Desde 2013, o Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais (Sinfarmig) vem acompanhando o desenrolar das contratações de farmacêuticos aprovados no Concurso da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, Edital 02/2011. Vários profissionais vinham denunciando contratações fora do concurso o que motivou o Sindicato a realizar reuniões com farmacêuticos aprovados e enviar ofícios à Promotoria de Saúde do Ministério Público e ao Conselho Municipal de Saúde de Belo Horizonte, com cópia para a Comissão da Gestão da Força de Trabalho do mesmo Conselho.
 

 

Também foi encaminhado ofício ao Secretário Municipal de Saúde explicando a situação dos farmacêuticos classificados no último concurso público da PBH que não foram convocados para posse porque a Secretaria estaria optando por manter contratos precários em detrimento da convocação dos farmacêuticos concursados.
 

 

No dia 1º de julho de 2015, o Sinfarmig participou da Plenária de Trabalhadores do Conselho Municipal de Saúde de Belo Horizonte quando o Sindicato se manifestou perante o secretário de Saúde. Na oportunidade, foi informado a ele sobre a falta de profissionais farmacêuticos para atender a grande demanda de atividades inerentes à profissão. Informamos também que este problema é notório e tem sido objeto de debates frequentes no Conselho Municipal de Saúde tanto por parte de trabalhadores quanto de usuários.

 

 

Insistimos com o secretário que a PBH vem mantendo os contratos de farmacêuticos não concursados o que gera enorme insatisfação e frustração nos profissionais que aguardam na expectativa de serem convocados. Por fim, solicitamos mais uma vez providências cabíveis com a máxima urgência possível possibilitando as convocações dentro do prazo de vigência do referido concurso.

 

O secretário municipal de saúde informou aos presentes na Plenária que vai convocar número suficiente de profissionais para que tenha um farmacêutico em cada Unidade de Saúde da Prefeitura de Belo Horizonte.

 

De acordo com o serviço de informações sobre concursos da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, prestado por telefone, até o momento foram chamados: 36 farmacêuticos analistas clínicos até a data de 15 de maio de 2015. Até 25 de março de 2014, foram nomeados 12 farmacêuticos (Medicamentos) com carga horária de 20 horas semanais e 60 profissionais (Medicamentos) com carga horária semanal de 40 horas.

 

Conforme o Edital 02/2011, foram abertas 05 vagas para técnicos farmacêuticos analistas clínicos, 10 vagas para a área de Medicamentos, 20 horas semanais e 40 vagas para farmacêuticos da área de Medicamentos 40 horas. Apesar de a Prefeitura ter contratado, até o momento, acima do número de vagas previsto para cada um dos setores (Análises Clínicas e Medicamentos 20 horas e 40 horas), a queixa dos profissionais ao Sindicato continua pelo fato de existirem vagas abertas que, ou estão deixando a população desassistida ou estão sendo precariamente ocupadas com as contratações de farmacêuticos não aprovados no Concurso.

 

Lei de Acesso à Informação
No dia 09 de julho, ontem, o Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais acionou a PBH, por meio da Lei de Acesso à Informação, para levantar o quantitativo de farmacêuticos contratados pela Prefeitura ente 2013 e aquela data (09/07/2015). O prazo para resposta a ser dada pela Ouvidoria Municipal é de 20 dias úteis podendo ser prorrogado por mais 30 dias.    

A Anvisa determinou a interdição cautelar de dois lotes do medicamento Cefalexina 500mg comprimidos fabricados por Laboratório Teuto Brasileiro SA.

 

 

Considerando o Laudo de Análise Fiscal emitido pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), os lotes do medicamento Cefalexina 500 mg, comprimidos apresentaram resultados insatisfatórios nos ensaios de aspecto e de  friabilidade para os lotes 3225197, com validade até março de 2016 (3/2016) e 3225139, medicamento genérico, com validade até novembro de 2015 (11/2015) respectivamente.

 

A interdição cautelar é uma medida preventiva e temporária que vigorará pelo prazo de 90 dias. Enquanto a Anvisa aguarda o relatório final é sugerido aos consumidores que procurem um médico para avaliar a melhor forma de interromper ou substituir tratamento.

 

 

A medida está na Resolução 1.957/2015 publicada na segunda-feira (10/7) no Diário Oficial da União (DOU).

 

 

Fonte: Imprensa Anvisa

A produção industrial cresceu em nove dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em maio. O resultado interrompeu três meses consecutivos de redução no setor. Dados divulgados hoje (10) indicam que as maiores altas foram registradas no Ceará, com 3,6%, Amazonas, 2,6%; em Pernambuco 1,4%; e  Minas Gerais, 1,3%. Tiveram resultados positivos em maio: Santa Catarina (0,7%), Espírito Santo (0,6%), São Paulo (0,5%), Paraná (0,3%) e Rio de Janeiro (0,2%).

 

Houve redução na produção na Região Nordeste, com queda de 2,2%. Na Bahia, a queda foi de 1%. Foi registrada redução também no Rio Grande do Sul (1,6%), Pará (1,5%) e Goiás (0,6%).

 

No acumulado de janeiro a maio, a produção industrial caiu em 13 dos 15 locais pesquisados pelo IBGE. Em oito, a queda foi superior à média nacional (- 6,9%): Amazonas (17,3%), Rio Grande do Sul (11,5%), Bahia (10,9%), Ceará (9,4%), Paraná (8,8%), São Paulo (8,6%), Minas Gerais (7,4%) e Santa Catarina (7,4%).

