Ameaça de avanço conservador deve unificar movimentos sociais, constata Conselho de Representantes

 

Movimentos sindicais e sociais precisam se juntar para marcar posição na atual conjuntura brasileira influenciada pela proximidade das eleições e pelos arranjos políticos conservadores que podem afetar o futuro dos trabalhadores no médio e longo prazo. Essa foi a constatação a que chegaram os participantes da reunião do Conselho de Representantes da Fenafar durante o primeiro dia da Jornada: A centenária história da farmácia no Brasil, que comemora 40 anos da entidade e os 175 da primeira escola de farmácia da América Latina em Ouro Preto.

 

Entre os convidados, estavam dirigentes da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB-MG), da Central Única dos Trabalhadores (CUT nacional), a ex-vereadora de Belo Horizonte, Neila Batista (PT), que representava o deputado Rogério Correia (PT-MG) e o vereador Gilson Reis (PC do B-BH).

 

No início, o presidente da Fenafar, Ronald Ferreira, chamou a atenção dos presentes sobre como a Jornada acontece num momento especial. “Devemos fazer olhar coletivo sobre o estado da arte da relação capital X trabalho com as efemérides: 175 anos da Escola de Farmácia, 50 anos do golpe, 40 anos da Fenafar.’ Mais cedo, ele lembraria também dos avanços da Assistência Farmacêutica no país. Ele relatou que em recente pesquisa sobre saúde, o acesso a medicamentos recebeu a nota mais alta entre todos os itens levantados: 7,2.

 

A ex-vereadora Neila Batista se mostrou foi enfática ao apontar a necessidade de unificar a luta política das entidades brasileiras. Na opinião dela, os movimentos sindicais não conseguem pressionar de forma adequada o governo que promoveu série de avanços mas é refém da governabilidade.

 

“ O Governo é moderado na lógica da social democracia sem força suficiente para dar saltos na área social”, disse. Segundo Neila, movimentos sociais e sindicais devem ver a importância desse momento para os trabalhadores. “No caso dos farmacêuticos, nunca a conjuntura para o debate ao direito à saúde foi tão forte no Brasil. É preciso que seus debates incidam na questão da saúde pública, enfrentamento da indústria farmacêutica no que ela não ajuda na saúde pública”, indicou.

 

Coube ao vereador Gilson Reis fazer o alerta de que as forças conservadoras nacionais, impulsionadas pelo chamado capital rentista internacional se mobiliza fortemente para ganhar as eleições presidenciais. Segundo ele, basta observar que depois da pesquisa que dava a vitória de Dilma em primeiro turno há menos de um mês, veio uma onda de ataques violentos ao governo seguido de outra pesquisa que apontava o desgaste da presidente e a queda nas pesquisas de intenção de votos.

 

O parlamentar se mostrou assustado com a onda conservadora que ele vê crescer no país. “Sou presidente do Sindicato dos Professores e tem professor elogiando a ditadura”, contou. Para ele, a situação é grave e teria sido provocada por uma falta de atenção dos setores de esquerda para o discurso político, deixando espaço para o avanço dos conservadores que se vê hoje.

 

A grande preocupação de Gilson no momento é com a mobilização da oposição que incita manifestações durante a Copa para desestabilizar o Governo e crescer. De acordo com ele a sanha da oposição, associada aos interesses internacionais (EUA incluídos) provocados com a nova geopolítica internacional capitaneada pelo grupo dos Brics, pode levar a uma crise institucional no Brasil. O vereador belo-horizontino vem se revelando um estudioso arguto da política nacional e mineira e publicou recentemente o livro Desvendando Minas Gerais sobre a gestão tucana no Estado.

 

O sindicalista Luis Torres, de Pernambuco fez um retrospecto da política nacional desde o fim da ditadura, passando pelos governos Collor, Sarney, Itamar, Fernando Henrique, Lula e Dilma Rousseff. “Os novos não devem se deixar enganar com o que parece novo e na verdade é velho (na política nacional)”, disse, referindo-se à semelhança dos candidatos Eduardo Campos de seu estado e Aécio Neves - dois representantes da velha oligarquia, segundo Lulinha Torres.

 

O vice-presidente da Fenafar, Rilke Novato enalteceu a importância do encontro. “Precisamos ter essa visão de contexto para não cair na esparrela do pontual. A melhor forma de estarmos antenados ao contexto é nos informarmos”, destacou.

 

Após ampla participação das lideranças sindicais nos estados foi proposto que seja aprovado no final do encontro uma carta de avaliação da situação política, econômica e social e o posicionamento da Fenafar em relação a atual conjuntura.

 

por Elionice Silva - Ouro Preto
Publicada em 04/04/2014

 

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SINFARMIG CONVOCA A CATEGORIA PARA A REUNIÃO DE NEGOCIAÇÃO COLETIVA DA INDÚSTRIA – CAMPANHA SALARIAL 2014

Todos os farmacêuticos que laboram nas Indústrias, em Minas Gerias, têm compromisso marcado para a próxima terça-feira, 08 de abril.
 
É hora de mobilização e de forte presença para buscar conquistas para a categoria na Reunião de Negociação Salarial com o sindicato patronal, Sindusfarq.
 
A reunião será às 14h na FIEMG – Av. do Contorno, 4.520 – Funcionários - Sala de reuniões do 9° andar. 
 
FARMACÊUTICO: Não deixe a oportunidade passar, a hora de negociar chegou!

 

 

 

Foi realizada ontem, 01/04, a primeira reunião de negociação salarial entre farmacêuticos do setor de Farmácias, Drogarias e Distribuidoras, representados pelo Sinfarmig e o sindicato patronal, Sincofarma. As negociações irão prosseguir numa segunda reunião agendada para o dia 11 de abril, sexta-feira, em horário a ser confirmado.


Na primeira rodada de negociações, o Sinfarmig apresentou a proposta de elevação do piso de 40 horas semanais, de R$ 2.970,00, para R$ 3.500,00. O Sincofarma ofereceu um reajuste de 5,39% o que elevaria o piso a R$ 3.139,00 e ficou de estudar a proposta feita pelo Sindicato. 


A entidade patronal também ficou de analisar outros pontos apresentados na pauta de reivindicações dos farmacêuticos como o adicional para responsável técnico, adicional por tempo de serviço e a abertura de conta em banco, específica para depósito mensal do salário.   


O Sinfarmig reitera o convite aos colegas farmacêuticos (as), para participarem da próxima reunião e juntarmos esforços para a conquista de mais avanços para nossa categoria!

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