O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), a Merck e a Bionovis assinaram, nesta quarta-feira (9/9), um acordo de transferência de tecnologia da Betainterferona 1a subcutânea (nome comercial: Rebif®), nas apresentações 22 mcg  e 44 mcg, fruto de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), estabelecida pelo governo federal. A assinatura do acordo de transferência de tecnologia trará a economia de R$ 27 milhões em sete anos aos cofres federais. Além disso, permitirá a garantia de fornecimento da Betainterferona 1a à população por parte do poder público.

 

O biofármaco é indicado em primeira linha para o tratamento da esclerose múltipla, seguindo os padrões internacionais de tratamento e é comercializado em mais de 80 países em todo o mundo. No Brasil, cerca de 27% dos pacientes usam a Betainterferona 1a produzida pela Merck, que passará a fazer parte do portfólio do laboratório público brasileiro, quando concluído o processo de transferência da tecnologia.

 

A esclerose múltipla é uma doença degenerativa e sem cura, que afeta gravemente a qualidade de vida dos pacientes. Ela atinge aproximadamente 2 milhões de pessoas pelo mundo, notadamente indivíduos entre 20 e 40 anos de idade - 75% mulheres. Embora não seja letal, a esclerose múltipla pode acarretar, nos casos de maior gravidade, em paralisia de membros ou perda da visão. Os sintomas mais comuns da esclerose múltipla são fraqueza dos membros e dificuldade para caminhar, a perda da visão em um ou nos dois olhos, visão dupla, as parestesias (dormências e formigamentos), desequilíbrio e falta de coordenação motora, tonturas e zumbidos, tremores, dores, fadiga e alterações no controle da urina e fezes.

 

Os interferons são proteínas produzidas pelo corpo humano. Seu tipo beta tem eficácia comprovada no tratamento da esclerose múltipla, mesmo sem curá-la. O biofármaco modula o sistema de defesa imunológico do organismo ao reduzir a agressão de linfócitos e anticorpos contra a bainha de mielina das fibras nervosas. Dessa forma, reduz as inflamações e lesões do cérebro e medula espinhal e traz considerável melhoria na qualidade de vida dos pacientes. O tratamento da enfermidade e o uso do biofármaco são garantidos pelo Sistema Único de Saúde desde 2001, através da Portaria 97 da Secretaria de Assistência à Saúde do Ministério da Saúde, devido a seu alto custo para o paciente.

 

Sobre Bio-Manguinhos

 

O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) é a unidade da Fiocruz responsável pelo desenvolvimento tecnológico e pela produção de biofármacos, além de vacinas e reativos, voltados para atender prioritariamente às demandas da saúde pública nacional. Com a crescente modernização de seu parque industrial, Bio-Manguinhos incorpora novos produtos ao seu portfolio de biofármacos, iniciado em 2004 e que agora passa a ser composto por cinco itens.

 

Bio-Manguinhos é um dos fornecedores do Programa de Medicamentos Excepcionais do Ministério da Saúde, através de uma parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. A distribuição de biofármacos permite à população acesso gratuito e garantido a produtos de elevada tecnologia, fortalecendo os princípios de universalidade, integralidade e equidade que norteiam as ações do Sistema Único de Saúde (SUS). Nos últimos cinco anos, foram cerca de 50 milhões de doses. O Instituto contribui, assim, para a redução do alto impacto econômico de diversas doenças.

 

Sobre a Merck

 

A Merck é uma empresa líder em produtos inovadores de alta tecnologia e de qualidade superior nos setores de Produtos Farmacêuticos, Ciências da Vida e Materiais de Performance químicos. A companhia tem quatro negócios no Brasil: Merck Serono, Consumer Health, Merck Millipore e Materiais de Performance. Com sede em Darmstadt na Alemanha, a Merck é a empresa farmacêutica e química mais antiga do mundo. Desde 1668, nosso nome é sinônimo de inovação, sucesso empresarial e empreendedorismo responsável. Em 2014, a Merck gerou vendas globais de 11,3 bilhões de euros. A família fundadora continua a ser, até hoje, a acionista majoritária da empresa. A Merck detém os direitos globais do nome e da marca da Merck. As únicas exceções são o Canadá e os Estados Unidos, onde a empresa é conhecida como EMD Serono, EMD Millipore e EMD Performance Materials.

