Estão abertas, até o dia 19 de janeiro, as inscrições para três cursos de atualização à distância em Saúde Mental. As ofertas são fruto da parceria entre o Ministério da Saúde e a Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS), por meio da Universidade Federal de Santa Catarina (UNA-SUS/UFSC).

 

Essa é a terceira edição dos cursos de atualização, que tratam dos temas: Álcool e outras drogas, da coerção à coesão; Saúde Mental na Infância e Adolescência e Crise e Urgência em Saúde Mental. As inscrições deverão ser feitas pelo FormSUS, ao final da página. O candidato poderá se inscrever somente em um dos cursos por edição.



Álcool e outras drogas, da coerção à coesão - São três mil vagas, voltadas aos profissionais de saúde nível médio e superior que atuam na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), tendo como foco o trabalho interdisciplinar e intersetorial.

 
O curso possui sete módulos, que tratam dos seguintes temas: Drogas e sociedade; Políticas de Saúde Mental e Direitos Humanos; Atenção Psicossocial e Cuidado; Processo de trabalho nos serviços de atenção a usuários de álcool e outras drogas; Recursos e Estratégias do cuidado e singularidades do cuidado na RAPS.

 

Para mais informações, acesse a ementa do curso aqui.

 

Curso Saúde Mental da Infância e Adolescência - São 500 vagas para profissionais de saúde de nível superior que atuam na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). O curso possui seis módulos, que incluem os temas: Política Nacional de Saúde Mental Infantojuvenil; As Políticas Públicas para infância e Adolescência: do menor ao sujeito de direitos; Atenção psicossocial na infância e adolescência; Atenção às crianças e adolescentes com autismo e suas famílias no âmbito da Rede de Atenção Psicossocial; Atenção psicossocial e o Sistema Nacional de Medidas Socioeducativas.

 

Para mais informações, acesse a ementa do curso aqui.



Curso Crise e Urgência em Saúde Mental - São mil vagas, voltadas a profissionais de saúde de nível superior que atuam na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). O curso possui quatro módulos, que tratam dos temas: Fundamentos da atenção à crise e urgência em saúde mental; Organização da atenção psicossocial à crise em rede de cuidado e O cuidado às pessoas em situações de crise e urgência na perspectiva da atenção psicossocial.

 

Para mais informações, veja a ementa do curso aqui.

 

 

Orientações para inscrições


- Para fins de inscrição, são considerados pontos da RAPS: CAPS I, CAPS II, CAPS III, CAPS i, CAPS Álcool e Drogas (AD), CAPS AD (Álcool e Drogas) II e CAPS (Álcool e Drogas) AD III; Consultório na Rua; Unidades Básicas de Saúde; NASF; Centros de Convivência e Cultura; SAMU; Sala de Estabilização; UPA 24 horas; Pronto socorro em Hospital Geral; Unidade de Acolhimento; Leitos de psiquiatria e saúde mental em Hospital Geral e Serviços Residenciais Terapêuticos.

 


- Para os cursos Saúde Mental na Infância e Adolescência e Crise e Urgência em Saúde Mental, haverá seleção dos candidatos após a inscrição prévia, na qual os critérios podem ser acessados aqui.

 

A lista com os candidatos selecionados será disponibilizada na página de inscrição do FormSUS e no portal da UNA-SUS/UFSC, a partir do dia 22 de janeiro.

 

- A matricula será posteriormente realizada pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) - via internet, sem necessidade de deslocamento do candidato selecionado. A UFSC fará contato com os candidatos selecionados através do e-mail cadastrado. (Lembre-se de usar o seu e-mail pessoal, não use o e-mail de seu local de trabalho ou e-mails institucionais, pois não serão aceitos e sua matrícula poderá não ser efetuada).

 


- O candidato poderá se inscrever somente em um dos cursos por edição.

 

- O TERMO DE COMPROMISSO, disponível aqui deverá ser impresso, preenchido, assinado e carimbado pelo gestor (coordenador do estabelecimento de saúde, secretário Municipal ou Estadual de Saúde). Depois digitalizado (escaneado) para seu computador e salvo em um arquivo para ser anexado na última parte (item 15) do formulário de inscrição abaixo.

