O PLS 4135/2012 de autoria da senadora Vanessa Graziottin foi aprovado, nesta quarta-feira (01/07) com o apoio unânime dos deputados membros da CFT. O projeto segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça.

 

 

“Todos os deputados se colocaram favoráveis ao farmacêutico”, disse o diretor da Fenafar, Fábio Basílio que acompanhou a votação em Brasília, ao lado de outras lideranças farmacêuticas como o vice-presidente da Fenafar, Rilke Novato, o presidente do Conselho Federal de Farmácia, Walter Jorge João. A deputada Alice Portugal, farmacêutica e presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Assistência Farmacêutica, também acompanhou todo o processo de tramitação e votação.

 

 

Fábio considera que essa vitória “mostra uma força gigante dos farmacêuticos no Congresso Nacional. Quem estava se contrapondo à categoria era a Federação dos municípios, e a maioria dos parlamentares é municipalista. Mesmo assim vencemos mais esta etapa. Todos os deputados da Comissão fizeram questão se posicionar em apoio à categoria”, reiterou.

 

 

O vice-presidente da Fenafar, Rilke Novato, fez questão de lembrar que “nunca antes tivemos um projeto que trata da causa dos farmacêuticos aprovado por unanimidade dos parlamentares membros de uma comissão”.

 

 

Rilke destacou a manifestação do deputado , Edmilson Rodrigues (PSOL/PA) que “fez uma defesa muito enfática da categoria, argumentando o quanto o farmacêutico pode trazer de benefício para a população, mas também para o munícipio com redução de despesa para a saúde local".

 

Num cenário de adversidade para pautas sociais e trabalhistas na Câmara dos Deputados, a categoria tem conquistado muitas vitórias. Na avaliação de Rilke Novato isso se deve às políticas de Assistência Farmacêutica no setor público e privado, que estão mostrando como a presença do farmacêutico é essencial à gestão da saúde e à promoção e atendimento de qualidade para a população.

 

 

“A vitória dos farmacêuticos se deu num momento de sensibilização dos deputados para a importância da assistência farmacêutica pública com a presença do farmacêutico. Isso porque temos tido uma compreensão objetiva e prática, em função dos dados de avanço efetivo da assistência farmacêutica pública praticada pelo Ministério da Saúde em muitas cidade. Então, isso tem mudado a consciência das pessoas e das autoridades, porque está mostrado que, na prática, a assistência farmacêtuica pública tem trazido benefícios para a população e para as contas dos municípios. Também temos a questão da crescente judicialização em razão da falta de medicamentos. Muitos juízes têm dito, em suas sentenças, da desorganização do setor de medicamentos na saúde pública, em função da falta de medicamento, que se dá pela ausência de planejamento e de uma dispensação adequada. E onde há um farmacêutico presente estes casos se reduzem muito. Então, é uma realidade hoje que o papel do farmacêutico traz um ganho incontestável para a saúde pública e para o município”.
 

 

Sobre o papel da Fenafar neste processo, Fábio Basílio ressaltou que a Federação “é vanguarda na luta pela presença do farmacêutico no SUS e todos reconhecem nosso papel. No caso deste projeto, e também de tantos outros, participamos do processo deste a sua origem. Estivemos ao lado da Senadora Vanessa Graziottin no processo da elaboração da proposta. Essa é uma vitória de toda a categoria, mas também é da Fenafar”.
 

 

Fonte:  Fenafar

A Anvisa e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)  firmaram compromisso para que pesquisadores vinculados ao CNPq elaborem pareceres técnicos sobre resultados de ensaios pré-clínicos e clínicos.

 

O compromisso prevê que a contribuição do Conselho se dê nos casos considerados mais complexos e de maior relevância científica. O objetivo é subsidiar a tomada de decisão da Agência na verificação de comprovação de segurança e eficácia de novos medicamentos.

 

As análises técnicas dos pesquisadores serão conduzidas a partir de resultados de estudos pré-clínicos e clínicos de medicamentos de diversas especialidades terapêuticas, como a oncologia, a neurologia, a pneumologia, a cardiologia, a endocrinologia e a infectologia. Especialistas doutores vinculados a instituições de ensino superior ou de institutos e centros de pesquisa e desenvolvimento, públicos ou privados sem fins lucrativos serão convidados a compor o Comitê de Análise Técnico-científica desses estudos.