 

Nesses locais, segundo o IBGE, o menor dinamismo foi influenciado por fatores relacionados à diminuição na fabricação de bens de capital (voltados para equipamentos de transportes – trator para reboques e semirreboques, caminhões e veículos para transporte de mercadorias). Registraram também redução os bens intermediários (autopeças, derivados do petróleo, produtos têxteis, siderúrgicos, de metal, petroquímicos básicos, resinas termoplásticas e defensivos agrícolas); bens de consumo duráveis (automóveis, eletrodomésticos da “linha branca” e da “linha marrom”, motocicletas e móveis); e bens de consumo semi e não-duráveis (medicamentos, produtos têxteis, vestuário, bebidas, alimentos e gasolina).

 

Os estados do Espírito Santo (18,0%) e Pará (6,8%) registraram taxas positivas no acumulado no ano, influenciados pelo desempenho do setor extrativo.

 

A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos 12 meses, teve recuo de 5,3% em maio de 2015, mantendo trajetória de redução iniciada em março de 2014 (2,1%). Em termos regionais, 11 dos 15 locais pesquisados mostraram taxas negativas, em maio de 2015, e 12 apontaram menor dinamismo em comparação ao índice de abril.

 

Fonte: Agência Brasil - Nielmar de Oliveira - repórter

Líderes do Brasil, da Rússia, Índia, China e África do Sul (Brics) assinaram hoje (9) em Ufa, na Rússia, o memorando de criação do novo Banco de Desenvolvimento (NDB), ou Banco do Brics, que terá sede em Xangai, na China, com capital inicial de US$ 50 bilhões. A expectativa é que a instituição financeira comece a operar a partir do próximo ano, financiando projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável para os países do bloco e, posteriormente, para outros países em desenvolvimento que apresentarem interesse.

 

O presidente russo, Vladimir Putin, fez um discurso em nome dos líderes presentes. Ele afirmou que durante a sétima cúpula, que começou ontem (8), a situação da economia global foi discutida em detalhes. “Estamos preocupados com a instabilidade dos mercados, com a alta volatilidade do preço do petróleo e das commodities, com o acúmulo da dívida soberana de uma série de grandes países. Todos esses desequilíbrios estruturais causam impacto direto na dinâmica de crescimento de nossas economias. Nessas condições, os países do Brics pretendem usar ativamente seus próprios recursos para o desenvolvimento interno,” disse.  

 

Putin também falou sobre o Tratado do Arranjo Contingente de Reservas (CRA, na sigla em inglês), no valor de US$ 100 bilhões. “Uma das nossas mais importantes conquistas é o lançamento do Arranjo Contingente de Reservas, que nos dará a oportunidade de reagir a movimentos dos mercados financeiros de maneira ágil e adequada.” Do total de recursos do CRA, US$ 41 bilhões virão da China. O Brasil, a Rússia e a Índia contribuirão com US$ 18 bilhões cada e a África do Sul aportará US$ 5 bilhões.

 

A presidenta Dilma Rousseff citou a nova agenda do Desenvolvimento Sustentável (ODS) pós-2015, da Organização das Nações Unidas, e destacou que as iniciativas lançadas pelo Brics contribuirão de modo construtivo para o novo momento das relações internacionais, mais focado no desenvolvimento sustentável.

 

Mais cedo, durante encontro com o Conselho Empresarial do Brics, ela enfatizou a importância do bloco – formado pelo Brasil, a Rússia, a Índia, a China e a África do Sul – no cenário mundial. “Os países do Brics foram responsáveis por 40% do crescimento mundial e pela intensificação dos fluxos econômicos entre os países.”

 

Dilma observou que, até 2020, os países em desenvolvimento precisarão de um volume de investimento em infraestrutura superior a US$ 1 trilhão por ano. “Atingir essa cifra não será tarefa simples. O investimento externo mundial caiu quase 50% nos últimos cinco anos. É nesse cenário que o novo banco de desenvolvimento terá um papel importante na intermediação de recursos para projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável em nossos países e, posteriormente, em outros países em desenvolvimento”.

 

A presidenta acrescentou que desde a última cúpula do Brics, em Fortaleza, no ano passado, todos os acordos para a criação do banco do Brics e do Arranjo Contingente de Reservas foram ratificados. Ela informou que relatório do Conselho Empresarial do Brics trouxe mais de 40 projetos de interesse dos países-membros em áreas como indústria, energia, transporte, logística e tecnologia da informação. “É um acervo importante de iniciativas que serão analisadas com toda a seriedade por nossos governos e que contarão com o apoio do Novo Banco de Desenvolvimento.”

 

O NBD será presidido pelo banqueiro indiano K. V. Kamath, tendo como vice o economista brasileiro Paulo Nogueira Batista Junior. Com o banco, os países-membros do Brics esperam reduzir o domínio do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial sobre o sistema financeiro global e criar espaço para outras moedas, além do dólar americano, no comércio internacional.

 

Durante a cúpula, Dilma também participou de encontros bilaterais com os demais chefes de governo dos países-membros do bloco, além de reuniões com líderes de outros países convidados.

 

Fonte:  Giselle Garcia - Correspondente Agência Brasil/EBC

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