O Ministério da Saúde e a Universidade Aberta do SUS (SE/UNA-SUS) lançaram uma nova oferta para o curso Saúde da População Negra nesta segunda-feira, 3 de agosto. Os conteúdos promovem o debate sobre o racismo institucional, além de trazer informações gerais sobre a população negra, sua cultura e práticas tradicionais de saúde.

 

O módulo em educação a distância é voltado a todas as categorias de profissionais de saúde, além de demais interessados no tema. Composto por três unidades e com carga horária de 45 horas, o curso utiliza a modalidade do ensino a distância e é autoinstrucional. Para se matricular, clique aqui.

 

O objetivo é ofertar aos profissionais de saúde oportunidade para refletir e atuar na perspectiva do cuidado centrado na pessoa e na família, visando a melhoria da qualidade de atendimento e a redução das desigualdades, alinhando-se aos princípios do Sistema único de Saúde (SUS) e da Política Nacional Integral da População Negra (PNSIPN).

 

Recordista no número inscrições desde o lançamento, em 22 de outubro de 2014, o curso obteve um total de 6.672 matrículas. O estado com maior número de inscritos foi São Paulo, com 468, seguido da Bahia, com 361, e de Minas Gerais, com 276. Os alunos matriculados na primeira turma terão até o dia 9 de agosto de 2015 para acessar o ambiente de estudos e concluir as atividades do curso.

 

ENFRENTAMENTO AO RACISMO INSTITUCIONAL – Para a diretora do Departamento de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde (DAGEP), Kátia Souto, o curso dá visibilidade à questão do racismo, presente na sociedade brasileira e expresso de diversas formas, inclusive no SUS. “Enfrentar esse debate e refletir sobre o racismo institucional é o grande desafio desse curso”, afirma.

 

Para Souto, o recorde de inscrições reflete o interesse em debater sobre racismo, conhecê-lo, refletir sobre ele e até mesmo transformar as práticas no cotidiano do atendimento ou mesmo da gestão do SUS. “Isso é fundamental. Ao plantar essa semente, poderemos colher também os frutos, que são a redução do preconceito e a discriminação no nosso país e também no SUS”.

 

Para o secretário executivo da UNA-SUS, Francisco Campos, por tratar de temas como o racismo institucional, à luz da PNSIPN, o curso é de enorme importância para o Sistema Único de Saúde. “Os objetivos educacionais do curso fazem dele um poderoso instrumento para os profissionais de saúde e para a sociedade em geral”.

 

PARCERIAS – A iniciativa do curso de Saúde da População Negra é do Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) e da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa (SGEP). A produção é da SE/UNA-SUS, com a colaboração dos Departamentos de Apoio à Gestão Participativa (DAGEP/SGEP) e de Gestão da Educação em Saúde (DEGES/SGETS).

 

Acesse a página do curso:

 

http://www.unasus.gov.br/populacaonegra

 

Fonte: Blog da Saúde

Amanhã, quinta-feira (6), será inaugurado o mecanismo de debates online do Portal da 15ª Conferência Nacional de Saúde. Este novo espaço de diálogo com a sociedade será aberto com uma mesa de abertura virtual sobre o SUS, com o tema “Fruto da Luta do Povo Brasileiro”. A interação será programada para o período das 18h00 às 21h00.

 

 

As salas de discussão funcionarão como plenárias online. Elas serão espaços abertos para trocas de ideias em torno dos oito eixos da conferência ou de alguma das diretrizes e propostas previstas no documento orientador, tratadas isoladamente.
 

 

Poderão ser feitas também plenárias para discutir os temas da 15ª CNS com recortes de população, gênero, segmentos profissionais etc; e também com foco mais direcionado a um tema polêmico, como partos e cesáreas, terceirização e carreiras no SUS etc.



Além de participar e de divulgar a programação, será possível sugerir a realização de eventos virtuais de interesse de cada entidade interessada. Para isto, basta enviar o tema à administração do Portal, que é a comunicação da Secretaria Executiva do Conselho Nacional.

Acesse o Portal da 15ª Conferência



Com informações da Fenafar

Foi realizada no Congresso Nacional nesta segunda-feira (3/8) a audiência pública "Proteção e Promoção da Saúde da População Expressas Através da Vigilância Sanitária". O debate é o primeiro evento da "III Semana de Vigilância Sanitária no Congresso Nacional", aberto oficialmente nesta terça-feira (4/08). A audiência foi presidida pelo senador Paulo Paim (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa, onde o encontro foi realizado. "O espírito desta audiência é o de avaliar as políticas públicas do setor e ajudar a difundir o tema da Vigilância Sanitária", disse o senador, ao abrir o debate.

 

O novo diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Jarbas Barbosa, salientou que a audiência tanto quanto a III Semana são importantes momentos de prestação de contas à população. "O trabalho da Vigilância Sanitária é fundamental para a proteção à Saúde, não só no setor público como no setor privado. Estes debates nos ajudam também á refletir sobre a nossa atividade".

 

Após a exposição sobre as atividades da Agência pela assessoria da Anvisa, a representante do Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de Saúde (Conass), Donizeti Oliveira, relatou o caso recente de um insumo alimentício apreendido pela Vigilância Sanitária do Espírito Santo, a caminho da Bahia, depois de ter sido embarcado ilegalmente em caminhão impróprio no Rio de Janeiro. "Ressalto com isso a importância de as ações de vigilância necessitarem estar cada vez mais interligadas, pois intervimos no risco e o risco não obedece fronteiras".

 

Alessandro Chagas, representante do Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde (Conasems), afirmou que a Vigilância Sanitária que os municípios querem é aquela que serve mais como consultora técnica de pequenos produtores e prestadores de serviços, colaborando, desta forma, segundo ele, para o desenvolvimento social do país.

 

Para a Vigilância Sanitária federal o desafio maior seria fazer as duas principais "clientelas" da Anvisa se encontrarem, de acordo com Cláudio Maierovitch Pessanha Henriques, representante do Ministério da Saúde no debate. "O setor produtivo e a população, como clientes da vigilância federal, devem se encontrar dentro das ações do órgão, seguindo a seguinte formula: produtos e serviços não devem gerar danos à saúde do consumidor".

 

Por fim, Geraldo Luchese, representante da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), enfatizou que a Vigilância Sanitária é cada vez mais cobrada a atuar segundo a agenda da Globalização, mas que peculiaridades regionais não devem ser deixadas em segundo plano, "sob pena de o setor ajudar a reproduzir desigualdades que se notam em outras áreas".

 

Fonte: Imprensa Anvisa

Produto teve a publicidade proibida em todos os veículos de divulgação.

 

Fabricado por Shopping da Saúde, o item está registrado na Anvisa como alimento, e faz alegações com propriedades terapêuticas e de saúde, não permitidas pela Agência.

 

Entre as irregularidades das propagandas estão indicações para “facilitar o processo de emagrecimento, melhorar o funcionamento do intestino, ativação do sistema imunológico e aumento na hidratação do corpo”.

 

A medida está na Resolução 2.168/2015 publicada nesta segunda- feira (03/08) no Diário Oficial da União (DOU).

Fonte: Imprensa Anvisa

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