Doutor em Saúde Pública, o médico Luis Eugênio Souza informou hoje (30) que são dois os principais desafios nos serviços do setor: a formação de profissionais de saúde descolada das necessidades e o subfinanciamento da rede pública de saúde.

 

“Temos uma oferta insuficiente de profissionais e uma formação centrada em doenças tratáveis em hospitais e que negligencia os problemas de atenção primária, mais comuns na sociedade e que, se tratados, evitam os mais complexos. Segundo ele, de forma geral há uma educação centrada nas doenças raras.

 

Na véspera do fim do seu mandato de três anos como presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), o professor do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia conversou com a reportagem da Agência Brasil sobre o sistema de saúde brasileiro.

 

Durante o 11º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, o professor explicou que muitos procedimentos, hoje feitos apenas por médicos, poderiam ser de responsabilidade de outros profissionais. “Por exemplo, a maioria dos países com sistema universal usa a figura do optometrista, que não pode fazer cirurgias, não trata doenças, mas é capaz de identificar o grau de sua miopia, hipermetropia, astigmatismo”.

 

A classe médica é contra a regulamentação da profissão, mas o professor avaliou o posicionamento como corporativismo. Outro exemplo usado por ele é o parto. “Em outros sistemas, temos as enfermeiras obstetrizes. Não é preciso médico para fazer todo parto natura.l”

 

Financiamento

 

Sobre o financiamento público de saúde, ele fez um comparativo entre o gasto anual por habitante no Brasil e outros países com sistema universal de saúde. Enquanto a média entre Inglaterra, Canadá, Japão e Austrália é de U$ 3 mil por habitante/ano, o Brasil gasta em torno ds U$ 500. Na rede privada brasileira são gastos cerca de U$1.500 por ano. Durante a abertura do congresso, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, concordou que falta dinheiro.

 

A saúde pública brasileira, que tem como objetivo constitucional servir aos cidadãos de forma integral, tem, segundo Luis Eugênio, basicamente três fontes de doenças que precisam de diferentes tipos de atenção. São as infecciosas, as crônicas e as decorrentes de vários tipos de violência.

 

“O grande problema é organizar um sistema de saúde capaz de tratar dessa tripla carga de doenças. Isso exige competências diversificadas, entre elas a construção de redes de atenção à saúde, boa rede disseminada pelo território nacional, cobertura de atenção primária a saúde, por meio do fortalecimento da estratégia de saúde da família, e, ao mesmo tempo, estratégia especializada e que garanta segmento aos problemas das pessoas que necessitam de outros recursos tecnológicos. Para isso, é preciso dinheiro”, esclareceu o professor.

 

Avanços

 

Apesar das críticas, Souza destacou que o Sistema Único de Saúde (SUS) merece parabéns por uma série de motivos. Segundo ele, a conquista mais importante da saúde brasileira foi o controle das doenças passíveis de prevenção por vacinação.

 

 

"Também merecem elogios o Samu, programa Brasil Sorridente, a rede de saúde mental, que reduziu significativamente os leitos psiquiátricos, uma tendência mundial, e a rede Caps [Centros de Atenção Psicossocial], articulada em poucos anos, que ainda tem problemas, mas é um avanço”.

 

Para o especialista, outros avanços na saúde pública são a estratégia de saúde na família e as parcerias de Desenvolvimento Produtivo, que trazem tecnologia à produção de remédios para o Brasil.

 

A Abrasco é a entidade que, em 1988, esteve envolvida na construção do Sistema Único de Saúde, em 1988. O ministro da saúde, Arthur Chioro, que é médico sanitarista e doutor em Saúde Coletiva, foi membro da entidade e esteve na abertura do 11º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, nessa quarta-feira (29), explicando os gargalos da saúde pública brasileira e apontando caminhos adotados pelo governo.

