Líderes do Brasil, da Rússia, Índia, China e África do Sul (Brics) assinaram hoje (9) em Ufa, na Rússia, o memorando de criação do novo Banco de Desenvolvimento (NDB), ou Banco do Brics, que terá sede em Xangai, na China, com capital inicial de US$ 50 bilhões. A expectativa é que a instituição financeira comece a operar a partir do próximo ano, financiando projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável para os países do bloco e, posteriormente, para outros países em desenvolvimento que apresentarem interesse.

 

O presidente russo, Vladimir Putin, fez um discurso em nome dos líderes presentes. Ele afirmou que durante a sétima cúpula, que começou ontem (8), a situação da economia global foi discutida em detalhes. “Estamos preocupados com a instabilidade dos mercados, com a alta volatilidade do preço do petróleo e das commodities, com o acúmulo da dívida soberana de uma série de grandes países. Todos esses desequilíbrios estruturais causam impacto direto na dinâmica de crescimento de nossas economias. Nessas condições, os países do Brics pretendem usar ativamente seus próprios recursos para o desenvolvimento interno,” disse.  

 

Putin também falou sobre o Tratado do Arranjo Contingente de Reservas (CRA, na sigla em inglês), no valor de US$ 100 bilhões. “Uma das nossas mais importantes conquistas é o lançamento do Arranjo Contingente de Reservas, que nos dará a oportunidade de reagir a movimentos dos mercados financeiros de maneira ágil e adequada.” Do total de recursos do CRA, US$ 41 bilhões virão da China. O Brasil, a Rússia e a Índia contribuirão com US$ 18 bilhões cada e a África do Sul aportará US$ 5 bilhões.

 

A presidenta Dilma Rousseff citou a nova agenda do Desenvolvimento Sustentável (ODS) pós-2015, da Organização das Nações Unidas, e destacou que as iniciativas lançadas pelo Brics contribuirão de modo construtivo para o novo momento das relações internacionais, mais focado no desenvolvimento sustentável.

 

Mais cedo, durante encontro com o Conselho Empresarial do Brics, ela enfatizou a importância do bloco – formado pelo Brasil, a Rússia, a Índia, a China e a África do Sul – no cenário mundial. “Os países do Brics foram responsáveis por 40% do crescimento mundial e pela intensificação dos fluxos econômicos entre os países.”

 

Dilma observou que, até 2020, os países em desenvolvimento precisarão de um volume de investimento em infraestrutura superior a US$ 1 trilhão por ano. “Atingir essa cifra não será tarefa simples. O investimento externo mundial caiu quase 50% nos últimos cinco anos. É nesse cenário que o novo banco de desenvolvimento terá um papel importante na intermediação de recursos para projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável em nossos países e, posteriormente, em outros países em desenvolvimento”.

 

A presidenta acrescentou que desde a última cúpula do Brics, em Fortaleza, no ano passado, todos os acordos para a criação do banco do Brics e do Arranjo Contingente de Reservas foram ratificados. Ela informou que relatório do Conselho Empresarial do Brics trouxe mais de 40 projetos de interesse dos países-membros em áreas como indústria, energia, transporte, logística e tecnologia da informação. “É um acervo importante de iniciativas que serão analisadas com toda a seriedade por nossos governos e que contarão com o apoio do Novo Banco de Desenvolvimento.”

 

O NBD será presidido pelo banqueiro indiano K. V. Kamath, tendo como vice o economista brasileiro Paulo Nogueira Batista Junior. Com o banco, os países-membros do Brics esperam reduzir o domínio do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial sobre o sistema financeiro global e criar espaço para outras moedas, além do dólar americano, no comércio internacional.

 

Durante a cúpula, Dilma também participou de encontros bilaterais com os demais chefes de governo dos países-membros do bloco, além de reuniões com líderes de outros países convidados.

 

Fonte:  Giselle Garcia - Correspondente Agência Brasil/EBC

O papa Francisco fez, nessa terça-feira (8), um apelo ao Equador e aos povos latino-americanos, para que evitem “a dolorosa memória de qualquer tipo de repressão, controle desmedido e restrição de liberdades” nas suas normas e leis.

 

 

O pontífice falou na Igreja de São Francisco de Quito, durante viagem à América Latina, que o levará também à Bolívia e ao Paraguai.

