Apenas pouco mais de um terço dos recursos prometidos para combater a epidemia de ebola na África Ocidental foram entregues, o que pode ter acelerado a propagação do vírus, segundo estudo publicado pelo British Medical Journal.

 

De acordo com a publicação, até 31 de dezembro de 2014, os doadores tinham prometido um total de US$ 2,89 bilhões para apoiar a ação internacional contra a epidemia. No entanto, apenas US$ 1,09 bilhão foram efetivamente pagos.

 

Segundo o estudo, os recursos entregues até o final do ano passado correspondiam a cerca de 38% do que havia sido prometido. O atraso, de acordo com o relatório, pode ter contribuído para a propagação do vírus.

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a cobrar mobilização mundial face à epidemia da doença no início de agosto de 2014, mas os primeiros US$ 500 milhões de ajuda só foram disponibilizados em meados de outubro, segundo o estudo.

 

A publicação assinala a necessidade de um mecanismo que permita um desembolso mais rápido de recursos para combater ameaças à saúde pública como o ebola.

 

Fonte: Agência Brasil

A Anvisa publicou nesta quarta-feira (04/02) a suspensão de dois medicamentos da empresa da empresa.  Um dos produtos suspensos é Amoxicilina + Clavulanato de Potássio 50 Mg/ML + 12,5 Mg/ML Pó Para Suspensão Oral. A medida alcança a distribuição, comercialização e uso de todos os lotes do produto fabricados a partir de fevereiro de 2013. A medida da Anvisa determina ainda a interrupção da fabricação do produto e o recolhimento dos estoques existentes no mercado por parte do fabricante.

 

Neste caso, a medida foi motivada pela constatação de que o medicamento estava sendo fabricado com excipiente diferente do que foi aprovado pela Anvisa e ainda pelo uso de um insumo farmacêutico que estava sendo sintetizado de forma diferente do que consta no registro do produtos. As duas mudanças podem levar a alterações no resultado final do produto. Os excipientes são substâncias presentes nos medicamentos para dar características como volume, forma e consistência ao produto.

 

O segundo caso é do medicamento Rifamicina 10 Mg/ML Solução Tópica Spray, que teve a sua fabricação suspensa após a constatação de que o laboratório aumentou o tamanho do lote em 10 vezes sem aprovação da Anvisa.

 

Fonte: Imprensa / Anvisa

As assembléias para discutir e montar a pauta de reivindicações do setor de Farmácias, Drogarias e Distribuidoras estão acontecendo em várias cidades do estado.

 

Venha participar com o Sinfarmig e dê sua contribuição para enriquecer a Campanha Salarial 2015.

 

E atenção, sua sugestão para melhoria de condições de trabalho e salário também pode ser encaminhada para o e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo Facebook (Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais).

 

As sugestões devem ter caráter de reivindicações coletivas, que se encaixam no âmbito da Convenção Coletiva de Trabalho e poderão ser enviadas até o dia 12/02/15.

 

Confira algumas das reivindicações recebidas dos colegas farmacêuticos:

 

Piso salarial no valor de R$3.500,00 para 40h

 

Adicional de 20% para o RT

 

Hora extra de 200% aos domingos e feriados

 

Adicional de insalubridade de 20% sobre o salário base

 

Conta salário (Pagamento obrigatório em depósito bancário)

 

 
Próximas Assembléias:

 

Ipatinga - 09/02

Horário: 18h / Local: Auditório da Prefeitura de IPatinga - Avenida Maria Jorge Selim de Sales, 100, Centro

 

Montes Claros – 10/02

Horário: 18h30 / Local: Av. Dulce Sarmento, 140, Centro

 

Juiz de Fora – 12/02
Horário e Local: A confirmar

 

OBS: Em breve, de acordo com datas-bases já estabelecidas, faremos também as campanhas salariais de Indústria, Farmácia Hospitalar e Análises Clínicas.

Documento da Advocacia-Geral da União, enviado à Presidência às vésperas da sanção, recomendou o veto parcial do artigo que abria o capital estrangeiro na saúde.

