Apesar do aumento no número de bancos de sangue de cordão umbilical em funcionamento no país, a quantidade total de unidades coletadas, em 2013, pelos bancos privados, sofreu uma redução de 12,5% em relação ao ano anterior.

Este é um dos dados do Relatório de Avaliação dos Dados de Produção dos Bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário publicado pela Anvisa. O documento, que traz o levantamento do ano de 2013, inclui também o retrospecto de dez anos de armazenamento privado no Brasil.

Segundo o relatório, das 92.545 bolsas de sangue de cordão umbilical e placentário armazenadas nos bancos privados, apenas 2 (duas) foram empregadas para uso terapêutico ao longo do ano de 2013. De acordo com o documento, se for considerada a década, foram utilizadas para terapia 13 unidades. Destas, apenas 5 (cinco) para uso do próprio bebê.


Em contraposição, a Rede BrasilCord de bancos públicos distribuiu para transplante 29 bolsas entre os anos de 2012 e 2013.

O conhecimento do universo de bancos de sangue de cordão umbilical em funcionamento no país, em conjunto com as informações de dados de produção destes serviços e de indicadores de qualidade especificados por serviço tem o potencial de subsidiar as ações de inspeção e fiscalização sanitária com base em evidências. Além disso, as informações podem ser utilizadas pelos próprios bancos como parâmetros de controle e comparação, para a melhoria dos seus processos.


A Anvisa, em conjunto com as vigilâncias sanitárias locais, assumiu como ação permanente, iniciada ao longo do ano de 2013, o avanço nas ações de inspeção e fiscalização sanitária com base no monitoramento dos indicadores de qualidades dos bancos de sangue de cordão, de forma a promover a melhoria da qualidade dos produtos ofertados à população e a redução dos riscos à saúde decorrentes do uso destes produtos.

 

Fonte: Imprensa Anvisa

A Assessoria de Engenharia Industrial (Aseind)  do Instituto de Tecnologia de Imunobiológicos (Bio-Manguinhos)  vem investindo, nos últimos cinco anos, em novos projetos de embalagens que agridam menos o meio ambiente e continuem sendo economicamente viáveis, ou seja, que possibilitem reciclagem e utilizem matérias-primas com menor impacto ambiental. Estas ações visam externar a preocupação de Bio-Manguinhos com a saúde pública nacional e com a responsabilidade socioambiental.

 

Algumas mudanças realizadas foram: retirada do acabamento de plastificação dos cartuchos de vacinas e biofármacos; alteração de especificação do tipo de composto das tintas utilizadas nos rótulos de vacinas e biofármacos; mudança do tipo de material que compõe os rótulos de vacinas, biofármacos e reativos; retirada do berço de espuma dos cartuchos do kit NAT; inclusão do selo FSC no memento terapêutico de 2015; e substituição do saco plástico zip dos kits DPP® por cartucho integrado em papel.

 

A maioria dessas medidas foram tomadas há cerca de dois anos, quando o mercado farmacêutico começou a se atentar mais ao aperfeiçoamento tecnológico de desenvolvimento de embalagens, reduzindo drasticamente a quantidade de compostos derivados do petróleo e, portanto, menos tóxicas. “Esses materiais são substituídos por aqueles que sejam biodegradáveis. Eles podem ser reciclados e possibilitam o aumento da eficiência no processamento final e redução de custos, não causando impacto negativo no transporte térmico do produto até o cliente final”, explicou o designer de embalagem da Aseind, Carlos André Accacio.

 

As matérias-primas destes rótulos também receberam certificação FSC (Forestry Stewardship Council), sendo destinada a todas as empresas que adquirem ou vendem produtos de origem florestal, garantindo que estes sejam originários de florestas bem manejadas, preservando o meio ambiente, sendo, ao mesmo tempo, economicamente viável. “Atualmente, 60% das embalagens dos produtos de Bio-Manguinhos possuem esse selo. O nosso objetivo é que, até ano que vem, consigamos a certificação em 100% das nossas embalagens. O retorno destes melhoramentos está sendo muito positivo, tanto para instituição, quanto aos nossos clientes. Estes, além de reduzirem o impacto ambiental, possuem boa viabilidade econômica, visto que agregam maior produtividade, menor custo e ganho na usabilidade dos nossos produtos", afirmou o designer de embalagem Ricardo Creton.

 

Veja em detalhes cada ação

Antigamente, os cartuchos de vacinas e biofármacos possuíam plastificação em sua parte externa para armazenagem em refrigeração. Porém, com o aperfeiçoamento tecnológico feito pelos fornecedores nos compostos das fibras dos papéis, foram realizados testes para a sua retirada. Após o resultado satisfatório, a plastificação foi retirada. Isso possibilita sua reciclagem, reduzindo a liberação deste tipo de resíduo no meio ambiente. “Pretendemos ampliar este projeto para a linha de reativos”, adianta Creton.

