A Secretaria Executiva da Universidade Aberta do SUS (SE/UNA-SUS) lança, por meio da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS), o curso Hanseníase na Atenção Básica. As inscrições estarão abertas a e o curso terá início em novembro. Serão disponibilizadas 5 mil vagas para profissionais de todo Brasil.

 

O processo de lançamento do curso se iniciará durante a 14ª Mostra Nacional de Experiências Bem Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (EXPOEPI). O evento ocorre em Brasília, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, de 28 a 31 de outubro de 2014. Na ocasião, a UNA-SUS vai integrar o stand da SVS, no qual público da mostra terá a oportunidade de testar seus conhecimentos com os Quizes dos cursos de Dengue, Tuberculose, Influenza e Hanseníase.

 

O curso Hanseníase na Atenção Básica tem como tem como objetivo preparar os profissionais para atuarem no controle da transmissão da hanseníase e diminuir as incapacidades causadas pela doença. Nesse contexto, o conteúdo apresentado ressalta a importância do diagnóstico oportuno e do efetivo controle de contatos. Para tanto, são utilizados diversos recursos educacionais para promover o aprendizado.

 

Além dos casos clínicos e dos quizes - bastante utilizados nos cursos oferecidos pela UNA-SUS -, o curso conta com vídeo-aulas com explicações de especialistas no tema. Também foram produzidas dramatizações, que servem como vídeos de apoio às explicações das vídeo-aulas. Dessa forma, os conteúdos de diferentes recursos se interagem, reforçando os conhecimentos do aluno. Além disso, são utilizados hipertextos, caixas de ajuda e glossário para aprofundar os conhecimentos de termos técnicos.

 

“É importante ressaltar que a hanseníase pode ser controlada na Atenção Básica. Nesse sentido, o curso propõe soluções e ações factíveis para o cuidado nesse nível de atenção, com os recursos disponíveis”, afirma a designer educacional da SE/UNA-SUS, Bárbara Menezes.

 

 

O curso é dividido em três unidades: vigilância; diagnóstico e acompanhamento da hanseníase na Atenção Básica. Os casos clínicos são transversais, abrangendo e integrando os três aspectos do controle da doença.

 

Clique aqui para se matricular.

 

 

SERVIÇO: Hanseníase na Atenção Básica
Inscrições: O período para inscrições está aberto a partir de 28 de outubro de 2014 até 20 de fevereiro de 2015. O curso será iniciado em novembro de 2014. Para se matricular, clique aqui.
Público-alvo: O curso é voltado para profissionais de saúde de nível superior que atuam na Atenção Básica em todo território nacional.
Carga horária: 45 horas, porém o curso poderá ser concluído em menos tempo.
Vagas: Serão disponibilizadas 5 mil vagas para profissionais de todo Brasil.

 

Fonte: Ascom SE/UNA-SUS, com informações da EXPOEPI.

O ministro da saúde Arthur Chioro lançou no dia 28 de outubro a nova Política Nacional de Promoção da Saúde, que visa deter o desenvolvimento das doenças crônicas no Brasil, com planejamento de ações voltadas para prevenção dos fatores de risco (tabagismo, sedentarismo e má alimentação) e investimentos na qualificação da atenção e da assistência aos pacientes. O anúncio ocorreu durante a 14ª Mostra Nacional de Experiências Bem Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doença (Expoepi), em Brasília.

 

“Essa política reforça o empenho do Ministério da Saúde em assegurar o acesso da população, sobretudo às mais vulneráveis, à educação em saúde, à melhoria da qualidade de vida e ao envelhecimento saudável”, destacou Chioro.