 

Na Merck Brasil, aproximadamente 1500 funcionários trabalham para melhorar a qualidade de vida dos pacientes, promover o sucesso de nossos clientes e ajudar a atender os desafios globais. Com unidade fabril em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, a empresa também está presente em São Paulo, com três unidades: em São Paulo Capital, Alphaville e Cotia.

 

Sobre a Bionovis

 

A Bionovis é uma joint venture de biotecnologia farmacêutica formada por quatro líderes do mercado farmacêutico brasileiro, os Laboratórios Aché, EMS, Hypermarcas e União Química. Seu objetivo é promover no Brasil a pesquisa, desenvolvimento, produção e comercialização de biofármacos, medicamentos obtidos a partir do emprego da tecnologia do DNA recombinante utilizando células para a produção de proteínas terapêuticas.

 

Fonte: Assessorias de Comunicação  Bio-Manguinhos/Fiocruz e  Merck

Segundo ministro Patrus Ananias, objetivo depende também da adesão de estados e municípios

 

Brasília – O ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, disse hoje (10) que já encaminhou para análise da presidenta Dilma Rousseff o novo plano de reforma agrária e que uma das ações propostas é assentar, até o final de 2018, as 120 mil famílias que vivem acampadas no país. O plano foi elaborado pelo ministério a pedido da presidenta.

 


“Elaboramos um plano concreto, factível, um plano de ação na perspectiva de assentarmos em condições dignas as 120 mil famílias hoje acampadas no Brasil. Nossa proposta foi encaminhada à Presidência da República, e estamos aguardando uma convocação da presidenta Dilma para apresentarmos o plano à sociedade brasileira”, disse Patrus, após participar de reunião da comissão geral da Câmara dos Deputados.

 

“O prazo que estabelecemos inicialmente nos despachos com a presidenta Dilma foi cumprirmos esses assentamentos até 2018”, disse Patrus. Ele classificou de "ousado" esse objetivo e disse que o ministério está trabalhando em conjunto com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no levantamento de recursos. O ministro lembrou que o objetivo depende também da adesão de estados e municípios. "Todo nosso esforço, todo nosso empenho será posto para alcançarmos esse objetivo."

 

Na reunião da comissão geral da Câmara dos Deputados, Patrus falou sobre as ações do ministério voltadas à reforma agrária e à agricultura familiar. Ele destacou a importância da agricultura familiar na produção de alimentos no país e na geração de emprego e renda. Segundo o ministro, a agricultura familiar responde por 70% de um total de 16,5 milhões de postos de trabalho rural e gera 33% do valor bruto da produção agropecuária.

 

Na comissão geral, deputados ressaltaram a importância do Ministério do Desenvolvimento Agrário e manifestaram preocupação com a possibilidade de extinção da pasta na reforma administrativa, que inclui o corte de algumas pastas. O governo ainda não divulgou, porém, que pastas serão extintas.

 

Fonte: Agência Brasil – repórter Yara Aquino

"Conheço usuários de crack com mais de 50 internações e que não melhoraram em nada, isso se não estiverem um pouquinho pior”. O depoimento é de Raul Garcia Júnior, de 47 anos, que foi viciado durante 35 anos e conseguiu, sozinho, superar o vício. Para ele e para profissionais que estudam o assunto, o tratamento mais eficaz para combater o vício precisa envolver as famílias e a sociedade e depende de uma integração entre os serviços de saúde.

O tema foi discutido hoje (10) durante o Simpósio: Crack – Estigma e Preconceito: desafios da intersetorialidade, realizado na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Isaldo Carlini, diretor do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) da Unifesp, estuda o assunto há 50 anos. Segundo ele, é preciso uma mudança na concepção sobre a melhor maneira de combater o vício.

“Sempre estamos batendo nas mesmas teclas, não tem havido progresso na evolução do tratamento ou da compreensão do problema de usar drogas”, declarou. “Estamos fracassando nesse assunto”, acrescentou.