 

“Seguindo a tendência do mercado gráfico e nossa preocupação em desenvolver materiais de embalagem com menor impacto ambiental, todas as tintas dos rótulos de vacinas e biofármacos do Instituto deixaram de utilizar solventes sintéticos e passaram a ser impressos com tintas à base d´água, ou seja, reduzem a quantidade de compostos derivados do petróleo em sua composição e, portanto, são menos tóxicas”, explica o designer.

 

Outro projeto foi a alteração de todas as especificações dos rótulos dos produtos para materiais menos agressivos ao ambiente como, por exemplo, o material que compõe o protetor destes rótulos (liner). “Este foi modificado de papel glassine para papel Kraft. O segundo pode ser produzido por intermédio de reciclagem e reaproveitamento de rebarbas de produção. As matérias-primas também receberam certificação FSC”, detalhou Accacio.

 

Um novo projeto para o cartucho utilizado nos módulos de amplificação e controle do Kit Nat foi realizado há dois anos com o objetivo de retirar o seu berço de isopor interno, sendo substituído por berço integrado em papel cartão que elimina a necessidade do berço anterior. Além da redução do impacto ambiental, esta retirada trouxe outros ganhos significativos como: aumento da eficiência no processamento final do Departamento de Reativos para Diagnóstico (Dered); eliminação do volume de armazenamento; redução de 66% do custo em embalagem; nenhum impacto negativo no transporte térmico do produto.


Uma iniciativa começou a ser feita a substituição do saco plástico zip que acomodava os frascos de eluição para os kits DPP® com a implementação de cartucho com berço integrado em papel. Isso vem proporcionando maior segurança ao processamento do kit, transporte e uso, assim como reduzindo o impacto ambiental por conta da eliminação do plástico.

E, por último, o Memento Terapêutico 2015 recebeu o selo FSC por ser totalmente produzido com papel oriundo de manejos que não degradam o meio ambiente e contribuem para o desenvolvimento social e econômico das comunidades florestais. Outros materiais institucionais impressos também são produzidos por gráficas que contêm este selo.


Fonte: Agência Fiocruz de Notícias / Ascom Bio-Manguinhos

Reunião retoma debate sobre Medidas Provisórias anunciadas pelo governo no final do ano. Na quarta-feira, movimentos sociais vão ao Congresso

 

São Paulo – Construídas de forma unilateral e sem consulta prévia as entidades sindicais, as medidas dificultam o acesso ao seguro-desemprego, abono salarial, pensão por morte, auxílio-doença, entre outros, além de estabelecer a terceirização da perícia médica que poderá ser feita por empresas privadas.

 

De acordo com o secretário de Administração e Finanças da CUT, Quintino Severo, a central vai reafirmar sua posição contrária às medidas. Ele concorda que é preciso construir alternativas para corrigir distorções e eventuais fraudes no uso do dinheiro público, conforme justificativa do governo, mas que a CUT não aceitará qualquer proposta que retire direitos e penalize trabalhadores e trabalhadoras. “Por isso, continuaremos insistindo no caminho da negociação e do diálogo”, disse o dirigente.

 

Quintino citou o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), órgão no qual ele preside, que já tomou algumas medidas para evitar fraudes, como o depósito do salário na conta corrente do trabalhador e o desenvolvimento de um sistema biométrico para registrar as digitais de cada trabalhador. “Também já apresentamos ao governo a proposta de melhoria do Sistema Nacional de Emprego (Sine). Seria um investimento para reduzir custos”, elencou.

 

Com a adoção das medidas provisórias, o governo estima uma reserva de R$ 18 bilhões para alcançar a meta do superávit primário – economia para pagar os juros da dívida pública. Quintino destaca que somente a taxação das grandes fortunas, reivindicação histórica da CUT, teria o potencial de gerar uma receita na casa dos R$ 20 bilhões. A reunião ocorrerá uma semana após o Dia Nacional de Lutas por Emprego e Direitos que mobilizou milhares de trabalhadores em ações por todo o Brasil.

 

Na quarta-feira (4), dirigentes e militantes da CUT farão uma ocupação pacífica do Congresso Nacional com visita aos gabinetes dos parlamentares para entrega da Pauta CUTista da Classe Trabalhadora. A concentração está marcada para as 10h, no Auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados. Também na quarta, a CUT se somará aos movimentos sociais para um ato no próprio auditório como forma de pressionar o Congresso Nacional a convocar um Plebiscito Constituinte pela Reforma do Sistema Político.

 

Fonte: Rede Brasil Atual com informações da CUT

A Anvisa prorrogou por mais um ano a validade do concurso público realizado em 2013. O certame inclui dois cargos de nível superior: Especialista em Regulação e Vigilância Sanitária e Analista Administrativo que teve abertura no dia 18 de março de 2013.

 

O concurso envolveu 314 vagas, sendo que os aprovados tomaram posse no início de 2014.
 

Fonte: Imprensa Anvisa

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