 

O enfrentamento às DCNTs é um dos principais desafios de saúde pública no mundo. Segundo a Organização Mundial de Saúde, elas respondem por cerca de 35 milhões de mortes ao ano. No Brasil, do total de óbitos registrados em 2011 (cerca de um milhão de mortes), elas foram responsáveis por cerca de 74 mil (72%). Apesar do grande percentual, o Brasil superou a meta estabelecida para a redução da mortalidade prematura por doenças crônicas, que era de 2% ao ano. Entre 2010 e 2011, o índice de queda da mortalidade prematura (30 a 70 anos) por DCNTs foi de 3,8%. A expectativa é chegar a 25% em 2022

 

AVANÇOS - A redução gradativa de 2% da mortalidade prematura é o objetivo principal do Plano de Ações de Enfrentamento às Doenças Crônicas Não Transmissíveis 2011-2022, que define estratégias interssetoriais e recursos para o enfrentamento dessas enfermidades no país. Os grupos de doenças considerados pela Organização das Nações Unidas como prioritárias são as do aparelho circulatório (isquemias, infarto e AVC), as respiratórias crônicas (asma, rinite alérgica e doença pulmonar obstrutiva crônica), os cânceres e o diabetes.

 

De acordo com a diretora de Vigilância e Promoção da Saúde do Ministério da Saúde, Deborah Malta, o contexto nacional e internacional apontou novos desafios e compromissos que motivaram o aprimoramento e a atualização da Política Nacional de Promoção da Saúde. “A nova política dialoga com os acordos internacionais firmados pelo governo brasileiro e está articulação com as demais políticas. Ela incorpora o saber popular e tradicional às práticas em saúde e valoriza a formação e a educação permanente, que compreende mobilizar, sensibilizar e promover capacitações para gestores, trabalhadores da saúde e de outros setores”, afirmou.

 

Entre as ações do Ministério da Saúde para incentivar a prática de hábitos saudável na população, está o Programa Academia da Saúde, iniciativa que prevê a implantação de polos com infraestrutura, equipamentos e profissionais qualificados para a orientação de saúde e atividades físicas. Atualmente, há mais de 3.725 mil polos habilitados para a construção em todo o país (destes, 491 já estão prontos). O Ministério também ampliou o tratamento de tabagismo no SUS e, no último 31 de maio, regulamentou a lei que cria ambientes livre do tabaco.

 

A Atenção Básica também proporciona diferentes tipos de tratamento e acompanhamento ao usuário, incluindo o atendimento psicológico. Atualmente, existem 3.695 Núcleos de Atenção à Saúde da Família, com 3.247 nutricionistas, 5.062 fisioterapeutas e 3.691 psicólogos, além de educadores físicos e sanitaristas. A evolução do tratamento deve ser acompanhada por uma das 40,5 mil Unidades Básicas de Saúde, presentes em todos os municípios brasileiros. Nos casos de obesidade mórbida, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece ainda, como último recurso para perda de peso, a cirurgia bariátrica. Para pacientes hipertensos, diabéticos e asmáticos, são disponibilizados medicamentos por meio do Programa Farmácia Popular. Além dos itens gratuitos, os mais de 100 produtos podem ter até 90% de desconto na compra. Desde 2011, só com a distribuição gratuita de medicamentos, mais de 20 milhões de pessoas já foram beneficiadas.

 

Fonte: Agência Saúde / Fabiane Schmidt

Os mapas estão, hoje, ao alcance de quase todos: basta um celular conectado à internet para que a pessoa consiga saber onde está ou descobrir imediatamente a distância entre dois pontos geográficos do planeta. Se a tecnologia disponível pode ajudar nas pequenas tarefas do dia a dia, como achar um restaurante ou posto de gasolina, a potência do encontro entre a cartografia e o mundo digital aumenta quando falamos de seu uso no combate às injustiças. Localizar e indicar os conflitos ambientais que se espalham por todo o Brasil, e tornar públicas vozes que lutam contra isso, tem sido a tarefa do projeto Mapa de conflitos envolvendo injustiça ambiental e Saúde no Brasil, coordenado pelo pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) Marcelo Firpo.