Carlini defende ouvir, primeiramente, o que o usuário tem a dizer e depois decidir sobre as melhores estratégias para o tratamento de usuários de crack. No caso de Raul, a compreensão dos parentes foi o que mais ajudou. “A falta de informação faz achar que a melhor forma de lidar com o viciado é internando. Mas carinho, afeto e até uma conversa funcionam bem mais. Se internar [o viciado], é um monte de 'nóia' junto. É difícil, acho que a pessoa sai até um pouco pior”, disse ele.

Marta Ana Jezierski, médica psiquiatra e pesquisadora do Cebrid, lembra que a sociedade passou ao menos 200 anos acreditando que a melhor forma de tratamento era isolando o usuário. “Esses hospitais, desde que fossem longe, passavam a ser um mundo alternativo onde as pessoas ficavam internadas”, explica.

O ex-usuário de crack José Francisco da Silva, de 50 anos, hoje trabalha com reciclagem e participa da Associação Brasileira dos Consultórios de/na Rua (Abracoru) em Guarulhos, uma iniciativa que leva atendimento de saúde em vans à população em situação de vulnerabilidade nas ruas. José foi viciado por 15 anos, tendo vivido na cracolândia em São Paulo. Ele também perdeu o contato com a família depois de vendar pertences de seus parentes para conseguir comprar a droga.

José cita a dificuldade de acesso aos recursos do poder público, como atendimento médico e psiquiátrico. “O pessoal da abordagem vinha só para agredir a gente. Alguns já chegavam espancando, mas nós também somos cidadãos. O pessoal de rua também tem o direito de ir e vir, mas nossos direitos são violados”, lamentou.

A questão de melhorar o acesso aos recursos públicos é importante para a recuperação dos usuários, defende Marta Ana Jezierski. “Os recursos de saúde são vistos como castelos fortificados, com grande dificuldade de acesso”. Em razão do estigma e preconceito, muitos pacientes que são viciados acabam sendo abandonados pelo sistema de saúde. “É uma dura realidade que a gente vive ainda”, declarou. Na opinião da médica, um dos pontos mais importante a ser discutido é a integração entre saúde mental e o restante dos serviços de saúde pública.



Fonte: Agência Brasil  - repórter Fernanda Cruz

A Anvisa publicou, nesta quarta-feira (9/9), sete editais de abertura de processos seletivos para cargos de gerentes-gerais da Agência. As inscrições estarão abertas entre os dias 10 e 17 de setembro e devem ser realizadas por meio de formulário eletrônico específico, descrito em cada um dos editais.

 

As vagas são para os cargos em comissão de Gerência-Executiva, código CGE II, das seguintes áreas: Gerência-Geral de Gestão de Pessoas (GGPES); Gerência–Geral de Gestão da Tecnologia da Informação (GGTIN); Gerência-Geral de Tecnologia em Serviços de Saúde (GGTES); Gerência-Geral de Toxicologia (GGTOX); Gerên cia–Geral de Cosméticos (GGCOS); Gerência-Geral de Coordenação e Fortalecimento do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (GGCOF)e Gerência–Geral de Alimentos (GGALI).

 

Os requisitos obrigatórios para a investidura no cargo são nível superior completo e experiência profissional de, no mínimo, 5 (cinco) anos. Os editais descrevem como requisitos desejáveis ao candidato algumas outras habilidades, como a capacidade de ler e interpretar textos em língua inglesa, conhecimentos em informática e experiência profissional com gestão de pessoas, projetos e orçamento. A proatividade, inovação, capacidade de articulação e pactuação também são algumas das competências exigidas.



Os processos seletivos serão compostos por duas fases. A primeira é a análise curricular. Já a segunda, é uma entrevista. No entanto, os editais ressaltam que, caso haja consenso da Diretoria Colegiada da Agência a respeito do candidato que deverá ocupar o cargo, a segunda etapa da seleção poderá ser dispensada.

Confira editais AQUI

 

Fonte: Imprensa Anvisa

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