97% das pessoas assistem TV pelo menos uma vez por semana, 61% ouvem rádio e 47% acessam a internet, mas só 6% leem jornais e 1%, revistas.
Brasília - A internet já é o principal meio de informação para metade dos brasileiros (47%), segundo a Pesquisa Brasileira de Mídia 2014, da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República. A TV continua como o meio de comunicação que mais atinge a população do país (97%), seguida pelo rádio (61%), mas ambos perdem terreno entre o público mais jovem, justamente onde a internet avança. Já os veículos impressos patinam em todas as faixas etárias: só 6% dos brasileiros leem jornal diariamente e apenas 1%, revistas.


A internet ganha mais peso quando os entrevistados indicam o meio de comunicação preferido, ainda que a quase totalidade deles usem mais de um para se informar. A TV continua na dianteira (76,4%), seguida pela internet (13,1%), pelo rádio (7,9%), pelos jornais impressos (1,5%) e pelas revistas (0,3%). Na internet, 32% dos entrevistados apontam as redes sociais como meio preferido, inclusive, para se informar.


“Todos nós tínhamos ideia clara que a importância da internet na informação vinha crescendo. Como não temos pesquisa anterior do mesmo tamanho, não se pode fazer uma comparação, mas se pode hoje dizer que sim, quase metade dos brasileiros se informa e usa a internet como meio cotidiano e rotineiro da informação. Isso é muito importante tanto para as políticas de comunicação quanto como retrato de como o brasileiro se informa”, afirmou o ministro-chefe da Secom, Thomas Traumann.


A pesquisa é a maior do gênero já realizada no país e a primeira que mostra de forma clara em que meio o brasileiro busca informações. O trabalho de campo deu-se entre os dias 12 de outubro e 6 de novembro de 2013, quando 200 pesquisadores aplicaram 75 perguntas a 18.312 brasileiros em 848 municípios, de todas as unidades da federação. A elaboração do questionário, a coleta de dados, a checagem e o processamento dos resultados estiveram a cargo do IBOPE Inteligência, contratado pela Secom, por meio de licitação.


O estudo mostra que a maior parte dos brasileiros assiste TV todos os dias da semana (65%). A pesquisa aponta também que 31% dos lares brasileiros são atendidos por um serviço pago de TV, em contraste com a ampla presença da TV aberta, que está em 91% dos domicílios. Em  24% dos casos, há os dois serviços.
 

No caso do rádio, um em cada cinco brasileiros (21%) ouve todos os dias, enquanto dois quintos (39%) nunca o fazem. Tal como a TV, o hábito é maior entre os mais velhos: sobe de 15% entre os mais jovens para 26% entre a população com mais de 65 anos.


O estudo mostra ainda que a mídia impressa desaparece aceleradamente da preferência dos brasileiros: 76% nunca leem jornais e 85%, revistas. Enquanto 24% ainda leem jornais pelo menos uma vez por semana, no caso das revistas o índice cai para 7%. Entre os jornais mais citados pelos entrevistados, figuram os meios regionais, que priorizam notícias locais. O Extra, do Rio de Janeiro, foi o mais lembrado, contando com 7,5% dos leitores. O Globo foi citado por apenas 3,5% dos entrevistados, a Folha de S. Paulo, por 1,3%, e o Estado de São Paulo, por 1,1%. Dentre as revistas, a Veja foi lembrada por 25,5% dos leitores, seguida pela Caras, citada por 9,3%.



Najla Passos – Agência Carta Maior

A coordenadora da bancada feminina da Câmara dos Deputados, Jô Moraes (PCdoB-MG), reconhece avanços, mas diz que ainda há um longo caminho a percorrer para a valorização da mulher no Brasil.


Segundo ela, a bancada vislumbra sentimentos contraditórios. “Temos uma mulher na presidência, vimos crescer em 25% a presença de mulheres nos ministérios, aumentar o número de doutoras. Ao mesmo tempo, enfrentamos essa luta cotidiana da falta de infraestrutura para as brasileiras trabalharem, dificuldades de creches”, explica. “Nossa preocupação é fazer com que as mulheres ocupem mais espaços de poder."

De fato, as mulheres ocupam hoje apenas 9% das vagas da Câmara e 13% das cadeiras do
Senado. Para tentar reverter essa proporção, a bancada feminina listou como prioridade para 2014 a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 590/06) apresentada pela deputada Luiza Erundina (PSB-SP) que determina a presença de pelo menos uma mulher na composição das Mesas Diretoras e das comissões permanentes das duas Casas.

Em 2012, a deputada Rose de Freitas (PMDB-ES) ocupou a 1ª vice-presidência da Câmara, mas, no ano passado, a bancada feminina voltou a ficar sem representante na Mesa Diretora. A situação se repetirá neste ano, porque o mandato é de dois anos.
Políticas públicas

Segundo Jô Moraes, ao ocupar esses "cargos de poder", as mulheres vão ajudar a resolver questões que também afetam homens, idosos e crianças."Serão definidas políticas públicas que atendam a metade da humanidade: creches, assistência à saúde, apoio ao enfrentamento à violência e, sobretudo, esse empoderamento da mulher. A mulher é capaz; ela é que não sabe da sua força."

A PEC 590/06 foi aprovada por comissão especial em 2009 e chegou a ser incluída na pauta do Plenário em 2010, mas não houve acordo para votação. Apesar das resistências, Jô Moraes assegura que a bancada feminina vai continuar empenhada na apreciação desse e de outros projetos que permitirão maior participação das mulheres na política.

A bancada também quer a aprovação de propostas que garantam a equidade de gênero no trabalho e que preveem punição mais rígida para quem praticar violência contra as mulheres.

Fonte: Agência Câmara
Publicado em 10/03/2014

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou hoje a suspensão da distribuição, comércio e uso, em todo o país, dos lotes 3177 (Fab. 03/2012 Val. 03/2014), 3207 (Fab. 07/2012 Val. 07/2014) e 3216 (Fab. 08/2012 Val. 08/2014) do medicamento Hidróxido de Alumínio 60mg/mL - marca Alumimax, fabricado pela empresa Natulab Laboratório S.A.


Os lotes apresentaram resultados insatisfatórios nos ensaios de aspecto e pH.

O fabricante deverá recolher os lotes 3177, 3207 e 3216 do mercado.

 

Fonte: Imprensa Anvisa

Mais Artigos...