De toda a força de trabalho do mercado brasileiro, 24,6% foi subutilizada no segundo trimestre deste ano, número estatisticamente estável em relação ao trimestre anterior, 24,7%, o mais alto da série iniciada em 2012. Na comparação com o mesmo período do ano passado, 23,8%, houve alta, o que significa que o mercado de trabalho não apresenta melhora. 

 

Este porcentual equivale a 27,6 milhões de pessoas desocupadas, que trabalham menos horas do que gostariam ou fazem parte da força de trabalho potencial. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua trimestral, divulgada nesta quinta-feira 16 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Os números do IBGE mostram ainda que o desalento - quando um trabalhador sai da estatística de desemprego porque desistiu de buscar trabalho - também atingiu os maiores níveis da série histórica do Instituto, com um contingente de 4,8 milhões de pessoas, ou 4,4%. Entre as unidades da federação, Alagoas (16,6%) e Maranhão (16,2%) tinham a maior taxa de desalento e Rio de Janeiro (1,2%) e Santa Catarina (0,7%), a menor.

 

A taxa combinada de subocupação por insuficiências de horas trabalhadas e desocupação (pessoas ocupadas com uma jornada de menos de 40 horas semanais, mas que gostariam de trabalhar em um período maior, somada às pessoas desocupadas) foi de 18,7% no Brasil, no segundo trimestre de 2018, o que representa 6,5 milhões de trabalhadores subocupados por insuficiência de horas trabalhadas e 13,0 milhões de desocupados.

 

A taxa combinada da desocupação e da força de trabalho potencial, que abrange os desocupados e as pessoas que gostariam de trabalhar, mas não procuraram trabalho, ou que procuraram, mas não estavam disponíveis para trabalhar (força de trabalho potencial), foi de 18,8% no segundo trimestre de 2018, o que representa 21,1 milhões de pessoas.

 

A taxa total de desemprego no segundo foi de 12,4%, 12,9 milhões de pessoas em busca de trabalho. Este indicador apresentou redução de 0,7 p.p. em relação ao 1º trimestre de 2018 (13,1%). Em relação ao 2º trimestre de 2017 (13,0%), a taxa apresentou redução de 0,6 ponto percentual.

 

 

Desigualdade

 

As mulheres são maioria tanto na população em idade de trabalhar no Brasil (52,4%), quanto em todas as grandes regiões. Porém, entre as pessoas ocupadas predominavam os homens no Brasil (56,3%) e em todas as regiões, sobretudo na Norte, onde os homens representavam (60,2%).

 

O nível da ocupação dos homens no Brasil foi de 63,6% e o das mulheres de 44,8%, no segundo trimestre de 2018. O comportamento diferenciado deste indicador entre homens e mulheres foi verificado nas cinco Grandes Regiões, com destaque para a Norte, onde a diferença entre homens e mulheres foi a maior (22,6 pontos percentuais), e para o Sudeste, com a menor diferença (18,0 pontos percentuais).

 

Já na população desocupada, no primeiro trimestre de 2018, as mulheres eram maioria (51%). Em quase todas as regiões, o percentual de mulheres na população desocupada era superior ao de homens, a exceção foi a região Nordeste (46,9%). Na Região Sul, o percentual das mulheres foi o maior, elas representavam 53,4% das pessoas desocupadas.

 

Do contingente dos desocupados no Brasil no primeiro trimestre de 2012 - início da atual série histórica - era de 7,6 milhões de pessoas, quando os pardos representavam 48,9% dessa população; seguido dos brancos (40,2%) e dos pretos (10,2%). Agora, esse contingente subiu para 12,9 milhões de pessoas e a participação dos pardos passou a ser de 52,3%; a dos brancos reduziu para 35,0% e dos pretos subiu para 11,8%.

 

A taxa de desocupação, no segundo trimestre de 2018, dos que se declararam brancos (9,9%) ficou abaixo da média nacional (12,4%); porém a dos pretos (15,0%) e a dos pardos (14,4%) ficaram acima. No primeiro trimestre de 2012, quando a taxa média foi estimada em 7,9%, a dos pretos correspondia a 9,7%; a dos pardos a 9,1% e a dos brancos era 6,6%.

 

No segundo trimestre de 2018 os pardos representavam 47,9% da população fora da força de trabalho, seguidos pelos brancos (42,4%) e pelos pretos (8,5%).

