Palestrantes de destaque foram convidados para participar da Reunião Nacional de Luta pela Valorização da Profissão Farmacêutica, realizada na quarta e quinta-feira (05 e 06) em Brasília. Um deles foi a socióloga Maria Helena Machado. Pesquisadora titular da Escola de Saúde Pública Sérgio Arouca, da Fundação Oswaldo Cruz, ela abordou o tema “Fenômeno da profissão: o desafio de ser uma profissão”.



Autora do livro “Profissões de saúde: uma abordagem sociológica”, Maria Helena Machado destacou os aspectos sociológicos da profissão. Durante sua fala, colocou como principal desafio para os profissionais e entidades representativas da categoria, a conquista do reconhecimento do farmacêutico como profissional essencial para a saúde. “Hoje o farmacêutico é reconhecido, mas não é tido como essencial. Uma mostra disso é número de profissionais nos postos de trabalho do Sistema Único de Saúde (SUS).”



Conforme Maria Helena Machado, os farmacêuticos ocupam o quinto lugar no ranking de categorias profissionais mais frequentes no SUS. “Em primeiro lugar vêm os médicos, em segundo, os enfermeiros, em terceiro, os cirurgiões-dentistas e em quarto, os fisioterapeutas”, cita a pesquisadora. “Entre 1990 e 2000, os farmacêuticos estavam em terceira colocação.” Os cirurgiões-dentistas e fisioterapeutas ganharam terreno com o Brasil Sorridente, programa de saúde bucal do Governo Federal, e com a Estratégia de Saúde da Família, diz ela.


Maria Helena Machado observa que essa classificação se torna ainda mais perversa porque há um enorme fosso entre os médicos e os enfermeiros, que vem em segundo lugar. “Ou seja, a distância entre o número de farmacêuticos e os primeiros colocados, que são os médicos, é maior ainda do que deveria ser.” A pesquisadora deixa claro que nada tem contra as demais profissões, mas defende que é necessária a ampliação do quadro de farmacêuticos para que eles sejam de fato, profissionais essenciais à saúde.

Na opinião de Maria Helena Machado é necessário, ainda, que as farmácias sejam classificadas por lei como estabelecimentos de saúde. “Hoje, pela legislação existente, as farmácias são estabelecimentos comerciais”, comenta a palestrante, citando a Lei nº 5991/73. “A alteração legal é importante para que haja mais controle, fiscalização e aproveitamento de mão de obra, mas principalmente para promover a mudança da visão que a população tem da farmácia. Ela precisa enxergar o estabelecimento farmacêutico como local onde ela pode obter atendimentos de saúde.”




A pesquisadora, que também é coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recursos Humanos em Saúde e do ObservaRH-ENSP, da Rede de Observatórios de RH-MS/Opas, disse que o farmacêutico deve estar onde a população está. E assinalou que as formas de buscar isso devem ser pensadas pelas entidades, conjuntamente, e pela categoria. “Não tenham medo de enfrentar esse desafio no Congresso, no Ministério da Saúde e em todas as instâncias decisórias. A Farmácia é uma profissão milenar, fundamental à saúde.”


Fonte: Comunicação CFF

Pela primeira vez na história recente da Farmácia brasileira, estiveram reunidos, em Brasília, nos dias 05 e 06 de fevereiro, representantes do Conselho Federal de Farmácia (CFF), conselhos regionais, Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar) e sindicatos filiados, e Federação Interestadual dos Farmacêuticos (Feifar) e sindicatos filiados, de todas as regiões do país. A plenária final aprovou a criação de um Fórum Nacional de Luta Pela Valorização Profissional.

 

Decidiu-se, por unanimidade, pela imediata instalação de um fórum permanente de âmbito nacional e fóruns estaduais e regionais de entidades farmacêuticas pela valorização profissional com os seguintes objetivos:

 

- Qualificação da intervenção farmacêutica na sociedade (técnica, política, assistencial);

- Aprovação dos PECs e PLs de interesse a profissão – inicialmente, com foco nos seguintes Projetos de Lei: substitutivo do deputado Ivan Valente; que trata da redução da jornada de trabalho para no máximo 30 horas; do piso salarial nacional e da inserção do farmacêutico no SUS;

- Ação conjunta com representantes de outras profissões da área da saúde em prol da carreira única no SUS;

- Articulação e fortalecimento das entidades para cumprimento de seu papel na valorização do farmacêutico;

- Articulação política das entidades para o desenvolvimento de ações integradas de valorização da profissão junto à sociedade.

 

Além dos objetivos, os representantes das entidades definiram que CFF, Fenafar, Feifar, Associação Brasileira de Educação Farmacêutica (ABEF) e Executiva Nacional dos Estudantes de Farmácia (Enefar) integram a coordenação do Fórum Nacional. Os fóruns estaduais estarão alinhados em relação aos objetivos e representatividade, visando à unidade de ações. Encontram-se em fase de consolidação as ações planejadas para cada um dos objetivos acima listados.

 

Para o Ronald Ferreira, com a realização desta reunião, “o presidente do CFF demonstra, de maneira concreta, seu compromisso de lutar pela união da categoria. O que mais importa não é o discurso, mas sim, a prática”, disse o presidente da Fenafar.

 

“Sinto-me feliz e realizado por todas as entidades convidadas terem atendido ao chamado do CFF. As diretrizes aprovadas demonstram a maturidade dos líderes da profissão e uma disposição de trabalharmos com espírito de união. O desafio agora é colocar esses objetivos em prática e mobilizar toda a categoria farmacêutica para que juntos alcancemos a concretização deste sonho”, completou o presidente do CFF, Walter Jorge João.  

Os diretores do Sinfarmig, Júnia Lelis e Rilke Novato Públio, respectivamente, diretora da Regional Sudeste da Fenafar e vice-presidente da Fenafar, estiveram presentes na reunião no DF.  Fonte: CFF

Publicado em 07/02/2014

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA
SINDICATO DOS FARMACÊUTICOS DO ESTADO DE MINAS GERAIS, com base territorial compreendida no Estado de Minas Gerais, convoca, na forma estatutária, todos os trabalhadores farmacêuticos associados e interessados que laboram em Farmácias, Drogarias e Distribuidoras de Medicamentos para comparecerem à Assembleia Geral Extraordinária (AGE) a realizar-se às 18:30 horas do dia 11/02/2014, na Sede do Sinfarmig à Rua Tamoios, nº 462, 12º andar, sala 1205, Centro, em Belo Horizonte/MG, sendo que a Assembleia Geral Extraordinária será instalada, em primeira convocação e, na falta de quórum mínimo estabelecido pelo Estatuto Social, trinta minutos depois, em segunda convocação, com qualquer número de presentes: para discussão e deliberação sobre a seguinte ordem do dia: a) Discussão e aprovação da pauta de reivindicações para renovação do instrumento normativo de trabalho com vigência a partir de 01/03/2014 a ser encaminhada à Federação do Comércio do Estado de Minas Gerais – Fecomércio-MG e ao Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais – SINCOFARMA-MG; b) autorizar a diretoria do SINFARMIG a empreender negociações e celebrar convenção coletiva de trabalho com as respectivas representações patronais; c) discussão e aprovação da taxa assistencial a favor do Sindicato Profissional; d) autorizar o Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais a ajuizar dissídio coletivo se frustradas as negociações; e) discussão e deliberação sobre a transformação em assembleia permanente; f) outras deliberações conseqüentes. Belo Horizonte, 06 de fevereiro de 2014. Farmº Rilke Novato Públio - Diretor da Secretaria de Administração e Finanças do Sinfarmig.

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