As vésperas do Dia Mundial da Água (22/3), ontem, a Organização das Nações Unidas (ONU) chamou a atenção para a potencial crise do abastecimento de água em todo mundo: as reservas hídricas podem sofrer um déficit de 40% até 2030. A informação foi divulgada em novo relatório publicado nesta sexta-feira (20/3). O documento, intitulado Água para um mundo sustentável, propõe que a solução para impedir a diminuição de água no planeta e garantir o abastecimento da população mundial seria aprender a usar o recurso de forma sustentável. Além do encolhimento das reservas, o relatório também aponta que 748 milhões de pessoas no planeta não têm acesso a fontes de água potável e que 20% dos aquíferos mundiais já são explorados excessivamente, o que pode gerar graves consequências como a erosão do solo e a invasão desses reservatórios pela água salgada.

 

Em entrevista à Agência Fiocruz de Notícias (AFN), o pesquisador da Fiocruz Minas e relator especial da ONU sobre água e saneamento, Léo Heller, fala sobre as possíveis causas da crise de falta de água e de como o Brasil se insere neste contexto. Heller também comenta como a escassez de água pode afetar a saúde das populações e as maiores dificuldades trazidas pelas mudanças climáticas para a administração da oferta de água.  

 

AFN: Quais os principais fatores que tem levado à atual crise de falta de água?

 

Leo Heller: Não se pode falar em crise de falta de água em todo o mundo. As situações são muito diferentes de país para país e mesmo internamente a um mesmo país. Existem situações de abastecimento de água ineficiente, que são provocadas por diferentes fatores. O relatório destaca, corretamente, que parte importante do problema é explicado pela ineficiente e inefetiva gestão dos serviços de abastecimento de água, pelo descomprometimento dos governos no financiamento e pela falta de priorização na formação de pessoal e de capacidade institucional.

 

O relatório divulgado pela ONU alerta que muitos países estão perto de enfrentar situações de desespero e conflito por falta d'água. Como o Brasil se enquadra neste contexto?

 

Heller: A atual situação de estiagem no Sudeste brasileiro deve ser tomada como uma lição, advertindo que o país deverá se preparar para situações como estas, que tendem a ser mais frequentes. Sobretudo, governos e prestadores de serviços de abastecimento de água devem aperfeiçoar seus planejamentos, de forma a levar em conta a maior imprevisibilidade do clima e a necessidade de preparar os sistemas de abastecimento de água para essas situações críticas. Penso que o alerta é de que, menos que pensar em que a água do mundo está ficando mais escassa, deve-se pensar que as variações climáticas estão ficando menos previsíveis e que a água pode ficar menos disponível, em termos quantitativos e qualitativos, também em locais acostumados com a abundância.       

 

Segundo os dados apresentados, até 2030, a demanda por água doce no planeta deverá ser 40% maior do que a oferta. Como a escassez de água pode afetar a saúde das populações?

 

Heller: A escassez de água pode afetar a saúde humana de diversas formas. Existem abundantes evidências de que a ingestão de água contaminada e a indisponibilidade de água em quantidade suficiente são determinantes de numerosos casos de doenças infecciosas e parasitárias em todo o mundo, bem como de diversos agravos com origem na contaminação química da água. Muitas enfermidades transmitidas por vetores, como dengue, leptospirose e esquistossomose, também tem nas condições de saneamento parte de seus fatores explicativos.

 

Quais são as maiores dificuldades atuais para a administração da oferta de água em meio às mudanças climáticas?

 

Heller: Eu diria que as maiores dificuldades se encontram na falta de cultura e preparo dos gestores em lidar com situações de mudanças, não somente as climáticas, mas também as demográficas, sociais, culturais, econômicas, ambientais... É necessária uma nova postura para que o planejamento seja mais capaz de ser dinâmico e flexível o suficiente para adaptar os sistemas às condições de mudanças, cada vez mais intensas e de difícil previsão.

 

Fonte: Agência Fiocruz de Notícias

A Anvisa determinou a interdição cautelar de lotes 14F0901, 14H13 e 14E1901  da fórmula infantil para lactentes e de seguimento para lactentes e crianças de primeira infância destinado a necessidades dietoterápicas específicas com restrição de lactose à base de aminoácidos da marca Amix,  fabricado pela Pronutrition do Brasil Indústria e Comércio de Suplementos Alimentares Ltda.

 

A Agência recebeu denúncias de reações adversas em crianças alérgicas a leite de vaca após o consumo destes lotes.  As reclamações foram feitas à Vigilância Sanitária do DF e à Secretaria Municipal de Saúde de Salvador.

 

A medida está na Resolução nº 887, publicada nesta segunda-feira (23/3) no Diário Oficial da União (DOU).

 

Fonte: Imprensa Anvisa

Viver, reviver ou ressignificar a experiência do parto e refletir sobre o ato inaugural da vida humana são experiências que a exposição Sentidos de nascerpretende proporcionar. A mostra foi aberta hoje, 20, às 11h, ao lado do Restaurante Setorial 1, campus Pampulha da UFMG, e pode ser visitada até a próxima sexta-feira, 27.