 

Fonte: Portal Vermelho

16/08/2018

 

 

O Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais – Sinfarmig estará na Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) na tarde desta segunda-feira, 20/08, a partir das 15h30 para falar sobre as perspectivas profissionais do setor no atual cenário brasileiro para os alunos da graduação. 

 

O convite foi feito pela professora da disciplina Ética e Legislação Farmacêutica, Micheline Rosa Silveira, que considera a palestra importante porque irá abordar “os avanços da profissão, as lutas que o sindicato participa em defesa dos farmacêuticos, a importância de se sindicalizar e os prejuízos da Reforma Trabalhista”. 

 

A abordagem do diretor do Sinfarmig, Rilke Novato Públio, será pautada por estes temas além dos desafios do mundo do trabalho. Ele defende que é urgente o envolvimento dos acadêmicos para fortalecer a entidade e a mobilização por mais conquistas. “A participação dos alunos pode mudar a luta e resultar em avanços, além de melhorar as perspectivas para os farmacêuticos”.

 

Fonte: Sinfarmig

Publicada em 16/08/18

 

 

Documento visa esclarecer dúvidas de trabalhadores da área da saúde sobre a seleção de produtos.  

 

Entre as medidas de segurança adotadas em um ambiente de promoção e cuidado da saúde, a higienização das mãos é uma das principais estratégias para a prevenção das infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS). Com o intuito de orientar gestores, profissionais que atuam nos serviços de saúde e no Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), a Anvisa lançou a Nota Técnica 01/2018 sobre os requisitos básicos e necessários para a seleção de produtos para higienização das mãos sem serviços de saúde.

 

O termo higienização das mãos engloba a higiene simples, a higiene antisséptica e a antissepsia cirúrgica ou preparo pré-operatório das mãos. Esse tipo de serviço de saúde tem sido foco de especial atenção para a prevenção da disseminação de micro-organismos, especialmente os multirresistentes, muitas vezes veiculados pelas mãos dos profissionais de saúde.

 

Vale lembrar que, em hospitais, unidades de saúde ou clínicas, o manejo das pessoas que sofrem com infecções é constante e, consequentemente, os cuidados devem ser dobrados. A nota técnica elaborada pela a Anvisa tem o foco na implementação de melhorias em suas unidades como parte das diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

Preparação Alcoólica

A maneira mais eficaz de garantir uma ótima higiene das mãos é utilizar a preparação alcoólica para as mãos. A concentração final da preparação alcoólica para fricção antisséptica das mãos a ser utilizada em serviços de saúde deve cumprir com o estabelecido na RDC  42/2010, ou seja, entre 60% e 80% no caso de preparações sob a forma líquida, e concentração final mínima de 70% no caso de preparações sob as formas gel, espuma e outras.

 

Contato com a pele

Quanto ao tempo de contato com a pele das mãos, recomenda-se que a higienização das mãos com preparações alcoólicas nos serviços de saúde seja feita por 20 a 30 segundos, friccionando-se as mãos em todas as suas superfícies.

 

Boa tolerância cutânea

A preparação alcoólica para fricção antisséptica das mãos deve apresentar boa tolerância cutânea, uma vez que podem ocorrer dermatites de contato causadas por hipersensibilidade ao álcool ou a vários aditivos presentes em certas formulações.

 

Cinco momentos para a higiene das mãos

A nota técnica lembra do conceito “cinco momentos para a higiene das mãos” que facilita a compreensão dos profissionais de saúde nos momentos em que há riscos de transmissão de micro-organismos causadas por transmissão cruzada pelas mãos: antes de tocar o paciente; antes de realizar procedimento limpo/asséptico; após risco de exposição a fluidos corporais; após tocar o paciente e após contato com superfícies próximas ao paciente.

 

Higiene das mãos

As mãos devem ser lavadas com água e sabonete (líquido ou espuma) quando estiverem visivelmente sujas de sangue ou outros fluidos corporais, quando forem expostas a potenciais organismos formadores de esporos ou depois de utilizar o banheiro.

 

As ações de higiene das mãos são mais eficazes quando a pele das mãos é livre de lesões/cortes, as unhas estão no tamanho natural, curtas e as mãos e antebraços sem joias e descobertos.

 

Vale lembrar que a correta higiene das mãos é uma ação simples, mas que realizada no momento certo e da maneira certa pode salvar vidas.