 

*A repórter viajou a convite da Abrasco

 

Fonte: Agência Brasil - Aline Leal - repórter

A Anvisa publicou na segunda-feira (27/7) o registro do medicamento novo Imbruvica® (ibrutinibe), um antineoplásico sob a forma de cápsula gelatinosa dura indicado para o tratamento de pacientes que apresentam Leucemia linfocítica crônica ou Linfoma linfocítico de pequenas células (LLC/LLPC) tratados com no mínimo um tratamento anterior. Trata-se de um medicamento novo, ou seja, de uma substância terapêutica que ainda não existia no país.

 

Esse novo produto deve melhorar a rotina dos pacientes, pois possui a vantagem de ser de administrado por via oral, uma vez ao dia, diferente de outros tratamentos aprovados ou recomendados que devem ser administrados por via intravenosa. A ingestão oral é a via de administração que propicia uma maior comodidade ao paciente e maior adesão ao tratamento. Tem como vantagem também o fato de ser compatível com tratamento domiciliar, já que não requer a presença de um profissional para fazer a aplicação.

 

Fonte: Imprensa Anvisa

Após conceder 101.446 bolsas de intercâmbio para estudantes brasileiros, o Programa Ciência sem Fronteiras passa por reformulação. Segundo o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Carlos Afonso Nobre, o governo brasileiro está estudando diretrizes para a segunda edição do programa.

 

A tendência, segundo ele, é aumentar as bolsas para a pós-graduação. Muitos dos alunos que participaram do Ciência sem Fronteira, no estágio da graduação sanduíche, se interessaram em continuar os estudos e ir para a pós-graduação, acrescentou. Portanto, "é natural, até para dar vazão ao interesse que o programa gerou nesses estudantes, que o Ciência sem Fronteiras 2 tenha oportunidades de pós-graduação", disse Nobre.

 

O presidente explica que o Ciência sem Fronteiras permitiu o intercâmbio acadêmico ainda na graduação, algo que antes era financiado pela Capes apenas na pós-graduação. Na primeira fase do programa, 78,9% das bolsas foram concedidas a graduandos. "A tendência é aumentar as bolsas para a pós-graduação, mas os parâmetros finais ainda não foram definidos", mas ele acredita que as diretrizes sejam fixadas "nos próximos meses".

 

A segunda edição do Ciência sem Fronteiras foi anunciada em meados do ano passado, pela presidenta Dilma Rousseff, que prometeu mais 100 mil bolsas de 2015 a 2018. Com o contingenciamento no Orçamento, o programa também sofrerá cortes, de acordo com o Ministério da Educação. Nenhum edital da nova edição foi lançado ainda.

 

O Ciência sem Fronteiras foi lançado em 2011 com a meta de conceder inicialmente 101 mil bolsas - 75 mil bancadas pelo setor público e 26 mil por empresas privadas. As bolsas são voltadas para as áreas de ciências exatas, matemática, química e biologia, engenharias, áreas tecnológicas e de saúde. O objetivo é promover a mobilidade internacional de estudantes e pesquisadores, e incentivar a visita de jovens pesquisadores altamente qualificados e professores seniores ao Brasil.

 

Fonte: Agência Brasil

A Pós-Graduação do Centro Universitário Una oferece, em agosto, dois eventos abertos à participação dos farmacêuticos. O objetivo é disponibilizar informações e conhecimento acadêmico para que os profissionais planejem bem a carreira e atuem no mercado de trabalho de forma inovadora e baseada em conhecimentos científicos.

 

Evento 1 – Descubra os 10 principais erros que profissionais de saúde cometem na carreira e como contorná-los para ter sucesso.
Dia 04/08 – terça – 19h
Custo: R$ 10 para farmacêuticos sindicalizados
Inscrições pelo site: www.saudenaprofissao.com.br
Local: Av. João Pinheiro 515, Funcionários – Belo Horizonte



Evento 2 – I Ciclo de palestras do Núcleo Saúde, Estética e Ciências Biológicas
Palestra “Aprenda sinais de gravidade no paciente que busca atendimento farmacêutico”
Inscrições gratuitas pelo site: www.saudeposgraduacao.com.br
Dia 06/08 – quinta – 19h30
Av. João Pinheiro 515, Funcionários – Belo Horizonte

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