A direção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) apresentou hoje (17) à presidenta Dilma Rousseff propostas do Plano de Combate à Corrupção elaborado pela entidade. Entre os itens estão o fim do financiamento empresarial a candidatos e partidos políticos e a criminalização do Caixa 2 de campanha eleitoral. As propostas foram apresentadas pela OAB no momento em que o governo se prepara para enviar ao Congresso Nacional um pacote de medidas de combate à corrupção.

 

O presidente da OAB, Marcus Vinícius Furtado, disse que o Brasil vive uma crise ética e é preciso usar esse momento como uma oportunidade para fazer mudanças. “A população exige que sejam adotadas providências concretas, reais e efetivas, para mudar a estrutura do estado brasileiro que viabiliza esse tipo de conduta, esta corrupção impregnada em todos os entes da Federação e que deve ser combatida de forma sistêmica”, disse Furtado.

 

Segundo o presidente da OAB, Dilma demonstrou receptividade a algumas das medidas. Ele, no entanto, evitou detalhar que medidas tiveram a simpatia da presidenta e se ela se comprometeu a incluir sugestões da entidade no pacote elaborado pelo governo. As propostas da OAB serão apresentadas também a líderes de partidos.

 

Outras medidas do Plano de Combate à Corrupção da OAB são o cumprimento da ordem cronológica no pagamento das contas públicas; a redução dos cargos de livre nomeação no serviço público com priorização dos servidores de carreira e concursados; e a instituição da existência de sinais exteriores de riqueza incompatíveis com a renda e o patrimônio como causa para perda de cargo público e bloqueio de bens.

 

Sobre o fim do financiamento empresarial a candidatos e partidos, Marcus Vinícius Furtado destacou que é preciso ter limites para gastos eleitorais. “Campanhas milionárias não contribuem para o aperfeiçoamento da democracia. Temos que diminuir custos de campanha no Brasil, pensar em sistema eleitoral que não gere milhares de candidatos, milhões de despesas, que serão depois fruto de uma devolução por desvio de condutas impróprias”, disse.

 

Fonte: Agência Brasil

A Anvisa realizou a interdição cautelar do lote nº 10 do produto Carrefour Álcool Gel Lavanda da empresa Luar Mágico Indústria e Comércio de Produtos de Limpeza Ltda-ME.

 

O produto foi interditado após resultado de laudo analítico emitido pelo Laboratório Central de Saúde Pública do DF (Lacen-DF). O documento indicou resultados insatisfatórios nos ensaios de rotulagem primária e no teor de álcool etílico.

 

A Agência suspendeu a comercialização, distribuição e uso do lote nº 1014 do Álcool gel Sol, produzido pela empresa Super Sol Indústria e Comércio Ltda. O produto foi suspenso após laudo de análise revelar resultados insatisfatórios nos ensaios de rotulagem primária e no teor de álcool etílico.

 

As Resoluções foram publicadas nesta terça-feira (17/3) no Diário Oficial da União (DOU)

 

Fonte: Imprensa Anvisa

A Anvisa realizou suspensão da distribuição, comercialização e uso do lote nº 347798 do medicamento Sinot Clav 400 mg + 57 mg/5 ml suspensão oral, fabricado pela empresa Eurofarma Laboratórios S.A.

A Agência foi comunicada sobre o desvio de qualidade pela própria empresa, que constatou a presença de um parafuso numa das unidades do lote do medicamento.

O laboratório irá promover o recolhimento dos produtos existente no mercado.

A medida consta da Resolução nº 824, publicada nesta terça-feira (17/3) no Diário Oficial da União (DOU).

Fonte: Imprensa Anvisa

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) estimou hoje (17) que o vírus ebola infectou uma em cada cinco crianças desde o seu surgimento em 2014. A instituição pediu “uma ação urgente” visando a conter a epidemia.


Em relatório divulgado nesta terça-feira sobre o impacto da doença nos três países mais afetados da África Ocidental – Guiné-Conacri, Libéria e Serra Leoa –, o Unicef diz que milhares de crianças foram infectadas, morreram ou ficaram órfãs em consequência do ebola.


“A taxa de mortalidade nas crianças com menos de 5 anos de idade é 80%, o que significa que uma em cada cinco crianças infectadas nessa faixa etária morreu. Para as crianças menores de 1 ano, as taxas de mortalidade estão acima de 95%", mostra o documento.


A agência da ONU estima em aproximadamente 10 mil o número de pessoas que morreram por causa da doença, desde janeiro de 2014, e afirma que o vírus continua representando “ameaça à vida e ao futuro das crianças, das famílias e comunidades” nos três países africanos mais atingidos.

“Dos 24 milhões de pessoas contaminadas, 5 mil são crianças, sendo que, dessas, 16 mil perderam um dos pais ou o principal protetor”, acrescenta o documento.


No entanto, o número de casos semanais nos três países caiu para menos de 100 no fim de janeiro desde ano. Em setembro do ano passado, foram registrados cerca de mil casos.

No último dia 11, a Libéria completou mais de duas semanas sem o registro da doença, mas neste mês voltaram a aparecer casos em Serra Leoa e na Guiné-Conacri, o que “demonstra a necessidade de constante vigilância e de se tomar providências urgentes”, defende o fundo.

Para a organização, “o ebola tem provocado impacto devastador nas crianças da Guiné-Conacri, Libéria e de Serra Leoa. Para proteger as crianças e as comunidades é fundamental derrotar esse flagelo, enquanto se trabalha para restabelecer os serviços básicos”,  diz o Unicef, que estima que as crianças representam 20% dos casos de infecção.

A coordenadora de Emergência Global do Unicef para o Ebola, Barbara Bentein, considerou que o surto não vai acabar até que cada caso seja rastreado e monitorado.

“Não podemos nos dar ao luxo de ceder. Ao mesmo tempo, os serviços básicos precisam ser restabelecidos com segurança e responsabilidade”, disse ela, citada em nota do Unicef enviada à Lusa.

“Para muitos dos 9 milhões de crianças que vivem em áreas afetadas, o ebola foi aterrorizante. Essas crianças têm visto a morte e o sofrimento além de sua compreensão, e têm visto pessoas em trajes assustadores a remover corpos”, descreve o relatório.

O documento também mostra o papel que as comunidades desempenham na busca de respostas visando a eliminar a doença, ao indicar "tendências encorajadoras de comportamentos seguros."

Segundo pesquisa feita na Libéria, 72% da população ouvida acreditam que qualquer pessoa com sintomas de ebola poderá melhorar se tiver atendimento em um centro de tratamento. "Isso é significativo, porque muitos preferiam manter as vítimas do ebola em casa, espalhando a infecção na comunidade.”

Em consequência dessa alteração comportamental, a agência da ONU assegura que milhares de crianças já estão imunizadas contra outras doenças, como o sarampo, o que ajudou a reduzir o risco de infeções do ebola quando as escolas reabriram.

Fonte: Agência Brasil

Mais Artigos...