 

 
Sancionada na semana passada pela presidente Dilma Rousseff, a regra que permite investimento estrangeiro nos serviços de saúde foi considerada inconstitucional por setores dentro do próprio governo. Documento sigiloso da Advocacia-Geral da União, obtido pelo ‘Estado’, enviado às vésperas da sanção presidencial, recomendou o veto parcial do artigo, que prevê a permissão da entrada de capital estrangeiro para hospitais gerais e especializados, policlínicas, clínica geral e especializada. “Considerando-se que a amplitude do dispositivo anularia a norma geral de vedação, sugere-se o veto”, informa o documento, encaminhado dia 15 para a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República. O parecer contrário à sanção, que estampa uma falta de consenso dentro do próprio governo sobre o tema, deve servir como munição para entidades que desde a semana passada tentam reverter, na Justiça, os efeitos da lei.

 

 
Para autores do parecer, da forma como estava previsto, o artigo ampliaria de forma significativa a possibilidade de entrada de capital internacional no setor, algo proibido na Constituição Federal. Na avaliação da assessoria técnica, o investimento deveria ocorrer apenas em casos excepcionais , como para doações de organismos internacionais ou pesquisas. Consultores justificam que deve ser considerada a relevância do interesse público que levou o constituinte a estabelecer a proibição da participação estrangeira na assistência à saúde.

 

 
“O dispositivo constitucional prevê, de fato, vedação expressa à participação direta ou indireta de empresas ou capitais estrangeiros na assistência à saúde no País. A ressalva aos casos previstos em lei deve portanto ser entendida como alusão a casos excepcionais, que justifiquem objetivamente a abertura ao capital estrangeiro das ações e serviços de saúde previstos constitucionalmente”, defende o parecer. Desde que entrou em vigor, semana passada, a abertura para o capital estrangeiro na assistência à saúde vem gerando controvérsia entre representantes do setor. Apesar dos sinais trocados dentro do próprio governo, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, veio à público em defesa da nova regra. Terça, numa reunião do Conselho Nacional de Saúde, ele atribuiu as reações contrárias ao desconhecimento e falta de capacidade de análise a fundo da matéria” e ao “antagonismo político inadequado”.

 

 
Chioro reuniu-se, na quinta-feira, com representantes de entidades de saúde coletiva que, descontentes com a medida, prometem recorrer à Justiça. Assim como parte da área técnica do governo, integrantes das entidades entendem que a abertura do capital é inconstitucional. Avaliam ainda que a medida pode trazer o risco de redução da concorrência e o controle do setor por empresas internacionais. “Da forma como está, a lei torna exceção em regra. E tudo feito sem discussão”, afirma a integrante do Instituto de Direito Sanitário Aplicado (Idisa), Lenir Santos. Chioro argumentou na terça que a lei aprovada semana passada corrige uma distorção já existente no mercado, melhora a concorrência e está longe de significar uma ameaça para o Sistema Único de Saúde. “A abertura de capital já havia acontecido. E de forma assimétrica”, havia dito. Abertura – A primeira brecha para a entrada de capital estrangeiro no mercado de saúde brasileiro ocorreu em 1998, com a lei que regulamenta

 

Planos de Saúde
 

 

Com ela, operadoras de saúde de capital internacional foram autorizadas a comprar planos no Brasil. Desde então, a Amil foi comprada pela empresa United Health e a Intermédica, vendida para o grupo de investimento americano Bain Capital. Depois da compra, as empresas passaram a adquirir hospitais próprios. “O jogo já estava aberto”, resumiu o ministro na terça. Na reunião de quinta-feira com representantes, Chioro voltou a usar o argumento. “Se algo estava errado, o certo seria recorrer ao Cade e não ceder às pressões e abrir de vez a participação para estrangeiros. Em vez de nortear, o governo acabou sendo norteado”, disse Lenir. A mudança, porém, é muito bem vista por representantes de hospitais privados. O presidente do Conselho de Administração Nacional de Hospital Privados (Anahp), Francisco Balestrin assegura que a nova regra abre a possibilidade de injeção de recursos no setor e modernização da forma de administração.

 

Fonte: Cebes (Publicado originalmente no jornal O Estado de S.Paulo)
Publicado em 03/02/2015

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