 

Por: Ascom/Anvisa

Publicado: 06/08/2018 16:27

Última Modificação: 07/08/2018 10:40

 

 

A nova diretoria da Fenafar para o triênio 2018 - 2021 foi eleita por unanimidade dos votos ao final do 9º Congresso da Fenafar, realizado entre 02 e 04 de agosto em Aracruz, Espírito Santo. O farmacêutico catarinense, Ronald Ferreira dos Santos foi reeleito para ocupar a presidência da entidade. Dos 126 delegados aptos a votar, 121 votaram na chapa única apresentada ao congresso.

 

Para Ronald, essa construção unitária é o reflexo da prática cotidiana de todos e todas que atuam nos sindicatos e que compreendem que a nossa força política é fruto dessa unidade.

 

A nova diretoria executiva é composta por 22 diretores, 54% são mulheres, há sete novos integrantes e quatro novos estados. Para Ronald, é preciso combinar a experiência com a incorporação de novas lideranças. Somos uma categoria feminina e jovem e isso tem que estar refletido na composição da nossa diretoria".

 

Em seu discurso aos delegados, Ronald Ferreira dos Santos, emocionado, disse "o que me move é a emoção, é o sentimento, é essa coisa maluca que é compartilhar sonhos e ver as coisas acontecendo, e ver isso (referindo-se à diretoria eleita) não tem como não se emocionar e alimentar a nossa alma, de ter a convicção de que nós escolhemos fazer o mesmo trabalho e compartilhar nossos sonhos e construir tudo isso com cada um e cada uma que está aqui e que se dispôs a construir essa luta”, disse. 

 

Ronald também disse que "saímos daqui com muitas tarefas para construir juntos”, entre elas ele destacou a 16ª Conferência Nacional de Saúde. "O compromisso da categoria farmacêutica é com a vida. Vamos ajudar a construir uma plataforma em defesa do Brasil. Poucas organizações da sociedade brasileira têm propostas para enfrentar a frente trabalhista, democrática e social, em defesa da qualidade de vida das pessoas, nós temos rumos e caminhos para construir isso tudo. Nós temos que compreender que a unidade é a bandeira da esperança, a unidade é a única bandeira capaz de fazer frente aos emissários da morte. Temos que fazer do nosso trabalho, da nossa ação técnica, do nosso convívio político e social a luta pela transformação social. Nossa diretoria, iluminada pela construção coletiva que produzimos aqui, vai contribuir para a valorização e o crescimento da nossa profissão e para o avanço da sociedade brasileira”, concluiu.

 

A secretária geral da Fenafar e anfitriã do evento, Maria Maruza Carlesso ressaltou a vitória que foi realizar este 9º Congresso. “Com todas as dificuldades que os sindicatos estão passando, conseguimos realizar mais um congresso, discutindo pontos importantes para municiar a categoria na sua luta para o próximo período. Uma luta que está expressa no mote do nosso 9º Congresso, que é por +Democracia, +salário digno, +saúde e +qualidade de vida. Afinal, é isso que todos nós buscamos na nossa vida”, disse.

 

Fábio Basílio, vice-presidente da federação, ressaltou que "neste momento de desmonte de tudo que a gente acredita, da democracia, da unidade da classe trabalhadora, com a asfixia financeira dos sindicatos, termos conseguido reunir mais de 150 pessoas com 26 estados representados neste 9º Congresso é uma grande vitória e mostra a força da Fenafar e a nossa capacidade de luta para continuar nos próximos anos buscando a valorização da profissão farmacêutica e o reestabelecimento da democracia no nosso país”.

 

A segunda vice-presidente da Fenafar, Veridiana Ribeiro, disse que “os congressos da Fenafar sempre representam um marco importante para a luta da nossa categoria. E esse Congresso não é diferente. Como os outros, ele entra para a história e mostra o nosso compromisso com a luta. Num momento tão adverso, a categoria se superou. Os sindicatos filiados se superaram para garantir a presença aqui. E o mais importante é que conseguimos aprovar uma estratégia de luta para os próximos três anos, mantendo a unidade e com o compromisso de politizar a nossa base e levar para a categoria o que está colocado no mote no Congresso: a luta por +democracia, +salário digno, +saúde e + qualidade de vida”.

 

 

Por Renata Mielli, do Espírito Santo

Publicado em 04/08/2018

 

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