sendo avaliados e as clínicas que não atendiam dentro do padrão de qualidade foram descredenciadas, mas no restante do estado não se pode garantir e o Governo precisa comprar serviços das clínicas particulares”, ressalta.


De acordo com Reis, a atenção das mulheres precisa ser grande já que os números indicam tendência crescente de incidência do câncer de mama. Em Minas Gerais, a proporção é de 55 casos por 100 mil mulheres a cada ano. A média nacional é de 52 casos por 100 mil mulheres.


A diferença a menor em âmbito nacional é explicada por um dos fatores comprovados para a ocorrência da doença em todo o mundo. O câncer de mama tem maior incidência entre mulheres com melhor padrão de vida, que tem poucos filhos, normalmente depois dos 30 anos. Assim, nas regiões onde as mulheres são mais pobres e têm maior número de partos, a doença aparece menos. O número maior de menstruações é explicado como um dos possíveis desencadeadores.


Mas como explica o médico, hoje a ciência atribui o desenvolvimento do câncer de mama a fatores combinados. Ter um, dois ou nenhum filho pode contribuir para o surgimento da doença, assim como o sedentarismo e as dietas hipercalóricas. “Sabe-se hoje que nossa dieta é 15% mais calórica do que há 40 anos”, registra o mastologista.


Contra os males do sedentarismo e das calorias em excesso, a recomendação é para que as mulheres se movimentem. Conforme Reis, já está provado que aquelas que fazem pelo menos três horas de exercício físico por semana reduzem as chances de câncer de mama em 30%.


Por fim, o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia deixa um recado para as mulheres: “Que elas busquem os recursos para cuidarem da própria saúde em vez de se entregarem numa atitude passiva, esperando que esses recursos cheguem até elas”.


Para Reis, uma coisa que precisa mudar é o fato de elas só pensarem na possibilidade de ter um câncer de mama se alguém conhecido aparece com a doença: “Se a vizinha adoece é aí que as mulheres saem correndo à procura do médico”, finaliza.   

Hoje e amanhã, 05 e 06/02, diretores de sindicatos de farmacêuticos de todo o Brasil se reúnem em Brasília, no Hotel San Marco, com representantes do Conselho Federal de Farmácia (CFF), da Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), Federação Interestadual dos Farmacêuticos (Feifar), conselheiros federais e diretores de todos os conselhos regionais de Farmácia do país. Os diretores Júnia Lelis e Rilke Novato Públio (também vice-presidente da Fenafar) representam o Sinfarmig.

 

Conforme o CFF, que convocou a reunião, os objetivos do encontro são: discutir a instituição de um fórum permanente de entidades  pela valorização da profissão farmacêutica no Brasil e definir estratégias conjuntas para aprovação de projetos de lei de interesse da categoria.   

Além da realização de oficinas, estão previstas as seguintes palestras:

Fenômeno da profissão: o desafio de ser de uma profissão

Palestrante: Maria Helena Machado - socióloga, organizadora do livro “Profissões de saúde: uma abordagem sociológica”; pesquisadora titular da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, da Fundação Oswaldo Cruz, e Coordenadora do NERHUS- Nucleo de Estudos e Pesquisas em Recursos Humanos em Saúde, e do ObservaRH-ENSP, da Rede de Observatórios de RH- MS/OPAS.

Redução da jornada de trabalho

Palestrante: Airton dos Santos - Coordenador de Atendimento Técnico e Sindical/Dieese.

Processo legislativo e histórico de tramitação dos PLs 113/2005; 5359/2009; PLS 62/2011

Palestrante: Jenner Jalne de Morais - Assessor parlamentar/CFF.

O Instituto Nacional do Câncer (Inca) divulgou, hoje, 04/02,levantamento com dados sobre a prevalência da doença no Brasil. Segundo o Inca, cerca de 1 milhão de novos casos devem ser diagnosticados neste ano e no próximo, O instituto confirmou, porém, que a prevenção e a detecção precoce fazem cair a incidência câncer de pulmão e de colo útero entre os brasileiros.

 

De acordo com o documento Estimativa 2014, o câncer de pulmão, que está diretamente relacionado ao tabagismo – cerca de 80% dos casos –, é o tipo mais frequente e letal na população mundial. No Brasil, no entanto, as taxas de incidência vêm se reduzindo – para este ano, estão previstos cerca de 27 mil novos casos, disse o diretor de Prevenção e Vigilância do Inca, Cláudio Noronha. “A experiência brasileira no controle do tabagismo mostra a redução da prevalência do fumo nos últimos 20 anos, que caiu pela metade. Isso modificou a ocorrência da doença”, acrescentou Noronha, que citou dados divulgados ontem , 03/02, pela Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a existência de cerca de 2 milhões de casos de câncer de pulmão no mundo.

 

Com mais acesso a exames preventivos, as taxas de câncer de colo de útero na população feminina também caíram no Brasil, passando para risco de 15 casos em cada 100 mil habitantes. Com isso, essa variedade da doença deixa de ser a segunda mais prevalente entre as mulheres e troca de posição com o câncer colorretal, antes no terceiro lugar. Permanece como o mais frequente o câncer de mama.

 

De acordo com o Inca, a partir de agora, o país tem como desafio baixar as taxas de câncer de colo de útero na Região Norte, que tem a mais alta de taxa de prevalência no país, de 35 casos para 100 mil habitantes, na comparação com a média nacional, de 23,5 casos.

 

“Quando se identifica e se trata a lesão do HPV, é possível evitar que o câncer venha ocorrer na mulher, mas no Norte, no Nordeste e no Centro-Oeste, têm grande importância as características das condições de saúde associadas à alta prevalência da infecção, decorrentes da prática da atividade sexual precoce não protegida e da falta de acesso a informações”, destacou Noronha.

 

Entre os homens, por região, o Inca destaca a frequência do câncer de próstata, o primeiroem número de casos, depois do câncer de pele e do de estômago, principalmente no Norte e no Nordeste. A doença, segundo Noronha, está ligada às condições de conservação precária de alimentos, como a “salga agressiva”, além de infecções causadas por problemas de saneamento.

 

O especialista informa que 70% dos casos de câncer são decorrentes de maus hábitos, como o fumo, a falta de exercícios físicos, a alimentação e o excesso de bebida alcoólicas. Para mudar de vida, ele recomenda que os pacientes procurem imediatamente um médico de sua preferência.

 

Fonte: Agência Brasil

Mais Artigos...