 

 

Francisco destacou como o Equador e outras nações da América Latina devem enfrentar novos desafios, que requerem a participação de todos os setores sociais.

 

 

“A migração, a concentração urbana, o consumismo, a crise da família, falta de trabalho, as bolsas de pobreza que geram incerteza”, bem como “tensões que constituem ameaça à convivência social”, foram alguns dos exemplos que apontou.

 

O papa alertou que “as normas e leis, assim como os projetos da comunidade civil, devem procurar a inclusão, abrir espaços para o diálogo, o encontro, e assim abandonar a dolorosa memória de qualquer tipo de repressão, controle desmedido e restrição de liberdade”.

 

 

Para Francisco, a esperança de um futuro melhor para esses países começa pela criação de emprego e de crescimento econômico, “mas que não fique nas estatísticas macroeconômicas  e que [promova] um desenvolvimento sustentável que gere um consenso social, firme e coeso.”

 

 

Na audiência, o papa deu o exemplo de alguns países europeus, onde o desemprego juvenil se encontra entre 40% e 50%.

 

 

O pontífice citou o fenômeno dos “nem nem”, jovens que nem estudam, nem trabalham e, diante da falta de trabalho, cedem a vícios, à tristeza, à depressão, ao suicídio ou envolvem-se em projetos de “loucura social”.

 

 

Fonte: Agência Brasil

De 06 a 08 de agosto de 2015, será realizadoo 7º Simpósio Nacional de Assistência Farmacêutica, junto ao 8º Congresso da Fenafar e ao 5º Encontro Nacional de Farmacêuticos no Controle Social, em Cuiabá/MT. Com o tema Trabalho farmacêutico para cuidar bem das pessoas, serão três dias de grandes discussões sobre o trabalho farmacêutico e a assistência farmacêutica.

Todos os participantes inscritos no 7º Simpósio Nacional de Assistência Farmacêutica podem submeter até dois trabalhos científicos, em duas modalidades: Acadêmico; Relato e/ou sistematização de experiências. Serão premiados os três melhores trabalhos em cada modalidade (Acadêmico; Relato e/ou sistematização de experiências), recebendo um certificado de menção honrosa. O prazo para inscrição dos trabalhos será até o dia 15/07/2015.

 

Os trabalhos aceitos serão publicados nos Anais do evento e apresentados na forma de pôster.

 

Se você é delegado do 8º Congresso da Fenafar, é preciso se inscrever no 7º Simpósio Nacional de Assistência Farmacêutica para o envio de trabalhos. Neste caso, após a inscrição, envie um email para: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. para que o boleto de pagamento da inscrição seja desconsiderado.

 

Aproveite para divulgar as atividades desenvolvidas no serviço ou na pesquisa acadêmica!

 

Conheça as normas para submissão dos trabalhos no site da Escola Nacional dos Farmacêuticos

A Federação Nacional dos Farmacêuticos e a Escola Nacional de Farmacêuticos realizaram ao longo dos dois últimos meses 19 encontros estaduais para discutir propostas da categoria a serem apresentadas nas etapas municipais, estaduais e nacional da 15ª Conferência Nacional de Saúde.

 
Os encontros aconteceram nas cinco regiões administrativas do país, e também organizaram a categoria para o 8º Congresso da Fenafar que acontecerá entre os dias 6 e 8 de agosto na cidade de Cuiabá, em Mato Grosso.
 

Em torno de cinco eixos temáticos, os mais de 800 participantes reunidos pelos encontros discutiram os desafios da categoria farmacêutica vinculados à luta pelo fortalecimento do Sistema Único de Saúde e da implementação de uma Política Nacional de Assistência Farmacêutica.
 

Os cinco eixos que estruturaram os debates foram a discussão da conjuntura política nacional; trabalho, educação e organização sindical; e um eixo de Saúde e Assistência Farmacêutica que foi dividido em três focos: Direito à Saúde, Garantia de Acesso e Atenção de Qualidade; Financiamento do SUS e Relação Público-Privado; Gestão do SUS e Modelos de Atenção à Saúde.
 

Os encontros foram realizados no AC, AM, MG, RJ, ES, BA, PI, PB, PE, CE, AL, SE, MA, SC, PR, RS, MS, MT e GO.

Para ler o relatório final do Encontro dos Farmacêuticos Mineiros, clique AQUI

 

Fonte: Fenafar

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