Relatório divulgado ontem (27) pela ONU indica que a atuação profissional da mulher aumentou de 40% para 54% entre 1990 e 2013; mas, apesar dos avanços, diferença em relação aos homens ainda é grande

 

São Paulo – A participação das mulheres da América Latina e Caribe no mercado de trabalho teve o maior aumento entre todas as regiões do mundo: de 40% a 54% entre 1990 e 2013, divulgou hoje (27) a ONU Mulheres, entidade da Organização das Nações Unidas voltada à igualdade de gênero e ao empoderamento das mulheres, com o lançamento do relatório O Progresso das Mulheres no Mundo 2015-2016: transformar as economias para realizar direitos. O lançamento ocorreu simultaneamente em sete cidades do mundo: Alexandria, Bangkok, Cidade do México, Londres, Nairóbi, Nova York e Sidney.

 

Apesar do crescimento apontado pelo relatório, a presença feminina no mercado de trabalho é ainda distante da participação dos homens (80%). Na região, 59% dos empregos das mulheres são gerados no mercado informal, sem amparo na legislação trabalhista nem proteção social. Além disso, 17 em cada 100 mulheres latinoamericanas economicamente ativas são trabalhadoras domésticas remuneradas.

 

O relatório também destaca as brechas que persistem nas remunerações de homens e mulheres: no mundo, as mulheres ganham em média 24% do salário dos homens; na América Latina e Caribe, a diferença é 19%.

 

“Transformar a economia e compreender a importância dos direitos econômicos e sociais das mulheres é a forma de construir economias e sociedades mais fortes, hoje e para as futuras gerações”, afirma Ban Ki-moon, secretário geral da ONU, na introdução do relatório. Ele também escreve que o documento lançado hoje mostra onde os esforços de governos e comunidade internacional têm ficado aquém das expectativas para promover a inclusão de mulheres, além de também ilustrar como e onde a ação imediata pode corrigir a falta de equilíbrio.

 

Assim, o relatório evidencia como as economias falharam em garantir às mulheres o seu empoderamento e o pleno exercício dos seus direitos econômicos e sociais tanto em países ricos como em países pobres. Aponta, ainda, que a transformação das economias para fazer com que os direitos das mulheres se tornem realidade é possível mediante a formulação de políticas econômicas e de direitos humanos que promovam mudanças de grande alcance.

 

A partir deste relatório, a ONU Mulheres apresenta a visão de uma economia mundial em que as mulheres tenham acesso igualitário aos recursos produtivos, como emprego de qualidade, crédito, tecnologia ou propriedade, proteção social, incluindo serviços de cuidados, e também garanta a elas condições suficientes para uma vida digna. Essa visão eliminaria os estereótipos sobre o que as mulheres e os homens podem e devem fazer para garantir que as mulheres possam trabalhar e viver sem ser alvo de violência.

 

Baseado em evidências e exemplos de políticas que estão produzindo mudanças, o relatório apresenta recomendações-chave para avançar na direção de uma economia que assegure às mulheres o seu empoderamento e o exercício dos seus direitos que gerem benefícios para a sociedade em seu conjunto e para o desenvolvimento sustentável em cada país e no mundo.

 

Entre experiências bem-sucedidas de inclusão, o relatório traz o exemplo do programa “Chapéu de Palha Mulher”, do governo de Pernambuco, voltado ao treinamento profissional de mulheres que vivem em comunidades rurais no estado. Lançado em 2007 pelo governo do estado, o programa, que beneficiou perto de 100 mil mulheres, proporciona alternativa de renda durante as fases de entressafra às mulheres que trabalham na colheita de cana. Mas, além de atualmente dar cobertura a outras atividades da economia, o programa tem papel importante no desenvolvimento da cidadania, ao ministrar noções e conceitos de direitos humanos, enfocando a história das relações trabalhistas e sociais no país.

 

Fonte: Rede Brasil Atual

Com a apreciação das emendas incluídas pelo Senado, a Câmara dos Deputados concluiu a votação do projeto de Lei (PL 7735/14), que trata da biodiversidade. O texto, aprovado na Câmara em fevereiro, retornou para análise dos deputados por ter sido modificado pelos senadores. Os parlamentares seguiram o parecer do relator, deputado da bancada ruralista Alceu Moreira (PMDB-RS), e acataram 12 das 23 emendas que o texto recebeu no Senado. O projeto segue agora para a sanção da presidenta Dilma Rousseff.

 

O projeto da biodiversidade simplifica as regras para pesquisa e exploração do patrimônio genético de plantas e animais nativos e para o uso dos conhecimentos indígenas ou tradicionais sobre eles, de forma a incentivar a produção de novos fármacos, cosméticos e insumos agrícolas. O texto também busca ampliar as possibilidades de compensação a comunidades tradicionais que venham a disponibilizar à indústria seu conhecimento sobre o uso de recursos do patrimônio genético.

 

Entre as modificações acatadas pelos deputados está a que exclui a possibilidade de empresas jurídicas sediadas no exterior e sem vínculo com instituições nacionais de pesquisa científica e tecnológica conseguirem autorização para acesso ou remessa de patrimônio genético ou de conhecimento tradicional associado. Contudo, a emenda que ampliava o alcance do pagamento de royalties foi rejeitada.

