As vendas de medicamentos genéricos responderam por 23,7% do faturamento das 10 maiores indústrias farmacêuticas em operação no Brasil. É o que aponta levantamento exclusivo da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos, a PróGenéricos, que analisou os dados de mercado dessas empresas entre janeiro de 2014 e janeiro de 2015.

 

Das 10 empresas listadas no ranking, elaborado com base nos indicadores do IMS Health, apenas uma delas, a Bayer, não possui genéricos em sua linha de produção. Faturaram US$6,2 bilhões com as vendas deste tipo de produto, montante 13,8% superior aos US$5,3 bilhões registrados entre janeiro de 2013 e janeiro de 2014.

 

“Estamos falando não apenas dos principais players do mercado de genéricos, mas das maiores farmacêuticas do país. Trata-se de um segmento altamente competitivo, em que se ganha com escala e um processo contínuo de aumento da confiança de médicos e consumidores. Por essa razão se dá a concentração do mercado entre grandes empresas”, afirma a presidente executiva da entidade, Telma Salles.

 

Em unidades, as 9 empresas do ranking que atuam no mercado de genéricos responderam pela produção de 775 milhões de medicamentos, volume 14,7% superior às 661 milhões de unidades em igual período do ano anterior (janeiro de 2013 a janeiro de 2014).

 

A concentração sempre foi uma tônica no mercado de genéricos, ocupado maciçamente por empresas nacionais e multinacionais que desde o início da política de genéricos, em 1999, resolveram entrar para competir para valer no segmento. “Entre essas nove empresas se concentra 88,3% do faturamento do mercado de genéricos”, afirma Salles. Segundo a Anvisa, existem 130 empresas com registros de genéricos no país. “Nem todas as empresas suportam o altíssimo grau de competitividade que impera no setor”, diz a executiva.

 

Os genéricos têm peso importante no faturamento da maior empresa farmacêutica do país, a EMS. 37,93% do faturamento da companhia é fruto da venda de genéricos. Na segunda colocada do ranking, a Hypermarcas, os genéricos respondem por 23,5%, enquanto que na Sanofi, a terceira maior empresa em operação no Brasil, os genéricos respondem por 32,94%.

 
No Aché, quarta colocada no ranking das 10 maiores, os genéricos respondem por 22,31% do faturamento, enquanto que Teuto, os genéricos têm peso de 37,29%. Na Eurofarma, os genéricos são responsáveis por 32,08% do faturamento e no Grupo Novartis, por 25,23%. Por fim, os genéricos representam 4,01% do faturamento da Takeda, oitava do ranking. A Bayer ocupa a nona posição e fica de fora deste mercado. A décima colocada é a Merck Serono, que tem nos genéricos a origem de 1,10% do seu faturamento no Brasil.

 

Perspectivas

Na avaliação da PróGenéricos, o setor deve crescer entre 8% e 10% em 2015. “Trata-se do pior desempenho do setor em toda sua história. Estamos preparados, considerando o cenário macroeconômico que não é dos melhores e deve afetar diretamente a renda e o consumo das famílias brasileiras”, explica Salles. Ainda assim, não há muito espaço para pessimismo.

 

Historicamente, os genéricos puxam o crescimento da indústria e devem repetir o feito neste ano, o que significa que o desempenho do mercado faramaceutico como um todo pode ser bastante ruim analisa Salles. “ Nosso crescimento, por enquanto, ficará bastante acima do restante do mercado, pois temos margem para crescer. Os genéricos no Brasil, a exemplo de outros países onde a categoria existe há bastante tempo, devem ocupar entre 35% e 40% do varejo farmacêutico nos próximos 5 anos”, diz.

 

Para competir com as demais categorias de medicamentos, especialmente no mercado de produtos vendidos sob prescrição, a indústria de genéricos seguirá apostando no lançamento de novos produtos e no fator preço.

 

Fator preço

 

Para competir com as demais categorias de medicamentos, especialmente no mercado de produtos vendidos sob prescrição, a indústria de genéricos seguirá apostando no lançamento de novos produtos e no fator preço.

 

Análise elaborada pela PróGenéricos comparou o preço (PMC, registrado na Cmed) das 10 moléculas mais comercializadas no país, em suas versões de referência, genéricos e similares. Em todos os produtos, o preço do genérico sai mais em conta. “Isso sem contar os descontos. O preço continua sendo um diferencial importante para o genérico, pois trata-se da única categoria de produtos que é obrigada a custar 35% menos que o produto de referência na hora do seu lançamento”, ressalta.