 

Instalada em três contêineres e cinco ambientes, a exposição de caráter interativo e sensorial tem o objetivo de estimular a reflexão sobre a gravidez, o nascimento e o modelo de assistência ao parto no Brasil. O país é campeão mundial de cesarianas: 52% dos bebês nascem dessa forma (a recomendação da Organização Mundial de Saúde é de que esse procedimento seja utilizado em não mais que 15% dos partos).

 

O projeto foi idealizado pela pediatra, epidemiologista e coordenadora da Comissão Perinatal da Secretaria de Saúde de Belo Horizonte, Sônia Lansky, e pelo professor da Faculdade de Educação da UFMG Bernardo Jefferson de Oliveira.

 

Juntamente com a exposição, que envolve professores e alunos bolsistas de diversos cursos da Universidade, está sendo realizada pesquisa para analisar os efeitos da mostra e avaliar as mudanças na percepção do público visitante sobre o parto e o nascimento.

 

Mudança de cultura
Sônia Lansky diz que o principal objetivo é promover a mudança no modelo de assistência ao parto no Brasil. Para ela, é a transformação pelo viés cultural que porá fim aos maus-tratos às gestantes, à violação de direitos das mulheres e da criança e aos efeitos adversos do excesso de cesarianas, que também não são reconhecidos socialmente.

 

“São efeitos graves para a saúde dos bebês, interferências na vinculação efetiva entre mãe e filho e intervenções desnecessárias no corpo da mulher e no processo natural do parto que deixam uma carga negativa para um momento tão importante. Devemos mudar mais rapidamente a forma como se nasce no Brasil, envolvendo profissionais da saúde e hospitais. Precisamos empoderar a sociedade sobre o que deve ser feito para a proteção da infância, da saúde e dos direitos das mulheres”, afirma Sônia Lansky.

 

No campus Pampulha, Sentidos do nascer poderá ser visitada das 11h às 19h, na segunda, terça e quarta-feira, e das 11h às 21h, na quinta e sexta. A inauguração oficial está prevista para 7 de abril, no Parque Municipal. Em maio, a mostra vai para o Boulevard Shopping e depois seguirá para Rio de Janeiro, Niterói e Brasília.

 

A iniciativa tem financiamento e apoio do CNPq, do Ministério da Saúde, da Fundação Bill & Mellinda Gates e do Unicef.

 

Mais informações sobre a exposição estão disponíveis aqui

 

Fonte: Assessoria de Imprensa da UFMG

O crescimento exponencial de equipamentos conectados à internet levou a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a adotar uma medida similar à feita em linhas telefônicas. Assim como foi necessário acrescentar um dígito nos números de telefone para atender ao crescimento da demanda, os endereços de protocolo chamados IPv4 – número de identificação que permite a conexão dos equipamentos à internet – já estão dando lugar a uma nova versão com capacidade “quase infinitamente maior”: o IPv6.

 

“É uma quantidade tão absurda de IPs possíveis, que daria para colocar um endereço em cada grão de areia existente na Terra”, explica o superintendente de Planejamento e Regulamentação da Anatel, José Alexandre Bicalho.

 

Responsável pela coordenação da transição das tecnologias, o superintendente explica que os 340 undecilhões (o equivalente a 36 zeros após o 340) de endereços possíveis a partir do novo protocolo vai permitir que cada habitante do planeta tenha 48x10 elevado a 18ª potência de equipamentos conectados. "É muito improvável que, algum dia, esse número se esgote", disse ele. A solução para a ampliação dos IPs é semelhante à adotada para aumentar o número de linhas telefônicas, com o acréscimo de um dígito ao prefixo da linha. Só que, no caso da internet, são vários números a mais.

 

“A diferença é que, no caso da transição desses IPs, isso não é feito de forma tão simples – e não pode ser feito de forma abrupta – por causa da complexidade das redes e da quantidade de dados colocada nela”, disse Bicalho. Segundo ele, as mudanças vão passar praticamente imperceptíveis para os usuários, com apenas algumas atualizações de softwares. “Não é necessário fazer absolutamente nada, até porque essa alteração já vem sendo feita, uma vez que o IPv4 já se esgotou e só funciona por meio de soluções paliativas.”

 

Há pelo menos dois anos, novos equipamentos já são vendidos com a tecnologia atualizada. Além disso, novos usuários também acessam a rede com IPv6. De acordo com a Anatel, haverá um período de convivência entre os dois protocolos e ainda não está definido quando o IPv4 deixará de ser usado.

 

“A migração será completa, mas provavelmente o IPv4 permanecerá por vários anos convivendo simultaneamente. Falamos em um prazo de quatro anos, mas ele certamente será estendido. As operadoras, inclusive, já solicitaram prazos maiores para localidades com menos usuários, principalmente no interior do país”, disse o superintendente da Anatel.

 


Fonte: Agência Brasil

Mais Artigos...