 

A Anvisa trabalha em outras parcerias  para promover o compartilhamento, a transferência e a disseminação de conhecimento especializado em assuntos estratégicos para a Agência e de grande relevância para a população brasileira.

 

Fonte:  Imprensa Anvisa

Os impactos econômicos globais e os custos resultantes das consequências da violência física, psicológica e sexual contra crianças pode chegar US$ 7 trilhões ao ano – valor mais alto que o investimento necessário para prevenir a maior parte desses atos. A conclusão é de um estudo divulgado hoje (1º) pela ChildFund Alliance durante seminário internacional em Brasília.

 

Os dados mostram que até 50% das agressões sexuais em todo o mundo são cometidas contra meninas menores de 16 anos, e a estimativa é de que 1,8 milhão de crianças estão sujeitas à exploração sexual e ao comércio de imagens de abuso infantil.

 

No caso da violência física e psicológica, os números indicam que mais de 275 milhões de crianças em todo o mundo estão expostas ao problema dentro de casa, embora as limitações de notificações signifiquem que milhões a mais possam ser afetadas.

 

Outra estimativa do estudo é de que 5,4% das crianças do mundo estejam envolvidas em algum tipo de trabalho considerado perigoso – um total de 85,3 milhões de crianças e jovens com idades entre 5 e 17 anos atuam em setores como mineração, construção civil e agricultura.

 

O documento destaca que os custos globais anuais das piores formas de trabalho infantil são de aproximadamente US$ 97 bilhões, e aqueles resultantes da associação de crianças com forças e grupos armados podem chegar a US$ 144 milhões todos os anos.

 

Para o representante da ChilFund Alliance, Felipe Cala, os resultados obtidos pela pesquisa mostram que a prevenção à violência contra crianças compensa, mas que os gastos atuais em ações preventivas e de resposta permanecem baixos. Ele alerta que esse tipo de violência pode comprometer a capacidade de aprender e se socializar, além de quadros permanentes de ansiedade e depressão.

 

“Poucos governos estabelecem fundos específicos para esse tipo de intervenção e muitos admitem falta de recurso”, disse. “É preciso lembrar que a violência é um obstáculo para o desenvolvimento econômico”, completou.

 

Fonte: Agência Brasil / Paula Laboissière

Mulheres obesas têm 2,57 mais chances de ter câncer de mama, principalmente após a menopausa e idade média de 56 anos. A constatação é dos responsáveis por uma pesquisa feita com 190 pacientes de Salvador entre 2012 e 2014.

 

Elas foram separadas em dois grupos: o primeiro com 68 diagnosticadas com câncer de mama e no segundo 122 mulheres sem a doença. Ao comparar os dois grupos foi constatado que no primeiro havia mais casos de câncer (27,9%) do que no segundo (13,1%). Entre as obesas observou-se que 66,1% tinham câncer de mama e, entre as não obesas, 56,5%. A maioria das pacientes (70,8%) encontravam-se na menopausa.

 

Um dos coordenadores do estudo, Cesar Augusto Machado, da Sociedade Brasileira de Mastologia explicou que o critério de obesidade foi o índice de massa corpórea. O índice maior que 27,5 quilos por metro quadrado é superior ao recomendado pela Organização Mundial de Saúde.

 

“A obesidade aumenta a doença cardiovascular por um estado inflamatório na mulher obesa e para o câncer de mama acreditamos que a linha seja parecida. Ou seja, o mesmo mecanismo que desencadeia as doenças cardiovasculares poderia desencadear o câncer de mama”, disse o pesquisador.

 

Pesquisas feitas em outros países indicam a relação, mas estudar a mulher brasileira é fundamental para se chegar a resultados mais confiáveis, destacou ele. “Há variações importantes nos resultados [de país para país] e acabamos tratando mal nossas pacientes por falta de pesquisa no Brasil.

 

Cesar Machado explicou a importância da pesquisa para aperfeiçoar a identificação do câncer de mama. Segundo ele, a foi comprovado que o índice de Gail – que avalia o risco de câncer de mama em uma mulher – não está adequado para a mulher brasileira.

 

“A etnia tem um impacto no cálculo matemático. O índice como está calibrado não serve para a mulher brasileira. Esse cálculo precisa ser alterado”, afirmou. Procedimentos como a mastectomia profilática e o tratamento com hormônio são indicados com base no índice de Gail, cujo cálculo matemático baseia-se nos valores de etnia dos Estados Unidos.

 

Fonte: Agência Brasil

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