 

Fonte: SE/UNA-SUS, com informações da UNA-SUS/UFSC

O Ministério da Saúde enviou esta semana, a todos os estados brasileiros, o medicamento 3 em 1 para o tratamento de pacientes com HIV e aids. A previsão é de que a dose tripla combinada, composta pelos medicamentos Tenofovir (300 mg), Lamivudina (300 mg) e Efavirenz (600 mg) comece a chegar aos estados, responsáveis pela distribuição para os municípios, na próxima semana. A combinação de medicamentos deverá beneficiar 100 mil novos pacientes com HIV e aids. O Ministério da Saúde investiu R$ 36 milhões na aquisição de 7,3 milhões de comprimidos. O estoque é suficiente para atender os pacientes nos próximos doze meses.


O uso do medicamento 3 em 1 está previsto no Protocolo Clínico de Tratamento de Adultos com HIV e Aids do Ministério da Saúde como tratamento inicial para os pacientes soropositivos. Atualmente, os medicamentos são distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e consumidos, separadamente. Os Estados do Rio Grande do Sul e Amazonas, que possuem as maiores taxas de detecção do vírus, recebem, desde novembro, a dose tripla combinada. Nesse período, cerca de 11 mil pacientes foram beneficiados nos dois estados.


Para o ministro da Saúde, Arthur Chioro, a dose combinada representa um avanço importante na melhoria do acesso ao tratamento de aids no país. “A utilização de dose fixa combinada (3 em 1) irá permitir uma melhor adesão ao tratamento de pessoas que vivem com HIV e aids. Além de ser de fácil ingestão, o novo medicamento tem como grande vantagem a boa tolerância pelo paciente, já que significa a redução dos 3 medicamentos para apenas 1 comprimido ”, explicou o ministro.

INCORPORAÇÕES – Em 2014, o Ministério da Saúde incorporou novas formulações para os pacientes com aids, como o ritonavir 100 mg, na apresentação termoestável, que permite que o medicamento seja mantido em temperatura de até 30°C. A incorporação representou um importante avanço uma vez que o medicamento distribuído anteriormente no SUS necessitava de armazenamento em câmara fria. A apresentação termoestável proporciona maior comodidade aos pacientes, facilitando a logística de armazenamento, distribuição e dispensação.


Em dezembro, o SUS passou a oferecer o medicamento tenofovir 300 mg composto com a lamivudina 300mg em um único comprimido, o chamado 2 em 1. A nova formulação, produzida nacionalmente, é distribuída pela Farmanguinhos/Fiocruz. Ainda em dezembro, o Ministério da Saúde passou a garantir a todos os adultos com testes positivos de HIV, mesmo que não apresentem comprometimento do sistema imunológico, o acesso aos medicamentos antirretrovirais contra a aids pelo SUS. A medida também integra o novo Protocolo Clínico de Tratamento de Adultos com HIV e Aids.


TRATAMENTO - Entre 2005 e 2013, o Ministério da Saúde mais do que dobrou o total de brasileiros com acesso ao tratamento, passando de 165 mil (2005) pra 400 mil (2014). Atualmente, o SUS oferece, gratuitamente, 22 medicamentos para os pacientes soropositivos. Desse total, 12 são produzidos no Brasil.


Em julho de 2014, a revista britânica The Lancet, uma das mais importantes publicações científicas da área médica, divulgou um estudo mostrando que o tratamento para aids no Brasil é mais eficiente que a média global. Segundo o estudo, as mortes em decorrência do vírus HIV no país caíram a uma taxa anual de 2,3% entre 2000 e 2013, enquanto a média global apresenta uma queda de 1,5% ao ano.

“Esses números compravam o sucesso da política que vem sendo adotada pelo governo brasileiro, com o aumento da realização de testes e o início cada vez mais cedo do tratamento. No entanto, ainda temos como desafio incluir uma parcela significativa de pessoas na terapia com antirretrovirais. Isso ajuda a romper a cadeia de transmissão, além de proporcionar uma melhor qualidade de vida às pessoas vivendo com HIV e aids”, avaliou o ministro Chioro.

A rede de assistência conta hoje com 518 Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), 712 Serviços de Assistência Especializada (SAE) e 724 Unidades de Distribuição de Medicamentos (UDM). Gradualmente, as Unidades Básicas de Saúde estão sendo incorporadas na atenção aos pacientes vivendo com aids e HIV.