 

 

A PróGenéricos monitora, desde 2001, a economia proporcionada pelos genéricos aos consumidores brasileiros. No total foram R$55,4 bilhões em economia até 2014. “Essa é soma dos valores economizados por todos os consumidores que desde 2001 optaram em alguma situação por comprar um genérico e não um produto de referência ou de marca”, destaca a executiva.

 

 

Lançamentos de novos genéricos somam R$1,6 bilhão em 2014 e R$ 200 mi em apenas 2 meses de 2015

 

 

Embora não se tenha chegado ao fim do primeiro trimestre, em 2015 e 5 genéricos já foram lançados. As substâncias Moxifloxacino (antibiótico), Pitavastatina (colesterol), Propafenona (antiarrítmico), Remifentanil (anestésico), Ciclesonida (contraceptivo) e o Baclofeno (anestésico) já chegaram às farmácias. Juntas movimentaram em 2014 R$189,2 milhões.

 

 

No ano passado, a indústria de genéricos também ampliou seu portfólio com o lançamento de 15 novos produtos que juntos movimentam R$ 1,6 bilhão anualmente. Entre estes produtos estão drogas conhecidas dos brasileiros como o antibiótico Arcoxia (princípio ativo Etoricoxibe), o Cialis, para disfunção erétil (princípio ativo Tadalafila) e o anti-hipertensivo Atacand HCT (Candesartana Cilexetila, Hidroclorotiazida). “A lista traz medicamentos bastante conhecidos, que estão entre os mais receitados pelos médicos e consumidos pelos brasileiros”, diz Salles.

 

 

Fonte: P.farma – Reprodução site Fenafar

A venda de remédios fracionados é permitida mas como não é obrigatória, só existe na teoria no Brasil. Apesar dos benefícios à saúde, ao bolso e ao meio ambiente, o brasileiro  não consegue comprar remédios na quantidade exata para o tratamento prescrito.

 

Além de economia, o fracionamento evita os riscos de efeitos adversos e intoxicação pelo consumo das sobras de medicamentos estocados em casa. E reduzem-se o desperdício e o descarte de medicamentos no meio ambiente. Apesar dos benefícios, projeto de lei de 2006, tentando tornar obrigatório o fracionamento, não avançou no Congresso.

 

O medicamento fracionado tem a mesma qualidade e segurança dos demais, com embalagem diferente, especialmente desenvolvida para este fim, que não permite o contato do remédio com o meio externo até a sua utilização.

 

Dados da Anvisa apontam que 28% de todos os casos de intoxicação atendidos pela rede pública hospitalar, nos últimos dez anos, foram causados por uso indevido de medicamentos guardados em casa. Em 2005, a Agência estimou que 20% de toda a produção farmacêutica no Brasil foram para o lixo e que esse desperdício custou cerca de 20 bilhões de reais. É interesse de quem que a proposta não avance? Interesse da saúde do brasileiro é que não é.

 
Fonte: Blog da Maria Inês Dolci - Folha de S.Paulo
Reproduzido do site da Fenafar

Cursos gratuitos e a distância na área da Atenção Domiciliar em Saúde somam 3.500 vagas. As inscrições devem ser feitas até 31 de maio no site do Núcleo de Educação em Saúde Coletiva – Nescon,  vinculado à Faculdade de Medicina da UFMG.

 

Os cursos são destinados a profissionais que possuem registro no Cadastro Nacional de Profissionais de Saúde (CNPS). Os demais interessados podem participar como visitantes, sem possibilidade de obter declaração ou certificado de conclusão.

 

Fruto de parceria da UFMG com o Ministério da Saúde, por meio da Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS), os cursos são ofertados em três modalidades:

 

Atenção domiciliar na rede de atenção básica à saúde (1.500 vagas) visa qualificar profissionais para o correto atendimento do paciente.

 

Princípios para o cuidado domiciliar por profissionais de nível superior (1.000 vagas) tem o objetivo de formar mão de obra capaz de atender às demandas de pacientes que exigem cuidados complexos, como o tratamento de feridas profundas e infecções.

 

Oxigenoterapia e ventilação mecânica em atenção domiciliar (1.000 vagas) busca capacitar profissionais para assistência a pessoas com problemas respiratórios.

 

As qualificações devem ser concluídas até 30 de junho. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (31) 3409-9936.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação da UFMG

O Sinfarmig realizou ontem, 07/04, a Assembleia Extraordinária de Análises Clínicas para montar a pauta de reivindicações para a Campanha Salarial 2015. A data-base do setor é 1º de maio.

 

 

A pauta de reivindicações, bem como o pedido de agendamento da primeira reunião de negociação coletiva, foram protocolados, hoje, quarta-feira, 08, no Sindicato dos Laboratórios de Análises Clínicas (Sindlab-MG). 

Mais Artigos...