 

A partir de dados que vêm sendo coletados desde 2006, com ajuda da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase), o mapa apresenta hoje 450 pontos. Um dos possíveis mecanismos de busca é por unidades da federação. Ao escolher uma delas, um mapa com os conflitos registrados, demarcados por balões vermelhos, se abre para o leitor. Ao clicar sobre um deles, o visitante tem acesso a informações detalhadas sobre o que está acontecendo naquele local: população atingida pelo conflito, impactos e riscos ambientais, danos à saúde. "O mapa é uma tentativa de sistematizar os conflitos emblemáticos que existem em nosso país", disse Firpo.

 

 

A natureza dos conflitos é a mais diversa: é possível encontrar informações de lutas contra o agrotóxico, violência, poluição e mobilidade urbana, relatos sobre danos causados por usinas de energia ou pela mineração, entre muitos outros. O que há em comum entre todos esses conflitos é sua origem num modelo de desenvolvimento baseado na mercantilização da natureza e da vida. Mesmo onde se observa aquilo que pensador uruguaio Eduardo Gudynas classificou como neoextrativismo, ou seja, o uso de recursos da exploração mercantil da natureza para diminuir mazelas sociais, o que se produz no final das contas é uma sistemática geração de conflitos ambientais que têm por consequência principal o extermínio da vida humana. Ao dar visibilidade a esses conflitos, o que se busca, de acordo com Marcelo Firpo, é articular, questionar e propor alternativas a esse modelo de desenvolvimento.

 

 

Entre tantos casos descritos, chama atenção, por exemplo, os relatos sobre atropelamentos de crianças e animais nas ferrovias por onde passam trens carregados com os minérios extraídos pela Vale do Rio Doce, no Pará. Mesmo com os acidentes e outros danos causados pela mineração, a companhia tem o projeto de duplicar a ferrovia de Porto Carajás. O território para onde olham os técnicos da Vale e os pesquisadores do Mapa de Conflitos Ambientais pode ser o mesmo, mas o que cada um vê nele, certamente não é. E Marcelo sabe que, infelizmente, o número de dados relatados tende a aumentar. "Esperávamos que o conflito sobre a água iria demorar uns 50 anos para chegar ao Brasil. Mas já chegou. Tem caminhão pipa em Itu sendo obrigado a andar com escolta armada", lembrou o pesquisador.
O trabalho foi apresentado na mesa redonda Desenvolvimento e Conflitos Territoriais: experiências dos mapas e diálogos de saberes para a justiça ambiental, realizada em 20/10 durante o 2º Simpósio Brasileiro de Saúde e Ambiente.

 

Acesse o Projeto Mapa de conflitos envolvendo injustiça ambiental e Saúde no Brasil 

Fonte: Informe Escola Nacional de Saúde Pública

Duas pesquisadoras da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fundação Oswaldo Cruz) resolveram estabelecer um contraponto às notícias que a mídia veicula sobre a epidemia provocada pelo Ebola.

 

O artigo saiu publicado na Revista Eletrônica de Comunicação, Informação e Inovação em Saúde (Reciis) e foi escrito pelas pesquisadoras Telma Cardoso e Marli Navarro.

 

Confira o resumo:

"A alta letalidade do vírus ebola não é nenhuma novidade. As epidemias da doença que se verificam em países africanos refletem tragédias periódicas. Outros surtos ocorreram, foram noticiados e posteriormente esquecidos pela mídia, embora o vírus tenha continuado ativo. A manifestação atual do ebola expressa um impacto que é apresentado pela mídia como ameaça à humanidade, contribuindo para propagar na sociedade apreensões e o medo. Cabe, aos especialistas do campo da saúde pública, elaborar informações dirigidas à  sociedade que sejam capazes de dimensionar o risco e as possibilidades do controle do mesmo, sobretudo através dos recursos oferecidos pela pesquisa científica, pela biossegurança e pela articulação global de políticas de saúde."


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