De acordo com o novo boletim epidemiológico, atualmente cerca de 734 mil pessoas vivem com HIV e aids no país. Deste total, 80% (589 mil) foram diagnosticadas. Desde os anos 80, foram notificados 757 mil casos de aids no país. A epidemia no Brasil está estabilizada, com taxa de detecção em torno de 20,4 casos, a cada 100 mil habitantes. Isso representa cerca de 39 mil casos de aids novos ao ano.

Fonte:  Agência Saúde / Nivaldo Coelho – Publicada em 14/01

Canabidiol é liberado, mas sua produção é proibida e os custos de importação, altíssimos. Por Mauricio Moraes


Por Mauricio Moraes — publicação 15/01 em Carta Capital



 
O Brasil deu o primeiro passo, ainda tímido, no processo de regulamentação da maconha medicinal. Depois de muita pressão, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou para fins terapêuticos o canabidiol, um dos mais de 60 princípios ativos da maconha. Mas é preciso avançar, e muito.



Por meio de uma resolução, a Anvisa disse apenas que o canabidiol agora é remédio e pode ser consumido. (Formalmente a substância entrou na lista C1, de uso controlado). Mas não se animem tanto os pais de crianças portadoras de epilepsia e outras doenças crônicas para as quais o canabidiol se mostrou um santo remédio.



Produzir o remédio por aqui ainda é coisa proibida. Logo, vai demorar para estar disponível no SUS. Por outras razões, também não vai estar nas farmácias. Com a decisão da Anvisa, o medicamento só estará acessível a quem tiver dinheiro para importar. A fatura pode chegar a alguns milhares de reais. A diferença é que agora ninguém corre risco de ir à cadeia por tráfico de drogas se fizer isso.


O que muita gente não sabe é que a maconha medicinal já é, em tese, legalizada no Brasil. Mas isso de nada adianta, pois falta regulamentação (seja pela própria Anvisa, como nesse caso, ou por uma nova legislação). É, no entanto, um caminho muito mais simples que o da maconha para fins recreativos. É simplesmente preciso mais vontade política e menos hipocrisia para que sigamos o exemplo de vários países europeus e estados americanos.


A lei brasileira diz que o governo pode "autorizar o plantio, a cultura e a colheita (...), para fins medicinais ou científicos, em local e prazo predeterminados", de vegetais "dos quais possam ser extraídas ou produzidas drogas", segundo artigo 2 do Sisnad, o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas.


Nos últimos meses, a causa ganhou força com a campanha Repense (que produziu o documentário Ilegal (abaixo), mostrando o drama de crianças como Anny Fischer, que tinha mais de 60 convulsões por semana e reduziu para quase zero depois do tratamento feito com remédio contrabandeado).



Um projeto de iniciativa popular também levou o tema ao Senado, que hoje debate uma regulamentação mais detalhada da maconha medicinal (e para fins recreativos). Na Câmara tramita ainda um projeto do deputado Jean Wyllys (Psol-RJ).



Sobre a decisão da Anvisa, resta uma pergunta. Por que apenas o canabidiol? A maconha tem mais de 60 princípios ativos e apenas um deles dá ˜barato" o THC. Mas este também é remédio, sobretudo para dar mais qualidade de vida a pacientes terminais de câncer.



A Anvisa tem sempre respostas técnicas e nunca irá admitir, mas estou certo que o THC não entrou na lista porque é a substância que também entretém ˜maconheiros" mundo afora.Por isso mesmo é preciso fazer um debate mais transparente, sem preconceitos. Tanto sob uma perspectiva de saúde, como aqui, como de segurança pública e liberdades civis, como no caso da maconha recreativa.

O grande entrave são setores reacionários como os fundamentalistas religiosos (que travam o debate no Congresso). Infelizmente quem se juntou ao coro dos conservadores foi o ministro da Justiça, o antes descolado José Eduardo Cardozo, que em entrevista recente disse de forma enfática que a regulamentação das drogas (incluindo ai as que têm fins medicinais) "não está em pauta" no governo.Vamos ver até quando o argumento resiste, já que maconha também é remédio e remédio dá lucro. Ou alguém duvida que a indústria farmacêutica já não tenha escalado seus lobistas em Brasília?

*Mauricio Moraes é jornalista e foi candidato a deputado federal em São Paulo pelo PT

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