 

A emenda proposta pelos senadores propunha considerar o pagamento de repartição de benefícios para qualquer elemento de agregação de valor ao produto acabado oriundo do acesso ao patrimônio genético ou ao conhecimento tradicional. O projeto determina o repasse por parte das empresas de 0,1% a 1% da receita líquida anual obtida com a exploração econômica da biodiversidade brasileira. O dinheiro será destinado ao Fundo Nacional de Repartição de Benefícios.

 

As emendas aprovadas no Senado ensejaram debate entre deputados, ambientalistas, que consideravam como positivas as alterações no Senado, e defensores do agronegócio.“A repartição de benefícios deve ocorrer quando realmente a biodiversidade brasileira for essencial ao novo produto”, defendeu Moreira para quem a aprovação sobretaxa as pesquisas. “Não está se taxando a pesquisa, a pesquisa está isenta. A contribuição que será feita é no momento em que alguém retira o bem da natureza para depois auferir lucros e essa contribuição é justamente para manter o meio ambiente”, rebateu o deputado Bohn Gass (PT-RS).

 

 

Os deputados também rejeitaram a emenda que permitia aos povos indígenas e aos agricultores tradicionais usar ou vender livremente sementes e raças crioulas, sem referência à Lei de Cultivares (9.456/97).

 

Outra emenda rejeitada foi a que previa a participação do Instituto Nacional do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na fiscalização envolvendo o patrimônio genético ou conhecimento tradicional em atividades agrícolas. Também foram rejeitadas as emendas que determinavam que a compensação, no caso dos royalties na modalidade não monetária, fosse direcionada a terras indígenas, aos territórios quilombolas, a unidades de conservação da natureza de domínio público e áreas prioritárias para a conservação. Com a rejeição, a definição do beneficiado fica a critério do usuário.

 

“O Senado aperfeiçoou o texto, fez um grande acordo com comunidades tradicionais e sociedades científicas e a câmara está retrocedendo”, avaliou o vice-líder do PT, Alessandro Molon (RJ).

 

Fonte: Agência Brasil

Empresa promete acabar com as quedas de sinal


Por Felipe Marra Mendonça — Carta Capital -publicado 28/04/2015

 

O Google anunciou, na quarta-feira 22, a entrada no mercado de operadoras de telefonia celular. O Project Fi funciona no modelo Operadora Móvel com Rede Virtual (MVNO em inglês) , que significa que o Google passou a comprar o uso da rede de duas operadoras americanas  tradicionais, a Sprint e a T-Mobile. Os que escolherem a operadora virtual da empresa também poderão conectar-se às redes Wi-Fi que serão espalhadas pelos Estados Unidos.

O simples detalhe de mesclar acesso que reúne o sinal de operadoras diferentes aos pontos de Wi-Fi pode desde já garantir o fim de um dos problemas mais corriqueiros da telefonia móvel, a queda frequente de sinal. A promessa aos consumidores é que a tecnologia empregada pelo Google vai conseguir fazer a conexão entre os diferentes pontos de acesso sem que haja qualquer tipo de queda ou falha tanto no sinal de voz quanto na conexão de dados. Se der certo, a presença de uma conexão estável e garantida será um chamativo enorme.

O Project Fi tem uma estrutura de tarifas interessante, que espelha a tática do Google de entrar em mercados estabelecidos com um novo esquema de preços que força a concorrência a melhorar suas condições. A tarifa inicial é de 20 dólares por um plano com minutos e mensagens de texto ilimitados, além de 10 dólares por GB de dados usados. Um cliente do Project Fi que usa 3 GB por mês teria uma conta mensal de 50 dólares. Mas o interessante é que o Google devolve o dinheiro que o consumidor não gastar em dados. Esse mesmo cliente que pagou por 3 GB de dados pode ter um desconto de 6 dólares na próxima conta se tiver gasto 2,4 GB no mês da cobrança.

Mesmo com todas as vantagens, é importante lembrar que o Google passa a triangular a posição dos seus consumidores de telefonia celular pelas torres de sinal, tirando ainda mais a privacidade dos usuários. E o principal ganha-pão da empresa é a venda de anúncios personalizados. Um serviço de telefonia móvel superior vale a perda de privacidade? A ver.

Fonte: Agência Brasil

Em virtude da não-realização da reunião de negociação coletiva agendada com o Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos de Minas Gerais – Sincofarma-MG – na última sexta-feira, 24/04, a mesma foi transferida para amanhã, terça-feira. A mudança de data foi pedida pelo sindicato patronal.

 

As negociações serão retomadas às 10h de amanhã, 28 de abril, na sede da Federação do Comércio: rua Curitiba, 561, 13º andar. Reforçamos o convite para que os colegas farmacêuticos compareçam e fortaleçam nossa categoria. Juntos somos mais fortes!

 

Serviço:
Reunião SINFARMIG - CCT 2015 (3ª reunião) de Farmácias, Drogarias e Distribuidoras
Data: 28/04/15 (terça-feira)
Horário: 10h
Local: Fecomércio MG - Rua Curitiba, 561 - 13º andar - Centro - BH/MG

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